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Se atenção plena gira em torno da ideia de estar presente no aqui e agora com consciência gentil e aberta, FOMO (Fear of Missing Out, em Inglês, também conhecido como medo de perder ou ficar de fora) é baseado no comportamento exatamente oposto: um sentimento de desejo de estar em outro lugar, ou uma sensação de que poderíamos ser mais felizes se estivéssemos fazendo algo mais, com a exclusão do momento presente.

Embora o FOMO certamente não seja exclusivo do mundo da mídia social, é onde esse sentimento espinhoso tende a correr solto. Por mais úteis que essas plataformas possam ser, elas também têm um talento especial para nos mostrar tudo e onde não estivermos: pode levar apenas alguns segundos de rolagem para descobrir que um amigo está de férias, outro está com um amigo em comum, e um terceiro acaba de ser promovido. De repente, uma noite que parecia tranquila apenas um momento atrás pode agora parecer inadequada. É fácil para a mente ficar presa neste sulco alimentado por FOMO, mas também é possível encontrar maneiras de escapar disso.

Principais conclusões:

  • FOMO pode afetar negativamente nossa saúde mental e física
  • Práticas simples e hábitos diários podem aumentar a conscientização e reduzir os efeitos colaterais do FOMO
  • A meditação pode ajudá-lo a lidar com o FOMO

Reconhecendo FOMO

No início, FOMO pode parecer sinônimo de inveja: Eu gostaria de também estar de férias em uma ilha tropical agora; Também gostaria de ser convidado para a festa da qual meu amigo vai. Mas com o tempo, esses pensamentos podem começar a se assemelhar a algo mais próximo de ansiedade: Eu ficaria mais feliz se estivesse fazendo o que essa pessoa está fazendo atualmente? Não parece que estou tendo tanto sucesso profissional quanto meus amigos, o que estou fazendo de errado?

Essa progressão de padrão de pensamento não é apenas comum. Pesquisadores descobriram que o FOMO pode ser um catalisador para problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Outro estudo descobriram que estudantes universitários que relataram mais FOMO também relataram mais sintomas físicos negativos (dores de cabeça, falta de ar, dor de garganta, dor no peito, etc.) e diminuição da atenção consciente. Pesquisas anteriores relacionaram o FOMO com motivação pessoal mais fraca, performance acadêmica, e relações interpessoais.

Portanto, o medo de perder pode começar como um sentimento experimentado apenas ao navegar pelas redes sociais, mas pode rapidamente se tornar algo que também afeta a vida offline. Felizmente, existem práticas e hábitos diários que podem ajudar a reduzir o FOMO e seus efeitos colaterais.

Como reduzir o FOMO usando meditação

O FOMO tem a capacidade de nos tirar do momento presente e de nos tornar menos atentos. Nossa mente vagueia, muito preocupada com onde mais gostaríamos de estar, em vez de estar ocupada com o que estamos fazendo ou com quem estamos. Mas podemos evitar que isso aconteça, tornando-nos mais atentos.

Tornamo-nos mais conscientes treinando a mente para estar mais presente e menos distraída, e podemos fazer isso por meio da prática da meditação. Em outras palavras, estamos nos ensinando a nos concentrar no que estamos experimentando atualmente e no que poderíamos estar fazendo. Com a prática, aprendemos a liberar todos os pensamentos ruminantes, comparativos ou perturbadores tão frequentemente provocados pelas redes sociais. Aprendemos a ver como a mente pensante se comporta e entendemos que não temos que concordar com ela – em vez disso, podemos escolher permanecer presentes. Algo tão simples e direto como meditação pode ser uma forma gentil de trazer mais atenção plena ao dia.

Como gerenciar a atenção com o tempo gasto nas redes sociais

A meditação é um excelente primeiro passo para ajudar a conter o FOMO, mas para realmente reduzir esse sentimento tanto quanto possível, também é importante abordar como interagimos com seu principal motivador: a mídia social.

Sem surpresa, pesquisadores encontraram uma correlação significativa entre os sentimentos de FOMO e o tempo gasto nas redes sociais. Na verdade, limitar nosso uso de mídia social pode levar a uma melhoria significativa em nosso bem-estar, de acordo com um Estudo de 2018. Os participantes desse estudo que limitaram o tempo nas redes sociais a aproximadamente 30 minutos por dia experimentaram uma diminuição notável nos sentimentos de solidão e depressão ao longo de 3 semanas. E todos os participantes – mesmo aqueles que não limitaram o tempo gasto nos aplicativos – mostraram diminuições significativas no FOMO e na ansiedade durante esse tempo, sugerindo que aumentou Auto-monitoramento pode ser uma ferramenta benéfica (e uma que todos nós temos disponível para nós).

