O masculino no filme Questão de Tempo

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Neste artigo, vamos explorar uma visão do masculino e do pai, dentro do filme “About Time” – Questão de Tempo:

  • Sociedade líquida
  • O papel do pai no desenvolvimento infantil
  • O pai no corpo
  • O resgate da história na visão do filme

Uma das grandes dificuldades do mundo contemporâneo das sociedades líquidas é a compreensão dos papéis em geral, especialmente neste caso da figura paterna. Num momento em que tudo muda a todo instante e em todos as manifestações da cultura e da sociedade, a figura paterna também sente-se impactada de tal forma, que.ja não se sabe ao certo qual sua função.

Se olharmos para alguns decênios anteriores, tínhamos papéis e figuras muito bem definidas, onde o pai exercia o rigor da punição e do provimento ao filho. Isso criava uma imagem endurecida,  longínqua e inacessível, tanto no desenvolvimento do masculino quanto na relação filho e pai.

Hoje, encontramos país exercendo funções que eram inconcebíveis como alimentação, cuidado e afeto dos filhos. Isso é muito bom, mas também insere mais dúvidas quanto ao desenvolvimento da figura masculina e do masculino na pessoa..

No desenvolvimento infantil, de uma forma generalíssima, a figura paterna é responsável por apresentar à criança, o mundo, as relações externas, os limites e as interações. Enquanto a figura materna está ligado ao cultivo da interioridade e do afeto, este leva a criança a olhar para si e para o mundo com confiança e fé. Como que se lhe apoiasse as costas, na região lombar e dissesse: “Vai! Estou aqui atrás te apoiando, vai”.

O hemisfério esquerdo do cérebro é o responsável pela parte pratica pela razão, voltada para a ação e controla o lado direito do corpo e o direito, como responsável pelo afeto e criatividade e controla o lado esquerdo do corpo. Em pessoas destras o lado direito e as costas tem correspondência com a masculinidade e a figura paterna, o lado esquerdo, a figura materna, em canhotos, ao contrário.

Então, a presença ou ausência da figura paterna no desenvolvimento infantil irá marcar o indivíduo de diversas formas, em primeiro lugar com o que Reich chamou de Couraças Musculares e posteriormente podem se desenvolver em manifestações de doenças.

É muito importante observar o corpo, porque nele ocorre a manifestação das emoções e sentimentos.

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O filme “Questão de tempo” é um conto, onde o jovem Tim Lake recebe do masculino na família paterna o dom de viajar no tempo, ao passado, para vivenciar novamente situações e poder corrigi-las. E não é esta a proposta terapêutica? Visitar o meu passado e “ajustar” as emoções que ficaram bloqueadas?

Esta é uma grande lição que todo pai deveria ensinar ao seu filho: sempre podemos voltar aos momentos mais dolorosos em nossa vida, vivenciar as emoções dolorosas que não conseguimos lidar na época e liberá-las para uma vida mais livre. Esta é uma grande lição que os homens, nesta sociedade liquida, devem ensinar aos seus filhos.

No filme, o jovem Tim passa por diversas situações conflituosas e difíceis no processo de amadurecimento do  homem, como a juventude, a descoberta do amor, as responsabilidades da vida adulta e, por fim, a morte. Em todos os momentos, o filme nos propõe pistas de que ele resgata seus sofrimentos e dores através do processo de ressignificação e enfrentamento da dor.

E tudo isso, advém dos ensinamentos de seu pai, que o ensinou a “voltar no tempo”. O nosso tempo carece desse elemento masculino de afeto e cuidado, do ensinamento aos jovens que podemos resgatar nossas feridas e dar um novo sentido às nossas dores. Quanto mais homens “viajando no tempo” tivermos, tanto mais teremos novas gerações mais livres e conectadas ao masculino e ao feminino.

Referências sobre o filme:

IMDB

UNIVERSAL MOVIE

Exercícios para Ansiedade – A Bioenergética.

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O conceito da existência de uma energia única que une o corpo e o espírito constitui um dos fundamentos de terapias orientais como a Yoga, o Tai-chi-chuan e a acupuntura.

Problemas psicológicos, o stress, as atitudes negativas e as emoções como a ansiedade, a raiva e o medo, têm uma influência sobre a maneira de se sentar, de se manter em pé, de se mover ou de respirar.

O objetivo da Bioenergética é, antes de tudo, ajudar as pessoas a tomar consciência de suas posturas, de suas atitudes de “blindagem” e das emoções associadas a essas posturas e atitudes.

Pela a prática de certos exercícios, as pessoas aprendem a liberar a couraça muscular, de modo a permitir que o corpo funcione livremente e naturalmente.

Além disso, a Bioenergética dá importância ao crescimento pessoal, servindo, assim, para o aprofundamento do conhecimento que as pessoas têm delas mesmas. Existem aqueles que praticam a Bioenergética para se manter em forma e outros que a utilizam com o objetivo de elevar a auto-estima, desenvolvendo uma atitude positiva em relação ao próprio corpo.

A respiração é essencial, pois “levamos a vida do tamanho de nossa Respiração”.

Corresponde ao primeiro ato vital do ser humano, o qual vai estar presente durante toda a vida. Ao ser cortado o cordão umbilical, o ser humano entra em contato com o mundo através da respiração. É a forma de sentir os outros e o ambiente. Sempre que quisermos sentir menos, respiramos menos, aumentando as tensões e as couraças musculares.

Aliando a respiração ao movimento, é possível reduzir ou eliminar as tensões musculares, melhorando o contato sensorial e emocional com o mundo externo.

Dois exercícios podem ajudar na expressão e liberação da ansiedade.

  • EXERCÍCIO BÁSICO DE VIBRAÇÃO (GROUNDING) 

Fique em pé com os pés separados cerca de 25 cm; artelhos ligeiramente voltados para dentro de modo a alongar alguns músculos das nádegas.
Incline-se à frente tocando o chão com os dedos das duas mãos, como na fig. 2. Os joelhos devem estar ligeiramente dobrados. Não deve haver peso algum nas mãos; todo o peso do corpo deve cair nos pés. Deixe a cabeça pendurada o máximo possível.

Respire vagarosa e profundamente pela boca. Atenção para manter a respiração (esqueça de respirar pelo nariz por enquanto).

Deixe o peso de seu corpo ir para a frente, de modo que ele caia no peito do pé. Os calcanhares podem ficar um pouco erguidos.

Estique os joelhos devagar até que os músculos posteriores das pernas estejam esticados. Isso não significa, entretanto, que os joelhos devam ficar totalmente esticados ou trancados.

Permaneça nesta posição cerca de um minuto.

1º — Você está respirando com facilidade ou está prendendo a respiração? A vibração não ocorrerá se você parar de respirar.

2º — Você percebe alguma atividade vibratória nas pernas? Se não, tente lentamente dobrar o joelho um pouco, e então endireite-o até a posição inicial. Faça isso algumas vezes para relaxar os músculos.

3º — As vibrações são intensas ou sutis, suaves ou espasmódicas? Em alguns casos, as pessoas literalmente pulam do chão se não podem controlar a excitação. Isto lhe aconteceu?

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  • EXERCÍCIO DO ARCO

Este exercício é parecido com o precedente, exceto por exercer certa pressão (stress) no corpo para ampliar mais a respiração e para colocar mais força nas pernas. Se for feito corretamente, ajuda a liberar a tensão abdominal que torna a barriga saliente. Um exercício similar é feito pelos praticantes de T’ai chi.*

Fique de pé com os pés separados 40 cm, os artelhos virados ligeiramente para dentro.

Agora coloque ambos os punhos fechados com os polegares voltados” para cima, na linha da cintura.

Dobre os joelhos tanto quanto puder sem levantar os calcanhares do chão.

Arqueie-se para trás, dobre seus punhos, mas preste atenção para que o peso do corpo continue sobre o peito dos pés. Faça respiração abdominal profunda.

Você sente algum esforço na região lombar das costas? Se sentir, isto indica que você tem considerável tensão nesta parte do corpo.

Você sente alguma espécie de dor ou tensão na parte anterior das coxas, ou acima dos joelhos? Se suas pernas estão descontraídas, você não deverá sentir esforço algum, exceto nos tornozelos e pés, que suportam o peso do corpo.

Suas pernas estão começando a vibrar?

Você é capaz de manter um arco perfeito? Suas nádegas estão empinadas para trás ou empurradas para frente? Em ambos os casos você interrompeu o arco e sua energia e sensações não fluirão completamente até seus pés.

