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Você já sentiu que está vivendo o mesmo relacionamento várias vezes, apenas com “atores” diferentes? Ou que suas reações emocionais parecem fugir do seu controle diante de uma pequena crítica?


Na psicologia, chamamos isso de relações objetais mal resolvidas. Em termos simples: as marcas deixadas pelos nossos primeiros vínculos (pais ou cuidadores) ainda ditam como enxergamos o mundo e as pessoas hoje. Quando esse “mapa interno” não foi bem elaborado na infância, o adulto carrega sinais que impactam diretamente sua saúde mental.


Confira os principais sinais de que você pode estar lidando com essas questões:


1. O Ciclo da Repetição
O sinal mais clássico é a busca inconsciente por parceiros que mimetizam as falhas dos nossos pais. Se houve negligência na infância, o adulto pode se sentir atraído por pessoas emocionalmente indisponíveis, tentando, desta vez, “vencer” o jogo e ser amado.


2. O Pensamento “Oito ou Oitenta” (Splitting)
Sabe aquela pessoa que em um dia é um anjo e, no primeiro erro, se torna um monstro para você? Isso se chama cisão. É a dificuldade de entender que as pessoas são ambivalentes: elas podem ser boas e falhar ao mesmo tempo.


3. A Falta de Constância Objetal
Para quem tem essa questão mal resolvida, “longe dos olhos” significa “longe do coração” — ou pior, significa abandono. A pessoa sente uma ansiedade profunda quando o parceiro ou amigo se afasta fisicamente, como se o vínculo deixasse de existir ou estivesse em risco constante.


4. Mecanismos de Defesa Primitivos

* Projeção: Você projeta suas próprias inseguranças no outro (ex: “Você que está bravo comigo!”, quando, na verdade, você é quem sente raiva).
* Idealização Excessiva: Colocar o outro em um pedestal para evitar ver a realidade, o que inevitavelmente leva a grandes decepções.

5. Medo Paralisante da Rejeição
Qualquer sinal de desinteresse, por menor que seja, é sentido como uma catástrofe. Isso gera comportamentos de controle, ciúme excessivo ou, no extremo oposto, o isolamento total para evitar ser ferido.


O Caminho da Mudança


A boa notícia é que o nosso “mapa interno” pode ser atualizado. Através da psicoterapia, é possível integrar essas imagens fragmentadas, entender a origem dessas defesas e, finalmente, construir relações baseadas no eu real, e não nas carências do passado.
E você, já percebeu algum desses padrões se repetindo na sua vida? Vamos conversar nos comentários.

Elias Minasi

Graduado em Comunicação e Marketing
Especialista em Redes Sociais
Formação como Terapeuta Reichiano pelo Centro Reichiano.
Residência em Análise Reichiana (Vegetoterapia) pelo Centro Reichiano.
Formação em Psicoterapia Breve Caracteroanalítica (PBC) pela Es.T.Er (Escola Espanhola de Terapia Reichiana).
Formação em Terapia do Renascimento e Eneagrama pelo Instituto Eneagrama Shalom
Especialista em Neuropsicologia, pela Faculdade Metropolitana de São Paulo.
Mestrando em Máster en Coaching Personal y Liderazgo Organizacional da Universidad Europea del Atlántico (em andamento).
Professor acreditado pelo IEA (International Enneagram Association – Brasil) e estudioso do Eneagrama desde 1994.

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