Durante os momentos em que estamos ativamente envolvidos com a mídia social, o cofundador do Headspace e ex-monge budista Andy Puddicombe oferece alguns conselhos que podem ser úteis para ter em mente:

“Algo que nos ensinaram no mosteiro era sempre parar um momento para fazer uma pausa antes de começar qualquer atividade. A ideia era estar atento, não apenas da ação, mas também da intenção por trás da ação. Por exemplo, antes de comer, podemos fazer uma pausa e perceber se comemos porque estamos com fome ou porque estamos entediados. Esta se tornou uma ferramenta incrivelmente útil e algo tão útil e relevante fora do mosteiro, não importa o que estejamos prestes a fazer ”.

A próxima vez que conseguirmos sentir que estamos à beira de uma farra na mídia social, vamos considerar fazer uma pausa para perceber a sensação. O que está nos motivando a nos conectar? Quais histórias ou medos podem estar alimentando os pensamentos que vêm à tona conforme avançamos? À medida que praticamos este processo, estamos basicamente treinando a mente em consciência, habilidade que pode nos ajudar a identificar quando é hora de fechar os aplicativos para preservar nossa saúde mental.

Mudanças para lidar com FOMO

Procurando por mais meditações para facilitar o FOMO e ajudar a permanecer no momento presente? 

Para facilitar, aqui estão algumas mudanças simples e práticas, mas importantes, que podem te ajudar a focar mais no aqui e agora. 

  • Diminua o consumo de Redes Sociais – Como já discutimos, redes sociais em excesso podem ser fonte de Ansiedade, portanto diminua e controle a utilização. Não necessário parar de usar totalmente, apenas restrinja os horários e a quantidade. Existem aplicativos hoje que ajudam o usuário a controlar o uso das redes sociais. O próprio sistema da Apple (IOS) informa o a quantidade de horas gasta com redes sociais. Defina horários para utilizar e use com moderação;
  • Estabeleça Rotinas – Com as mudanças, muitos perderam suas rotinas. Estabelecer novas rotinas, como horários fixos para acordar e dormir, horário de trabalho (início e principalmente o fim, pois é importante saber a hora de parar) podem ajudar a diminuir os níveis de estresse e ansiedade. Se for difícil para você, comece do simples e vá inserindo coisas aos poucos. Não esqueça de separar um tempo para descansar e se distrair, mesmo que isso signifique não fazer nada. Isso também é importante para a saúde mental.
  • Reencontre seus prazeres – Conectar-se com antigos (ou novos) prazeres ou hobbies como pintar, tocar um instrumento, ler bons livros, jogar, enfim… a lista é enorme. Apenas lembre-se de fazer algo que lhe traga prazer, e quando estiver fazendo, aproveite o momento… não perca seu tempo postando nas redes sociais. Se não estiver sobrando tempo tudo bem, faça quando puder. 
  • Valorize as pequenas coisas – Todos já ouvimos de alguma forma a “importância das pequenas coisas”, dos detalhes do nosso dia a dia, porém neste momento vale o reforço aproveite os pequenos prazeres do seu dia, um café recém passado pela manhã, um banho quente, o conforto da sua cama, uma refeição simples ou a companhia de uma pessoa especial. Olhar para estas pequenas coisas vai te ajudar a valorizar mais o momento, viver a vida. 

As mídia sociais se tornaram uma parte integrante da vida cotidiana e pode não parecer viável cancelar totalmente os acessos a elas – e, honestamente, pode não querer. Mas se nosso tempo online está causando FOMO, é possível obter mais controle sobre a maneira como esses aplicativos nos fazem sentir. Se e quando emoções negativas começarem a surgir, podemos usar a atenção plena para fazer uma pausa, observar e direcionar conscientemente a atenção de volta ao presente.

Artigo adaptado da headspace.com

Elias Minasi

Graduado em Comunicação e Marketing
Especialista em Redes Sociais
Formação como Terapeuta Reichiano pelo Centro Reichiano.
Residência em Análise Reichiana (Vegetoterapia) pelo Centro Reichiano.
Formação em Psicoterapia Breve Caracteroanalítica (PBC) pela Es.T.Er (Escola Espanhola de Terapia Reichiana).
Formação em Terapia do Renascimento e Eneagrama pelo Instituto Eneagrama Shalom
Especialista em Neuropsicologia, pela Faculdade Metropolitana de São Paulo.
Mestrando em Máster en Coaching Personal y Liderazgo Organizacional da Universidad Europea del Atlántico (em andamento).
Professor acreditado pelo IEA (International Enneagram Association – Brasil) e estudioso do Eneagrama desde 1994.

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