Arco invertidos.JPG

Trechos do livro: Exercícios de bioenergética : o caminho para uma saúde vibrante – Alexander Lowen e Leslie Lowen ; [tradução de Vera Lúcia Marinho, Suzana Domingues de Castro]. São Paulo : Agora, 1985.

 

A lei universal do 3, 6 e 9

Nikola Tesla fez inúmeras experiências misteriosas, mas ele era um completamente diferente sobre o seu próprio mistério. A maioria das mentes de gênios têm uma certa obsessão. Nikola Tesla tinha uma realmente grande!

Tesla andou em torno de um bloco repetidamente por três vezes antes de entrar em um edifício, ele limpa as seus pratos com 18 guardanapos, ficava em quartos de hotel apenas quando o número era divisível por 3. Ele fez cálculos sobre as coisas em seu ambiente imediato, apenas para verificar se o resultado era divisível por 3 e baseava suas escolhas sobre estes resultados. Fazia tudo em conjuntos de 3.

Alguns dizem que ele tinha TOC (transtorno obsessivo compulsivo), outros dizem que era muito supersticioso. No entanto, a verdade é muito mais profunda.

Se você soubesse a magnificência dos números três, seis, nove, você teria a chave para o universo. “- Nikola Tesla

Sua obsessão não era simplesmente com quaisquer números, mas especialmente com estes números: 3, 6, 9!

Talvez ele tivesse um caso extremo de TOC e era supersticioso, no entanto, escolheu esses números por uma razão. Tesla disse que esses números foram de extrema importância. Ninguém ouviu. Ele até calculou pontos nodais (pontos de convergência energética) ao redor do planeta ligados aos números três, seis e nove.

Mas por que são esses números?

O que Nikola Tesla tentou fazer o mundo entender?

Em primeiro lugar, devemos entender que nós não criamos a matemática, nós a descobrimos. É “a Linguagem”, é a Lei Universal. Não importa onde esteja no universo, 1 + 2 será sempre igual a 3. Tudo no universo obedece a essa lei!

Existem padrões que ocorrem naturalmente no universo, descobrimos padrões de vida, galáxias, formação de estrelas, evolução e quase todos os sistemas naturais. Alguns destes padrões são a proporção da geometria sagrada.

Um sistema realmente importante que a natureza parece obedecer é “O Poder do Sistema Binário” em que o padrão começa a partir de um e continua dobrando os números. Células e embriões desenvolvem este seguinte padrão sagrado: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, …

Alguns chamam esses padrões “O Plano de Deus.”

Matemática, por esta analogia, seria a impressão digital de Deus. (Deixando de lado toda a religião)

Em matemática no vórtice existe um padrão que se repete: 1, 2, 4, 8, 7 e 5, e assim por diante 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2, 4, …

Como se pode ver, 3, 6 e 9 não estão neste padrão. Marko Rodin, um cientista matemático, acredita que estes números representam um vetor da terceira para a quarta dimensão que ele chama de “campo de fluxo”. Supõe-se que este domínio é uma energia dimensional mais elevada que influencia o circuito de energia dos outros seis pontos.

Randy Powell, um estudante de Marko Rodin diz que esta é a chave secreta para a energia livre, algo que todos nós sabemos que Tesla havia dominado.

Comecemos a partir de 1, o dobro é 2; 2 duplicado é 4; 4 duplicado é 8; o dobro de 8 é 16, que  significa 1 + 6 e que é igual a 7; o dobro de 16 é 32, onde 3 + 2 é igual a 5 (pode dobrar o 7 que  obterá 14, onde 1+4= 5); o dobro de 32 é 64 (o dobro de 5 é 10), resultando num total de 1; Se continuarmos a seguir o mesmo padrão: 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2 …

Se começarmos inversamente a partir de 1, continuo percebendo o mesmo padrão só que ao contrário: a metade de um é 0,5 (0 + 5) igual a 5. Metade dos 5 é de 2,5 (2 + 5) igual a 7, e assim por diante.

Como você pode ver, não há menção de 3, 6 e 9. É como se fossem para além deste, livre do padrão.

No entanto, há algo estranho, uma vez que começa a dobrar. O dobro de 3 é 6; O dobro de 6 é 12, onde 1+2 é 3; neste padrão, não há menção de 9. É como que o 9 estivesse além completamente livre de ambos os padrões. Mas se ele começa a dobrar em setembro sempre resultam em 9: 18, 36, 72, 144, 288, 576, …

Isso é chamado de símbolo de iluminação!

Se formos para a Grande Pirâmide de Gizé, não existem apenas três grandes pirâmides de Gizé, todos estão lado a lado, o que reflecte as posições das estrelas do Cinturão de Orion, também vemos um grupo de três pirâmides menores mais longe do que três pirâmides maiores.

Nós encontramos muitas evidências de que a natureza utiliza simetria tripla e sexto, incluindo a forma de azulejos hexagonais no ninho da abelha.

Estas formas estão na natureza, e os antigo embutiram estas formas na construção de sua arquitetura sagrada.

É possível que há algo especial sobre o misterioso número três? É possível que Tesla descobriu este segredo profundo e usou esse conhecimento para ir aos limites da ciência e tecnologia?

A magnificência 9

Vamos dizer que há 2 opostos, podemos chamá-los de claro e escuro, se quiser. Eles são como os pólos norte e sul de um ímã. Um lado é 1, 2, e 4; O outro lado é de 8, 7 e 5; Como electricidade, tudo no universo é uma corrente entre esses dois lados polares, como um pêndulo: 1, 2, 4, 8, 7, 5, 1, 2, … (e se imaginar o movimento é algo bem como o símbolo do infinito).

No entanto, estes dois lados são regidas por 3 e 6; 3 governa 1, 2 e 4, enquanto 6 governa 8, 7 e 5; e se você olhar de perto o padrão torna-se ainda mais esmagadora: 1 e 2 é igual a 3; 2 e 4 é igual a 6; 4 e 8 é igual a 3; 8 e 7 é igual a 6; 7 e 5 é igual a 3; 5 e 1 é igual a 6; 1 e 2 é igual a 3, …

O mesmo padrão numa escala maior, na verdade, é 3, 6, 3, 6, 3, 6, …

Mas mesmo esses dois lados, 3 e 6 são governadas por 9, mostrando algo espetacular. Você está acompanhando de perto o padrão de 3 e 6, você percebe que 3 e 6 são iguais a 9, 6 e 3 é igual a 9, todos os números juntos são iguais a 9, excluindo 3 e 6.

Assim, 9 significa a unidade de ambos os lados. 9 é o próprio universo!

A energia de vibração e frequência! 3, 6 e 9!

Se você quiser encontrar os segredos do universo, acho que em termos de energia, frequência e vibração. “- Nikola Tesla Leer

Imagine o que nós poderíamos realizar se aplicarmos esse conhecimento sagrado na ciência todos os dias …

Fonte: Código Uculto

Você tem ansiedade? Acalme-se com esta técnica de respiração bacana

Podemos experimentar ansiedade em uma variedade de situações, mas para aqueles que experimentam a ansiedade ao extremo, ter um ataque de pânico pode ser bastante assustadora. Na verdade, nos últimos tempos, muitos têm ido tão longe como a recorrer a produtos farmacêuticos, a fim de manter o controle sobre lá dia-a-dia.

Bem, uma técnica que pode ajudá-lo, não importa onde você se encontra é uma técnica de respiração e meditação desenvolvido por praticantes de Ioga Kundalini chamada “respiração de narina alterada” – ayurvédica! Completamente natural, esta técnica simples  pode dar-lhe a liberdade de ansiedade que você tem procurado e aliviar alguns desses medos!

Respiração como prática que você tem controle

Se você sentir os sintomas de um ataque de pânico chegando, não importa onde você está, simplesmente desculpe-se por um momento, e encontre um lugar calmo, onde você é capaz de se concentrar na sua respiração. Respiração alternada é tão simples quanto parece …

Passo 1) Bloqueie sua narina direita, e respire profunda e lentamente pela narina esquerda.

Passo 2) Bloqueie a narina você estava respirando (sua esquerda), e exale com a sua narina direita.

Passo 3) A partir daqui você continuar bloqueando a sua esquerda e respirando profunda e lentamente pela narina direita.

Etapa 4) Alterne este processo de respiração e tente focar conscientemente no ar simplesmente entrando e saindo, e antes de acontecer você  pode ter interceptado um ataque de pânico!

