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photo of man sitting inside cavee

Eu fui um dos prisioneiros da caverna de Platão. Desde que nasci, vivi acorrentado a uma parede, olhando para as sombras projetadas por uma fogueira. Essas sombras eram tudo o que conhecia do mundo, e acreditava que elas eram a realidade. Os sons que ecoavam na caverna eram as vozes dos seres que habitavam esse mundo de sombras, e eu os imitava sem saber o que significam.

Um dia, um dos meus companheiros conseguiu se libertar das correntes e saiu da caverna. Ele voltou depois de algum tempo, com os olhos ofuscados pela luz. Ele me contou que fora ao mundo exterior, e que lá viu coisas maravilhosas: o sol, as estrelas, as árvores, os animais, as cores. Ele me disse que as sombras que vemos na caverna são apenas cópias imperfeitas dessas coisas reais, e que os sons que ouvimos são apenas ecos distorcidos das suas vozes. Ele me disse que eu deveria segui-lo, e sair da caverna também.

shadow of a person

Eu fiquei assustado com o que ele me disse. Eu não conseguia acreditar que tudo o que eu conhecia era falso, e que havia um mundo muito mais belo e verdadeiro lá fora. Eu achei que ele estava louco, e que a luz tinha lhe feito mal. Eu preferi ficar na minha zona de conforto, na minha ilusão familiar. Eu não quis arriscar a minha segurança, a minha tranquilidade, a minha identidade.

Mas ele não desistiu de mim. Ele voltou a me visitar, e me trouxe presentes do mundo exterior: uma flor, uma pedra, um espelho. Ele me mostrou como essas coisas eram diferentes das sombras, como elas tinham forma, textura, aroma, reflexo. Ele me mostrou como elas eram mais bonitas e mais interessantes do que as sombras. Ele me mostrou como elas eram mais reais.

Ele também me falou sobre si mesmo. Ele me contou como ele se sentia diferente depois de sair da caverna. Ele me contou como ele se sentia mais livre, mais feliz, mais sábio. Ele me contou como ele se sentia mais ele mesmo. Ele me contou como ele se conhecia melhor.

photo of man sitting on a cave

Ele me fez pensar sobre mim mesmo. Ele me fez questionar as minhas crenças, os meus valores, os meus preconceitos. Ele me fez duvidar das minhas certezas, das minhas opiniões, dos meus costumes. Ele me fez ver as minhas limitações, as minhas ignorâncias, as minhas ilusões.

Ele me fez querer sair da caverna.

Ele me ajudou a romper as correntes que me prendiam à parede. Ele me guiou pelo caminho escuro e íngreme que levava à saída da caverna. Ele me protegeu dos perigos e das tentações que surgiam pelo caminho. Ele me encorajou a seguir em frente, mesmo quando eu sentia medo, dor ou cansaço.

Ele me levou até o mundo exterior.

Eu fiquei deslumbrado com o que vi. Eu fiquei maravilhado com a beleza e a diversidade das coisas reais. Eu fiquei fascinado com o conhecimento e a compreensão que elas me proporcionavam. Eu fiquei grato pela oportunidade e pela responsabilidade de viver nesse mundo.

Eu também fiquei surpreso com o que senti. Eu fiquei orgulhoso da minha coragem e do meu esforço. Eu fiquei satisfeito com o meu crescimento e com a minha transformação. Eu fiquei feliz com a minha liberdade e com a minha felicidade.

Eu fiquei contente comigo mesmo.

Eu me conheci melhor.

Eu saí da caverna de Platão.

E você? Você quer sair da caverna também? 😊

Elias Minasi

Graduado em Comunicação e Marketing
Especialista em Redes Sociais
Formação como Terapeuta Reichiano pelo Centro Reichiano.
Residência em Análise Reichiana (Vegetoterapia) pelo Centro Reichiano.
Formação em Psicoterapia Breve Caracteroanalítica (PBC) pela Es.T.Er (Escola Espanhola de Terapia Reichiana).
Formação em Terapia do Renascimento e Eneagrama pelo Instituto Eneagrama Shalom
Especialista em Neuropsicologia, pela Faculdade Metropolitana de São Paulo.
Mestrando em Máster en Coaching Personal y Liderazgo Organizacional da Universidad Europea del Atlántico (em andamento).
Professor acreditado pelo IEA (International Enneagram Association – Brasil) e estudioso do Eneagrama desde 1994.

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