Os ataques de pânico são algo que estamos começando a entender mais e mais conforme o tempo passa, e esta técnica é algo que você sempre pode carregar com você. Ou seja, em vez de algo físico, como um medicamento, que se o ataque vem de repente poderia piorar ainda mais na busca para localizá-lo em sua bolsa ou carteira.

A respiração de narina alternadas é uma técnica que você usar para retornar a um estado de consciência ou para controlar os sintomas de ansiedade leve!

Por favor COMPARTILHAR isso com seus amigos e familiares.

Veja este vídeo (em Inglês), que explica melhor:

Fonte: Shareably, escrito por Jake Manning em 02 de dezembro de 2016.

Fórmula para ir para o céu

Em certa ocasião perguntaram ao Ramesh, um dos grandes sábios da Índia, o seguinte:

Porque existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outros sofrem por problemas muito pequenos e se afogam em um copo de água.

O sábio simplesmente sorriu e contou uma história….

Era uma vez sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo dizia que ele iria para o céu, porque um homem tão bondoso somente poderia ir para o paraíso.

Nessa época, o céu ainda não tinha passado por um programa de qualidade total.

A recepção não funcionava muito bem, e quem o atendeu deu uma olhada rápida às fichas de entrada, mas como não viu seu nome na lista, lhe orientou para que pudesse chegar ao inferno. E, como no inferno ninguém pedia identificação, nem convite, (qualquer um que chegasse era convidado a entrar), O sujeito entrou e ficou.

Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do céu e disse à são Pedro:

— Isso que voceê está me fazendo é puro terrorismo!

— Você mandou aquele sujeito para o inferno e ele está me deprimindo. Ele está ouvindo as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas, abraçando e beijando. O inferno não é lugar para isso, por favor traz a esse sujeito para cá.

Quando ramesh terminou de contar esta história, disse: “vive com tanto amor no coração, que se por engano fores parar no inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao paraíso”.

Os Três Cérebros e a espiritualidade

A Neurociência nos ajuda hoje a entender um pouco mais desse mundo misterioso que ainda é o nosso cérebro. Imagine uma pirâmide com três níveis.

O primeiro e mais antigo é o cérebro visceral ou réptil, que controla as funções que asseguram a sobrevivência: defesa e ataque, fome e sede, segurança, repouso e proteção. Temos essa faixa de cérebro em comum com os répteis, exercendo exatamente as mesmas funções.

Vem depois o segundo andar da pirâmide, o cérebro Límbico ou emocional, que regula os sentimentos e emoções, os afetos, o gostar ou não gostar, o querer bem, as relações de amizade e os desafetos. Os mamíferos também têm em comum conosco essa faixa de cérebro, com as mesmas funções.

E só depois, no topo da pirâmide, muito tempo mais tarde na linha da evolução, surge a terceira parte, o Neocórtex Cerebral, o cérebro pensante, racional, artífice do pensamento simbólico, capaz de interpretar e estabelecer relações e tirar conclusões. É o cérebro lógico, analítico… exclusivo dos seres humanos.

Mas vai além dessa explicação a descoberta da neurociência, ao constatar a relação interna entre essas três camadas… e é isso que mais nos interessa nesta conversa. O Cérebro Visceral ou Réptil influencia o Cérebro Límbico ou Emocional e os dois juntos ou cada um por si, influenciam o Cérebro Racional. Mas, diz a ciência… e aqui nos assusta esse dado, por questionar nossos itinerários, o contrário não acontece, de cima para baixo: o cérebro racional não tem capacidade de influenciar-alterar-transformar o Cérebro Límbico nem o Visceral. Sabemos disso por experiência do dia a dia.

Imagine uma pessoa que tem medo de barata. Um dia ela resolve estudar a barata. Faz um curso superior e depois o Doutorado e Pós doutorado, defendendo uma tese brilhante e inovadora, sobre a Inofensibilidade da Barata. E, imaginem, quando termina de apresentar a sua tese, aprovada e aplaudida com mérito, ao sair da sala, uma barata cruza na sua frente! Mas é claro que agora a pessoa fica tranquila, pois já sabe que a barata não faz mal… não é verdade?! Todos sabemos que naturalmente a pessoa vai se assustar, gritar, pular… do mesmo jeito! Porque o medo de barata não está no seu Cérebro Racional… e a sua tese brilhante provando a Inofensibilidade da Barata, ficou apenas lá, no racional, sem gerar transformações, sem interferir no trauma de barata, que está lá escondido no Cérebro Límbico ou, até mais provavelmente, no Visceral.

Este mapa cerebral que a ciência nos dá, questiona nossos itinerários espirituais. Não basta encher o Racional de conhecimentos acerca de Deus… e ficar esperando que isso transforme pessoas! Ficamos com pessoas abarrotadas de saberes, de teorias e discursos bonitos… Mas nada muda nos níveis mais profundos. As sombras não são iluminadas e assumidas e transformadas, os traumas não são curados e as raízes, doentes, continuam adoecendo as flores e os frutos.

Talvez isso nos ajude a entender as velhas dicotomias nas espiritualidades, a separação entre a Fé e a Vida, o discurso e a prática, as teorias e a ação. Dizia o monge João Clímaco: não vos lanceis, pois em longos discursos, para que vosso espírito não se distraia na busca de palavras. E Tomás de Aquino testemunhava: quanto mais eu vou ao encontro de mim, mais descubro dentro de mim, um Outro que não sou eu, mas que no entanto é o fundamento do meu existir. Mergulhar dentro de si, percorrer os labirintos interiores, atravessar o deserto, habitado por feras e monstros e fantasmas… É a viagem imprescindível ao caminho espiritual.

Não existe espiritualidade profunda sem levar em conta os mistérios do inconsciente. Por isso que tantas vezes fugimos dessa viagem interior, contentando-nós em nada nas águas rasas da superficialidade dos artifícios da mente. Ficamos nas elaborações mentais, discorremos sobre teorias, tiramos conclusões bonitas sobre o texto bíblico, num jogo de palavras que satisfazem a mente mas não passam daí, porque nós assusta entrar em contato com nossos porões. Mas é aí que Deus nos habita e se deixa encontrar, justamente aí, no meio de nossos lixo tóxico de experiências traumáticas que nos acompanham nas sombras do nosso inconsciente, nos nossos porões.

O poeta Rumi dizia que a cicatriz é o lugar por onde entra a Luz. Não existe caminho espiritual sério e profundo que descarte o autoconhecimento. Esse é o fio condutor que vem da espiritualidade de Jesus e perpassa a tradição cristã, dos Padres do Deserto a Tereza de Ávila.

Esse foi o itinerário que Jesus testemunhou: Ele que era de condição divina esvaziou-se e assumiu a condição de criatura, assumiu a humanidade. E abraçou a cruz, como caminho para a Libertação, para a Vida Plena. As viagens mentais nos distraem e nos satisfazem, mas também nos impedem, tantas vezes, de fazer a experiência espiritual.

O doutor da Lei concordou com Jesus que o maior mandamento era amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E Jesus respondeu que ele não estava longe do Reino de Deus. É isso: o Reino de Deus é em primeiro lugar a presença de Deus em nós, no mais profundo de nosso coração. O Doutor da Lei estava na mente, entendeu… Já estava perto do coração, mas apenas isso. Estava na periferia do Reino de Deus. O racional nos deixa na periferia do Reino.

Quando os Reis Magos, na sua viagem em busca do Messias, guiados pela estrela, pararam em Jerusalém para consultar os Sábios e entendidos nas Escrituras, a estrela desapareceu. A estrela da intuição, a luz que vem do coração, é quem nos guia nessa aventura espiritual. Quando paramos para escutar a razão, suas teorias e conclusões, a estrela se apaga. Os sábios de Israel sabiam tudo a respeito do nascimento do Messias, o tempo e o lugar… E estavam bem perto… Mas isso não os mobilizou para irem ao seu encontro. Foi a estrela interior que fez aqueles Reis deixarem suas terras e partirem em busca de Deus. Os entendidos nas escrituras estavam perto do Reino de Deus… Mas não chegaram lá. A cabeça está perto do coração, mas nos detém na periferia.

Pe. Domingos CSh

Este artigo foi publicado em: Comunidade Shalom

Eneagrama e couraças

O Eneagrama e os traços de caráter segundo Reich

O Eneagrama é um mapa para a essência. No caminho para a essência, a personalidade permanece como um obstáculo. As 9 personalidades, segundo o Eneagrama, possuem paixões energéticas básicas (medo, raiva e ansiedade), que podem ser definidos por bloqueios caracterizais análogos aos de Wilhelm Reich. Através do trabalho desenvolvido por Reich, Navarro e Lowen é possível fazer uma intersecção das Couraças Reichinanas e os tipos psicológicos do Eneagrama e propor terapias breves para o desbloqueio e melhor circulação energética do indivíduo.

Palavras-chave: Eneagrama. Corpo. Couraças. Energia. Psicologia. Reich.

Apresentação de slides:

Desde os primórdios o ser humano tem o desejo e a necessidade de se descobrir, conhecer-se e alcançar níveis maiores de consciência sobre os processos de sua mente e do comportamento individual e das sociedades. Neste contexto podemos encontrar o Eneagrama.

O vocábulo Eneagrama vem do Grego, ENE (ennea) que significa o número nove; e Grama, também do Grego (grammos), como traço ou marca, ou seja, nove traços ou nove personalidades.

A origem do Eneagrama, enquanto sabedoria de transmissão oral não é documentada ou clara. Alguns autores (Cláudio Naranjo, Helen Palmer) apontam que variações do símbolo já se faziam presentes há mais de 4.000 anos na geometria Pitagoriana. Há relatos de que irmandades Sufis também já utilizavam o Eneagrama para estudar o comportamento humano. Segundo Domingos Cunha (2005) é certo que em Alexandria, por volta dos séculos III e IV existiu uma contribuição marcante dos trabalhos dos Padres do Deserto, com destaque para um monge cristão chamado Evagrio do Ponto. A partir da sua vivência com outros monges no Egito, Evagrio publicou um tratado onde descrevia oito “doenças espirituais” que afligiam o ser humano. Ele as classificou como “paixões”, tão grande era sua consequência danosa para o indivíduo. Posteriormente, essas paixões foram adaptadas pela Igreja para definir os Sete Pecados Capitais e aparecem também nos conceitos do Eneagrama.

Foi George Gurdjieff (1890-1950), um russo-armênio, quem introduziu o símbolo, o conceito do Eneagrama no mundo moderno do século XX, através do Instituto para o desenvolvimento harmonioso do Homem, fundado em 1910. Após Gurdjieff, vários nomes se destacaram no Eneagrama até a atualidade como Oscar Inchaço, Claudio Naranjo, Helen Palmer, Domingos Cunha, entre outros.

O símbolo de nove pontas

O símbolo é composto de um triângulo equilátero apontando para os números 9, 3, 6. Uma figura hexagonal conectando os outros pontos 1, 4, 2, 8, 5, 7. E um círculo envolvendo todos os pontos. Cada ponto significa uma personalidade, segundo os estudos do Eneagrama, atribuído então 9 personalidades básicas.

Os Eneatipos e as fixações das paixões

Os Centros Vitais

Segundo o Eneagrama, o ser humano possui três centros de energia, com 3 eneatipos em cada, que são a base das características da personalidade e das paixões a elas vinculadas.

A palavra paixão há muito encerra uma conotação doentia. Desse modo, em Anthropologie, Kant (2006) diz que “a emoção é como a água que rompe um dique; a paixão como uma torrente que toma seu leito cada vez mais fundo. A emoção é como a embriaguez que nos faz adormecer; a paixão é como uma doença resultante de uma constituição defeituosa ou de um veneno”

As personalidades se dividem em nove tipos, distribuídas dentro dos Centros Vitais. Cada Eneatipo pode, ainda, ser dividido em três instintos: Sexual, Conservacional ou Social, totalizando 27 personalidades distintas. Naranjo (1996) escreve assim distribuindo os eneatipos segundo os Centros Vitais:

Talvez o esquema retratado na Figura seja o modelo circunflexo mais convincente até aqui. Concordando também com a opinião atual em função do agrupamento das síndromes do DSM, a presente caractereologia reconhece três grupos fundamentais: o grupo esquizoide, com uma orientação voltada para o pensamento (que denominarei aqui de tipos do Eneagrama V, VI e VII), o grupo histeróide, com uma orientação voltada para o sentimento (tipos do eneagrama II, III e IV) e outra estrutura corporal (que Kretschmer poderia ter chamado coletivamente de epileptoide) formada por indivíduos cuja constituição encerra a ectomorfía mais baixa e são predominantemente voltados para a ação. (NARANJO, 1995, p. 100).

eneagrama

Figura 1 – O Eneagrama – (NARANJO, 1995, p 60)

A Psicologia Corporal

O médico e psicanalista Wilhelm Reich desenvolveu todo um estudo onde o corpo retém os traumas emocionais, observando em seu consultório diversas pessoas que não se libertavam de seus traumas e problemas psicológicos usando os estudos de Freud. Esses traumas corporais ele nomeou de couraças.

Através da leitura do corpo poderia se perceber os bloqueios energéticos e propor terapias para a dissolução dessas couraças e a livre circulação energética nos indivíduos.

Couraças reichianas

Couraças reichianas

 

Tipo 1 – A Ira

Uma “virtude irada”, assim Naranjo (1996) define o Tipo I. Catalisando sua emoção (raiva) e o cognitivo (perfeccionista) o Tipo 1 leva a sério a vida. Tudo é transformado em objeto de compulsão ou obsessão leve, moderada ou severa, de forma de que ninguém consegue fazer melhor que ele, já que seus padrões de perfeição são definidos por sua própria paixão.

Mais que qualquer outro traço, podemos considerar a “raiva” a base emocional e a essência da paixão da estrutura deste caráter. Uma sensação de injustiça diante de seus esforços e das responsabilidades que assumiu desproporcional em relação aos outros. A raiva está presente em uma forma de irritação, reprovação e hostilidades permanentes, que sempre são reprimidas ou desviadas e não expressadas. Junto com a base que é a raiva aparece a crítica, a exigência, o perfeccionismo, o controle excessivo, a autocritica e a disciplina configurando o caráter de obsessão e compulsão.

As couraças reichianas

O tipo I do eneagrama corresponde à personalidade histriônica do DSM, o obsessivo-compulsivo.

Reich (2011, p. 201) descreve assim sobre o compulsivo-obsessivo, que entendo como base do Tipo I: “Mesmo se o senso de ordem do neurótico compulsivo não estiver presente, um senso pedante de ordem é típico do caráter compulsivo. Tanto nas coisas grandes quanto nas pequenas, ele vive a vida de acordo com um padrão preconcebido e irrevogável.”

O que é mais importante é que ele acentua o que poderia ser encarado como o outro lado do autocontrole: o bloqueio emocional.

Ao mesmo tempo em que ele tem má-vontade com relação aos afetos, ele é fortemente inacessível a eles. Ele se mostra geralmente calmo e insensível em suas manifestações de amor e ódio. Em alguns casos, isso pode se transformar em um total bloqueio com relação aos afetos.

Dentro da Vegetoterapia, Navarro (1995) nos coloca que o traço de cobertura caracterial compulsiva (fálico-anal ou hístero-anal) como borderline, ou seja Oral reprimido, em sua base. Tem uma necessidade de cobrir o núcleo psicótico inconsciente reprimido e controlado, a fim de evitar sua explosão.

Há essa tendência de indivíduos ruminar a raiva que impede a concentração nas “coisas” primárias de forma que o secundário acaba tomando o lugar do primário. Este é o mecanismo de defesa de pessoas rígidas.

Percebemos um diafragma comprometido pela participação do “masoquismo” e uma sensação de ter transgredido a “lei” constantemente.

É constante, no compulsivo, o aspecto psicológico da dúvida e da indecisão: por isso, a problemática de ser ou não ser, que equivale à dúvida infantil de reter ou não as fezes e soltarei… A dúvida e a indecisão dessas pessoas caracterizam sua ambivalência, que é a expressão da sua rigidez pelo bloqueio do quarto nível (pescoço e tórax) (NAVARRO, 1995, p. 79)

Toda a caracterialidade do Tipo 1 pode ser notada na sua corporalidade: uma rigidez militar, um rosto duro, um autocontrole que os torna desajeitados pelo bloqueio pescoço-pélvis. 

Tipo II – o Orgulho

O tipo II é definido pelos autores do eneagrama como os doadores ou aqueles que se dão, ou seja, ele busca trocar a “doação” por afeto, não importando o que ele necessita mas sim a necessidade do outro. Configurando assim o orgulho.

Na raiz de seu comportamento está a paixão do orgulho, uma exaltação imaginária do valor e da atração pessoal, a necessidade de ser o centro das atenções. A carência de amor dos indivíduos do tipo II o torna suscetível e melindroso, uma possessividade e uma demanda de ser reconhecido.

A busca compulsiva do prazer sustenta naturalmente a persona alegre dos indivíduos histriônicos, com seu suposto contentamento e animação. Outra característica é a autoconfiança e a obstinação, traço esse que envolve “conseguir o que quer” mesmo à custa de uma “cena emocional” ou pratos quebrados.

No DSM, o Tipo II do eneagrama é encontrado sob o rótulo de “Distúrbio de Personalidade Histriônica”, para o qual são apresentados os seguintes critérios de diagnóstico.

As couraças reichianas

Reich (2011) descreve o caráter histérico como possuindo os seguintes traços:

  • Visível comportamento sexual
  • Um tipo específico de agilidade física
  • Coquetismo indisfarçado
  • Apreensão quando o comportamento sexual parece estar próximo de atingir sua meta
  • Fácil excitabilidade
  • Forte sugestionabilidade
  • Imaginação vívida e mentira patológica

O tipo II está relacionado à caracterialidade hístero-vaginal ou fálico-histérica, mas apresenta um núcleo bordelense Oral compensador. Em sua origem há um período edípico em uma relação de sedução ao pai ou à mãe. Navarro (1995) diz que, se foi vivido de forma conturbado na puberdade, isso torna-se um complexo de Édipo.

O histérico é hiperorgonótico com a caracterialidade bem resolvida, mas muito infantil, apresentando um bloqueio intermitente na pélvis que explica a sexualidade contraditória ao seu comportamento. Tem uma atitude sexual evasiva e agilidade corporal, mas retraídas na concretização sexual, o que demonstra uma presença do superego ligado ao julgamento dos outros. Para esta caracterialidade a aprovação do outro, demonstrada na carência do amor, implica numa tensão do diafragma, provocado pelo sentimento de culpa, caracterizando o clássico masoquismo do histérico. Além disso, tem uma tendência a mudar de humor e de opinião por uma sugestionabilidade.

Tipo III – A Vaidade

A paixão de viver para os olhos dos outros, a vaidade, pode-se configurar a definição do tipo III do Eneagrama. Viver para a autoimagem é um sinônimo de falar do narcisismo, um traço de caráter que está presente fortemente neste tipo.

O tipo III pressente ao centro emocional ou grupo histeróide, onde a vaidade ou autoengano é uma característica comum. Vemos um controle dos sentimentos e uma identificação com o de outros.

Segundo Naranjo (1996) o tipo III não possui uma definição no DSM, ele diz que isso pode estar relacionado ao fato de ser uma “personalidade da moda” na sociedade americana. Mas encontramos no mesmo uma classificação como um transtorno da personalidade cuja característica essencial é um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia.

A personalidade III emite uma imagem bem-sucedida onde a aparência é fundamental em um “eu idealizado” e onde a pessoa parece adorá-lo, uma aparente autoconfiança abundante, que parece invejável a todos que se desgastam com a própria insegurança; ele não tem dúvidas (conscientes); ele é o ungido, o homem do destino, o profeta, o benfeitor da humanidade. Um espirito competidor, realizador, empreendedor.

As couraças reichianas

Uma vez que toda couraça psíquica pressupõe um equivalente somático, uma couraça muscular (REICH, 1996), a couraça narcisista do tipo III do eneagrama, recobre todo o corpo, com acentuação no pescoço, peito e diafragma. Esses indivíduos, quando mapeado por um diagnóstico corporal reichiano, poderá apresentar bloqueio de primeiro nível – no segmento ocular – trazendo uma condição paranóide; no segundo nível (oral) uma tendência à vulnerabilidade, depressividade e no terceiro (cervical) um comportamento controlador, moralista (VOLPI, 2003).

Esse traço possui energia acima da média, porém, mal distribuído pelo corpo o que lhe atribui uma denominação hiperorgonótico desorgonótico. Esse aspecto energético concede um dinamismo, uma determinação, que o faz perseguir e atingir seus objetivos com certa facilidade.

Esse tipo do eneagrama diante de uma situação de fracasso, estresse ou algo que o faça confrontar “sua verdade”, esta energia poderá refluir na direção dos olhos, trazendo uma condição paranoica ou em direção à boca, apresentando uma condição depressiva (NAVARRO, 1995).

Segundo Volpi (VOLPI, 2003, p. 9):

O distúrbio básico na personalidade narcisista consiste na ausência de sentimento. Por isso, quando o narcisista tem sua vaidade ofendida, reage com frieza, sadismo e agressividade. Ele não tolera a ideia do fracasso. Às vezes se enfurece como um louco ou se deprime por não poder alcançar o que o ideal do ego exige e abre em seu caráter uma ferida narcísica que, na maioria das vezes passa a agir com uma dinâmica de barganha demagógica de modo a obter uma amenização da virulência dos ataques mobilizados contra ele. A determinação em vencer está mais baseada no medo do fracasso do que na própria recompensa que irá obter por lutar e vencer.

Tipo IV – A Melancolia

A inveja é o estado emocional do tipo IV do Eneagrama e envolve uma sensação de carência e o anseio em direção ao que sente falta. Há frustração, que é consequência natural, além do desejo de conduzir a situações dolorosas. Neste tipo percebemos uma tendência à depressão como um pântano, ou seja, uma situação onde quanto mais se entra mais se afunda.  O aspecto mais característico do tipo IV, além da motivação invejosa, pode ser visto na tendência para a auto vitimização e a frustração.

Podemos definir o tipo IV como uma personalidade depressiva, auto derrotista e masoquista, que no DSM se caracteriza como distúrbio de humor.

Trata-se de um tipo de pessoa excessivamente amargurada e para quem tudo está de certo modo estragado. E, para pessoas deste tipo, tudo isso não é necessariamente óbvio, ele pode manifestar alegria e uma atividade hipomaníaca como uma forma de escapar da tristeza. É comum se compararem com aqueles que “vivem felizes” tornando o sofrimento uma coisa nobre e contemplem a si mesmos de maneira aristocrática, uma forma de dar um sentido de sublimação de sua dor, que pode encontrar na arte, na religião uma transcendência.

Na estrutura da personalidade encontramos a Inveja como elemento central, em uma forma de ver aquilo que me falta, uma ganância, um impulso desejoso.

Com o foco no sofrimento, que surge através de uma autoimagem desabonadora e a frustração da carência exagerada, devemos citar a utilização da dor como vingança e a esperança inconsciente de obter o amor. Neste sentido a emotividade é uma tendência exagerada nesta personalidade, como um copo que está sempre cheio e transbordante, assim são as emoções para o tipo IV.

 Couraças reichianas

No tipo IV, do eneagrama, encontramos uma oralidade acentuada, um borderline com oralidade insatisfeita por uma sensação de falta de maternagem suficiente. Isso o conduz a essa sensação de falta e à inveja: porque o outro tem o que eu não tenho?

No nível inconsciente a ganância visa basicamente esvaziar, secar e devorar o seio, ou seja, seu objetivo é a introjeção destrutiva ao passo que a inveja não apenas procura roubar dessa maneira, mas insere também uma maldade.

Em virtude do traço caracterial masoquista percebemos o bloqueio hiporgonótico do diafragma, chamado de “grande boca”, é encontrado sempre que há um núcleo psicótico no indivíduo e provoca o masoquismo primário.

A origem do masoquista está em cada emoção que provoca ansiedade, isto é, um certo tipo de medo, um medo de morrer que, do ponto de vista energético, é o medo do orgasmo, de deixar-se, de abandonar-se completamente ao outro. 

Tipo V – A Avareza

A paixão do tipo V é a avareza, um refrear e reter. Uma ganância que se manifesta através da retenção. No entanto essa retenção só representa metade da psicologia do Tipo V do eneagrama, a outra metade é desistir com excessiva facilidade, com uma atitude de resignação em relação ao amor e às pessoas. Podemos falar desse indivíduo como desapegado, reservado, autista e esquizoide.

Existe um tipo de personalidade no DSM que é definido com base em um único traço, o qual, por causa disso, pode ser um diagnóstico atribuído a mais de um dos tipos de caráter deste livro: a personalidade passivo-agressiva.  As exigências externas nessa personalidade são muito próximas as características do tipo V do eneagrama.

Como traços marcantes de sua personalidade, podemos citar a retenção, avareza e mesquinhez, ou seja, falta de generosidade em questões de dinheiro, energia e tempo.; Dificuldade em ceder as coisas ao outro por questão de uma atitude de sobrevivência; Desapego emocional do outro desenvolvendo um distanciamento do outro, uma “qualidade” de ser solitário; Medo de ser “engolido pelos outros”; Autonomia, o qual surge o pensamento de que eu me basto; Ausência do sentimento, ou seja, distanciamento do mundo do corpo e do sentir, conduzindo a uma sensação de vazio constante; Adiamento da ação; Orientação cognitiva, pessoas introvertidas e adoradoras de livros.

Couraças reichianas

A personalidade V do Eneagrama fica bem próxima de uma condição esquizoparanoide em suas manifestações mais crônicas. Há traços de autismo e esquizoidíssimo no seu afastamento do contato com o outro. O desapego patológico que aparece em graus leve, moderado e crônico dá indícios de comprometimentos do núcleo psicótico.

É característico dessas pessoas um sistema hiporgonótico e flacidez muscular, uma vez que toda a energia está retida na cabeça. Notamos também uma necessidade de controle veemente. Esse controle causa uma acentuação do bloqueio de 3º nível, do pescoço, em uma defesa narcisista intensa e uma obsessão pelo controle externo, evitando áreas onde o expõe às emoções e ao contato com o corpo. Também encontramos um bloqueio de 5º nível, diafragmático, onde o medo dessa exposição gera uma ansiedade corrente, encurtando a respiração e aumentando a sensação de vazio.

Tipo VI – A Covardia

A paixão presente no tipo VI do Eneagrama pode ser definida como timidez e covardia; uma hesitação ou inibição ansiosa em agir na presença do medo. A contraparte cognitiva do medo pode ser encontrada em uma atitude de auto-invalidação, auto-oposição e culpa – um tornar-se inimigo de si mesmo.

A definição do DSM do caráter paranoico é bem próxima a do tipo VI do eneagrama. O caráter fóbico da psicanálise, agora refletido no distúrbio da personalidade “esquiva”, bem como no da personalidade “dependente”, é outro. No entanto, existe também um estilo mais obsessivo, geralmente diagnosticado como um distúrbio de personalidade mista entre a paranoica e a obsessiva.

Podemos perceber nos indivíduos uma hostilidade paranoica. Como uma defesa diante da submissão a um dos pais, uma defesa contra o amor, uma defesa contra a tentação de um sedutor “amor através da submissão”, que o medo inspira na criança.

Enquanto os indivíduos mais “fracos” se submetem a essa obediência amorosa à autoridade dos pais, o subtipo “forte” (chamado de contra-fóbico) vai se defender dessa tentação à submissão.

Como traços marcantes de sua personalidade, podemos citar:

  • Medo, covardia e ansiedade
  • Hiperintencionalidade excessivamente alerta – uma vigilância exagerada
  • Orientação teórica – Não apenas intelectual, mas lógica
  • Afabilidade cativante – a afeição usada como forma de desarmar o opositor
  • Rigidez – ligado a lei, obediência, devoção às responsabilidades
  • Orientação para autoridade e ideais
  • Acusação de si e dos outros – um sistema de acusação e punição.
  • Dúvida e a ambivalência.

Couraças reichianas

No centro desta personalidade está um Eu fraco, possivelmente castrado e obrigado a obedecer desde as primeiras fases. Seu Eu não consegue se impor diante da autoridade exterior, fazendo um papel masoquista de submissão.

Encontramos bloqueios de 1º nível, onde o medo impõe uma forma de olhar distorcida da realidade, projetando seus medos através de uma vigília constante do meio onde está inserido. Ainda no nível 3, uma necessidade de controle de tudo o que se coloca a sua volta, já que não pode confiar em si mesmo. O bloqueio desta couraça reforça sua baixa energia. Nos níveis 4º e 5º encontramos bloqueios por sua ambivalência e dúvidas, mostram o Eu enfraquecido, peito infantil e ação fraca. Um elevado índice de ansiedade ligada ao medo, trás o bloqueio do diafragma, expondo pernas fracas e dificuldade de ação.

Tipo VII – A Gula

A melhor definição da paixão do tipo VII do Eneagrama é a gula, mas como o termo é sempre relacionado à comida, sua força diminui. Se consideramos a gula de uma forma mais ampla percebemos nela um hedonismo aderido à psique, enevoando (através da confusão um obstáculo à busca do equilíbrio).

Considerando o DSM, encontramos o tipo VII sob o nome de “narcisista”. Os narcisistas são expansivos, colocam poucos limites às suas fantasias e racionalização, e deixa a imaginação correr frouxa. (Millon, 1981)

Podemos também traduzir a gula como uma “oralidade receptiva”. Uma necessidade de se dar através da boca, um anseio de obter tudo, uma obstinação por falar, um transbordamento da palavra.

Como traços marcantes de sua personalidade, podemos citar a gula, permissividade hedonista, rebeldia, falta de disciplina, satisfação imaginária dos desejos, sedução agradável, narcisismo.

Couraças reichianas

A gula e o narcisismo são as características centrais dessa personalidade, além de uma imaginação e racionalização exageradas.

Podemos perceber no tipo, um duplo núcleo psicótico, com bloqueio de primeiro nível, e excesso do uso Neo-cortex, como forma de fuga das emoções e dores.

A gula, que é sua característica mais marcante, em uma busca de sempre mais, encontramos um borderline ou oral insatisfeito, com energia retida neste segmento.

O narcisismo com bloqueio no nível do pescoço e do tórax, há um desejo de que a vida seja a mais positiva possível.

Tipo VIII – A Luxúria

O tipo VIII do Eneagrama é a personalidade do excesso, por isso a evocação à paixão da luxúria, que procura a intensidade, não somente no sexo, mas em todo tipo de estímulo – atividades, ansiedades, prazeres e assim por diante.

No DSM podemos associar o distúrbio da personalidade antissocial ao tipo VIII do Eneagrama.

Como traços marcantes de sua personalidade podemos citar a luxúria, punitividade, rebeldia, dominância, insensibilidade, exibicionismo (narcisismo), autonomia, predominância sensório motora.

Couraças reichianas

É natural encontrar no tipo VIII do Eneagrama, uma oralidade insatisfeita latente, por conta da luxúria, ou seja, percebe-se isso através do excesso na comida, no prazer e no trabalho. Esse tipo possui um bloqueio de 2º nível com uma tendência hiperorgonótico neste segmento. O excesso de narcisismo, reconhecido pelo exibicionismo de suas habilidades e posicionamento, expõe um bloqueio no 4º nível. Finalmente, pela sua característica fálica, percebemos o bloqueio de 7º nível – pélvico. Segundo Navarro (1995), o caráter fálico-narcisista de 7º nível é um dos mais difíceis na terapia, pois quando se agarra na calda, escapa pela cabeça; agarrado na cabeça, escapa pela cauda.

Tipo IX – A Preguiça

A paixão do tipo IX do Eneagrama pode ser definida como “preguiça” ou “indolência”, traduzida do grego “accidia”, um termo cunhado na época dos mosteiros e definido como a preguiça do monge diante de suas orações no sol das 15:00 horas. Usando termos mais modernos, a “accidia” é uma perda de interioridade, uma recusa em ver e uma resistência à mudança. Poderíamos resumir em “não perturbe a ordem e a harmonia”.

Como traços marcantes de sua personalidade podemos citar a inércia psicológica, adaptação excessiva, resignação, generosidade, mediocridade e distração.

No DSM encontramos o tipo IX como “personalidade dependente”.

Couraças reichianas

O tipo IX do Eneagrama perdeu seu centro motor, o centro da ação e por isso o vemos sempre atrasados nos compromissos, nos estudos, na vida. A dificuldade em ver e perceber a vida tal como ela, e a adaptação excessiva, nos sugerem um bloqueio de 1º nível, uma distorção do campo da visão.

A oralidade está muito presente, por causa de sua insatisfação e sensação de que a vida foi injusta consigo, então ele precisa ser recompensado, cuidado e amparado.

O bloqueio diafragmático é notório por sua grande ansiedade, onde percebemos um bloqueio de 4º e 5º níveis, impedindo o fluxo energético para as pernas, faltando ação. É fácil perceber um indivíduo Hiporgonótico.

Considerações Finais

Ao juntar a teoria das personalidades do Eneagrama, e sua fácil leitura dos comportamentos e das motivações, com a psicologia corporal reichiana, podemos vislumbrar um processo terapêutico a partir da leitura corporal desses indivíduos. E assim, pensar em terapias breves usando essas metodologias como forma de auxiliar esse tratamento e reintegração global da pessoa.

Referências

O estudo foi apresentado no 21º Congresso de Psicologias Corporais, em Curitiba e o artigo está disponível em seu site para download.

  • American Psychiatry Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental disorders – DSM-5. 5th.ed. Washington: American Psychiatric Association, 2013.
  • CUNHA, Domingos, CSh. Crescendo com o Eneagrama na Espiritualidade. São Paulo: Paulus, 2005.
  • DERRIDA, Jaques. Gramatologia. São Paulo: Editora Perspectiva, 1973.
  • GALLEN, M-A.- Neidhardt, H. El Eneagrama De Nuestras Relaciones. (Colección Serendipity 11). Desclée de Brouwer. Bilbao, 1997.
  • KANT, Immanuel – Antropologia do ponto de vista pragmático. São Paulo: Iluminuras, 2006
  • MILLON, Theodore, Disorders of Personatity: DSM IIZ. Axis II. Nova York: John Wiley & Sons, 1981.
  • NARANJO, Claudio. Os nove Tipos de Personalidade. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1996.
  • NAVARRO, Federico. Caracterológica pós-reichiana. São Paulo: Summus, 1995.
  • REICH, Wilheim, Análise do Caráter. São Paulo: Martins Fontes: 2011 – 4ª edição.
  • VOLPI, José Henrique. Poder, fama e ferida narcísica: uma compreensão caractero-energético do narcisista. Curitiba: Centro Reichiano, 2003. Disponível em: www.centroreichiano.com.br/artigos.htm. Acesso em: 28/02/16.

Você pode alterar seu DNA

Quando nascemos, o ácido desoxirribonucléico / DNA em nossos corpos contém os planos para o que somos e instruções para quem nos tornaremos. Por exemplo, ele pode dizer aos nossos olhos para eventualmente mudar de azul no nascimento de avelã mais tarde, nosso comprimento para crescer a partir de 45 cm a 170 cm e direcionar uma multidão de outras mudanças ao longo de nossas vidas.

Muitas pessoas erroneamente acreditavam que o DNA com o qual nascemos é o único determinante para quem somos e para o que irá tornar-se, mas os cientistas têm entendido durante décadas que este  determinismo genético é uma teoria falha.

O campo da  epigenética  refere-se à ciência que estuda como o desenvolvimento, funcionamento e evolução dos sistemas biológicos são influenciados por forças que operam fora da sequência de ADN, incluindo intracelular, ambiental e influências energéticas.

artigo

Desde a década de 1950 os cientistas aceitaram que a influência epigenética é fundamental para o nosso desenvolvimento.  Epi  – grega para “além” – combinado com a palavra genética, para essencialmente significar  “algo além da genética.” Este “algo além” é amplamente concebido, hoje em dia, para referenciar o nosso ambiente – o que significa, portanto, que o nosso código genético e o ambiente em que nos desenvolvemos determinam quem e o que somos.

Os investigadores têm demonstrado, através de estudos, que epigenética acarreta ainda mais do que o DNA e os lugares onde vivemos, o clima em torno de nós e todas as idas e vindas de nossas vidas.

Podemos considerar como elementos integrais do modelo para o que somos e o que podemos ser, os pensamentos, sentimentos e intenções que temos todos os dias. Após duas décadas de estudos, os pesquisadores do HeartMath dizem que outros fatores, como a apreciação e o amor que temos por alguém ou a raiva e ansiedade que sentimos, também influenciam e podem alterar os resultados do modelo de DNA de cada indivíduo.

O biólogo celular e autor do best-seller Bruce Lipton, Ph.D., demonstra que a distinção entre determinismo genético e epigenética é importante:

“A diferença entre estes dois é significativa porque esta crença fundamental chamada de determinismo genético, literalmente, significa que as nossas vidas, que são os nossos traços físicos, fisiológicos e emocionais de comportamento, são controlados pelo código genético”, disse Lipton em uma entrevista on-line à revista,  superconsciência. “Este tipo de sistema de crença proporciona uma imagem  das pessoas como vítimas: Se os genes controlam a nossa função de vida, então as nossas vidas estão sendo controlados por coisas fora da nossa capacidade de alterá-los. Isto leva a vitimização  dos males e das doenças que são transmitidos pelas famílias e são propagadas através da passagem de genes associados a esses atributos. Evidências laboratoriais mostram que isso não é verdade. “

Uma dieta constante de nutrientes Quânticos

“Quando temos emoções negativas, como raiva, ansiedade e aversão ou ódio, ou temos pensamentos negativos tais como ‘Eu odeio meu trabalho’, ‘Eu não gosto assim ou assado’ ou ‘Quem ele pensa que é?’, nós experimentamos o stress e as nossas reservas de energia são redirecionadas”, explica um artigo no site da HMI. Isso faz com que uma parte de nossas reservas de energia, que de outra forma seriam colocados para trabalhar na manutenção, reparação e regeneração de nossos sistemas biológicos complexos, passem a enfrentar as tensões criadas por estes pensamentos e sentimentos negativos.

“Em contraste,” o artigo continua, “quando ativamos o poder de nossos corações’ comprometidos intencionalmente por sentimentos sinceros, como a apreciação, cuidado e amor, nós permitimos que a energia elétrica de nossos corações trabalhe para nós. Escolher conscientemente um sentimento do núcleo do coração sobre uma emoção negativa significa, em vez da descarga e danos provocados aos sistemas de nossos corpos, somos renovados mental, fisica e emocionalmente. Quanto mais fizermos isso, mais somos capazes de afastar o estresse e o dreno de energia em nosso futuro. Sentimentos positivos sinceros fortalecem nossos sistemas energetico e nutrem o nosso corpo a nível celular. O HeartMath chama essas emoções nutrientes quânticos. “

Em termos simples, a maioria das pessoas pode relacionar, o que isto significa é que, quando estamos tendo um dia ruim, passando por um período difícil, como lidar com a doença de um ente querido ou lidar com problemas financeiros, podemos realmente influenciar nossos corpos – todo o caminho até o nível celular – intencionalmente com pensamentos positivos e foco nas emoções positivas.

Mudando DNA através da intenção

O poder dos pensamentos e emoções intencionais vai além da teoria do Instituto HeartMath. Em um estudo, os investigadores testaram esta ideia e comprovaram a sua veracidade.

Pesquisadores do HeartMath vão longe  para mostrar que aspectos físicos de filamentos de DNA podem ser influenciado pela intenção humana. O artigo, Modulação de DNA conformação pela intenção focada no coração – McCraty, Atkinson, Tomasino, 2003 – descreve experiências que obtiveram tais resultados.

Por exemplo, um indivíduo com três amostras de DNA foi dirigido para gerar  coerência cardíaca  – um estado benéfico do equilíbrio mental, emocional e físico e harmonia – com o auxílio de uma técnica que utiliza a respiração cardiaca e emoções positivas intencionais. O indivíduo teve sucesso, conforme indicado, para relaxar intencionalmente e simultaneamente duas das amostras de DNA em diferentes graus e deixar o terceiro inalterada.

“Os resultados fornecem evidência experimental para apoiar a hipótese de que aspectos da molécula de DNA pode ser alterado através intencionalidade”, afirma o artigo. “Os dados indicam que quando os indivíduos estão em com um foco do coração, um estado de amor e de um modo mais coerente de funcionamento fisiológico, eles têm uma maior capacidade de alterar a conformação de DNA.

“Os indivíduos capazes de gerar altos índices de coerência cardíaca foram capazes de alterar a conformação de DNA de acordo com a sua intenção. … Os participantes do grupo de controle que apresentaram baixos índices de coerência cardíaca, não foram capazes de alterar intencionalmente a conformação do DNA”.

A inteligência do coração, o fator unificador

Os influência ou controle individuais podem ter em seu DNA – quem e o que são e se tornarão – é uma teoria do fundador do HeartMath, Doc Childre,  a inteligência do coração. Childre postula que “uma conexão energética ou acoplamento de informação” ocorre entre o DNA nas células e estruturas de dimensões mais elevadas – o Eu superior ou o espírito.

Novos postulados de Childre, “O coração funciona como um ponto de acesso,  através do qual a informação com origem nas estruturas de dimensões superiores é acoplada ao sistema humano físico (incluindo DNA), e que os estados de coerência cardíaca gerados, através experimentam emoções positivas sinceras aumentam esse acoplamento. “

O coração, que gera um campo electromagnético mais forte do que o do cérebro, proporciona o campo energético que une as estruturas de dimensões mais elevadas a muitos sistemas do corpo, inclusivo o DNA.

A teoria da inteligência do coração, de Childre, propõe que “os indivíduos que são capazes de manter os estados de coerência cardíaca aumentam a conexão para as estruturas de dimensões superiores e seriam, portanto, mais capazes de produzir alterações no DNA.”

Harvard vai ao Himalaia – Monges com habilidades ‘super-humanas’ mostram aos cientistas o que todos nós podemos fazer

É fascinante considerar  como muitos ensinamentos antigos dizem-nos que os seres humanos têm a capacidade de ganhar poderes extraordinários através de várias técnicas. Algumas destas técnicas, conhecidos como  siddhis na tradição yoga (do sânscrito, que significa “perfeição”), incluem meditação, dança estática, percussão, oração, jejum, psicodélicos, e muito mais.

No budismo, por exemplo, a existência de poderes avançados é prontamente reconhecida; na verdade, Buda esperava que seus discípulos fossem capazes de atingir essas habilidades, mas também para não se distrair com eles.

Um professor de Estudos budistas e tibetanos da Universidade de Michigan, Donald Lopez Jr., descreve as muitas habilidades atribuídas a Buda:

Com esta iluminação, ele acreditava possuir todos os tipos de poderes sobrenaturais, incluindo pleno conhecimento de cada uma de suas próprias vidas passadas e as de outros seres, a capacidade de conhecer os pensamentos dos outros, a capacidade de criar duplos de si mesmo, a capacidade de subir para o ar e, simultaneamente, atirar fogo e água de seu corpo. . . . Embora ele passou para o nirvana com a idade de oitenta e um, ele poderia ter vivido “para um aeon ou até o final do aeon” se ele tivesse solicitado a fazê-lo. ( Fonte )

Mais uma vez, existem inúmeras  histórias de pessoas, como o Instituto de Ciências Noetic os chama, “humanos com capacidades  extendidas”. Desde que este artigo é focado em monges budistas, aqui é outro exemplo da sabedoria, como escrito por Swami Rama, em  Vivendo com os Mestres Himalaias:

Eu nunca tinha visto um homem que podia ficar parado sem piscar suas pálpebras por oito a dez horas, mas este adepto era muito incomum. Ele levitou de 60 a 90 cm, durante suas meditações. Medimos este com uma corda, que mais tarde foi medida por uma régua Gostaria de deixar claro, porém, como já lhe disse, que eu não considero levitação ser uma prática espiritual. É uma prática avançada de pranayama com aplicação de bandeaus (bloqueios). Aquele que sabe sobre a relação entre massa e peso entende que é possível levitar, mas só depois de uma longa prática…

Ele (também) tinha o poder de transformar a matéria em diferentes formas, como a mudança de uma rocha em um cubo de açúcar. Um após o outro na manhã seguinte ele fez muitas coisas como essas. Ele me disse para tocar a areia – e os grãos de areia se transformaram em amêndoas e castanha de caju. Eu tinha ouvido falar desta ciência antes e sabia seus princípios básicos, mas eu quase não tinha acreditado tais histórias. Eu não explorei este campo, mas estou totalmente familiarizado com as leis que regem da ciência. ( Fonte )

Muitas dessas histórias existem na literatura e na tradição, mas elas são apenas histórias, até os leitores decidirem se dão qualquer credibilidade. Claro, que um discípulo destes vários antigos ensinamentos estaria mais inclinado a acreditar que estes são mais do que apenas histórias e contos. Com lançar de luz da ciência  sobre as possíveis verdades de misticismo antigo, não é implausível pensar que, ao mesmo tempo, essas habilidades eram de conhecimento mais comuns.

Hoje, tem havido uma série de estudos dentro dos domínios da parapsicologia que produziram resultados estatisticamente significativos, especialmente quando examina-se os resultados que vem da física quântica. É por isso que Max Planck, o físico teórico que originou a teoria quântica, afirmou que “respeitar a consciência como fundamental” e que ele considerava “a matéria como derivado da consciência.” Ele também escreveu que “não podemos deixar a consciência pra trás” e que “tudo que falamos, tudo o que nós consideramos como existencia, a consciência postula”. E o Dalai Lama concorda com este ponto de vista:

Em termos gerais, embora haja algumas diferenças, acho que a filosofia budista e a Mecânica Quântica podem apertar as mãos sobre a sua visão do mundo. Nós podemos ver nestas grandes exemplos dos frutos do pensamento humano. Independentemente da admiração que sentimos por esses grandes pensadores, não devemos perder de vista o fato de que eles eram seres humanos, assim como nós somos. ( Fonte )

RC Henry, Professor de Física de Física e Astronomia da Universidade John Hopkins, explica ainda mais as coisas:

A conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos com a criação de nossa própria realidade. Os físicos estão sendo forçados a admitir que o universo é uma construção “mental”. O físico pioneiro Sir James Jeans escreveu: “O fluxo de conhecimento está indo em direção a uma realidade não-mecânica; o universo começa a se parecer mais com um grande pensamento do que como uma grande máquina. A Mente já não parece ser um intruso acidental no reino da matéria, devemos antes coroa-lo como o criador e governador do reino da matéria. Supere isso, e aceite a conclusão indiscutível. O universo é imaterial-mental e espiritual.  (Fonte)

Para obter uma lista selecionada de artigos de periódicos revisados para download de relatórios de estudos de fenômenos psíquicos, principalmente publicada no século 21, você pode clicar AQUI .

Harvard e os monges do Himalaia

Durante uma visita a mosteiros remotos na década de 1980, o professor de Medicina Herbert Benson da Harvard, e sua equipe de pesquisadores estudaram monges que vivem nas montanhas do Himalaia, que poderia, por g Tum-mo (uma técnica de yoga), elevar as temperaturas dos dedos das mãos e pés por 17 graus. Ainda não se sabe como os monges são capazes de gerar tanto calor. ( Fonte )

E não pára por aí – os pesquisadores também estudaram os meditadores avançados em Sikkim, na Índia, onde eles ficaram surpresos ao descobrir que estes monges poderiam reduzir seu metabolismo em 64 por cento (. Source )

Em 1985, a equipe de investigação de Harvard fez um vídeo de monges secando a frio camisas molhadas com somente o calor do corpo. Monges passando noites de inverno a 15.000 pés de altura no Himalaia também não é incomum.

Estes são feitos verdadeiramente notáveis, é não a primeira vez que a ciência examinou os seres humanos que podem fazer coisas extraordinárias. 

Estudo: fatores associados a consciência pode influenciar nosso Sistema Nervoso Autônomo

Se você está ainda mais interessado neste assunto, eu recomendo a leitura de Supernormal: Ciência, Yoga, e as provas de habilidades psíquicas extraordinárias  por Dr. Dean Radin, cientista-chefe do Instituto de Ciências Noetic .

Outro artigo relacionado que pode ser de interesse: 6 seres humanos com “superpotências” reais, que a ciência não pode explicar

Seu corpo fala pela dor

Há grande sabedoria nas tradições da medicina chinesa e oriental como um todo, que enxergam o individuo como um ser holístico e não como uma máquina que precisa de ajustes ou lubrificação.

Wilhelm Reich, criador da abordagem Corporal da psicologia, retomou este assunto no início do século 20, saindo de uma ideia somente a partir do conteúdo que o paciente trazia para o ambiente terapeutico e lendo no corpo dele aquilo que nem mesmo ele tinha consciencia. A partir de Reich toda uma riqueza da abordagem corporal foi criada.

O conteúdo abaixo pode  ajudar a ler no corpo algumas coisas que possa estar ignorando em nível psicológico.

A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina. Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa.

Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

  1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.
    A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.
  2. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?
    Então se posicione! A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.
  3. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a).
    Reflita sobre o amor e a compaixão.
  4. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.
    A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos! Cuidado!
  5. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional.
    Não carregue tanto peso sozinho(a), distribua. Além disso, não acumule problemas, resolva-os.
  6. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.
    Se você não “digeriu” bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.
  7. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.
    Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.
  8. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.
    Seja otimista e reaja.
  9. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?
  10. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.
    Ouse! Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.
  11. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.
    Veja se é necessário mesmo fazer isso. Reflita sobre o assunto.
  12. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.
    Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.
  13. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris.
    Está pensando em novas ideias?
    Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.
  14. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.
    Seja como eles: procure novas experiências na vida – com responsabilidade.
  15. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho.
    O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?
    Sabemos que não é fácil. No entanto, é necessário. Você é mortal, como todos os outros – não perca tempo e viva em amor.
  16. Dor de dente: pense positivo.
    Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido. Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.
  17. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo(a).
    Permita-se ser feliz e não cobre tanto.
    O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?
  18. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.
    Livre-se do tédio!
  19. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa.
    Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você “voar”.
  20. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.
    Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade. Cuidado!

Fonte: Cura pela natureza