viver intensamente https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Sun, 05 Nov 2017 15:23:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 viver intensamente https://minasi.com.br 32 32 103183256 O Eu-Observador de Gurdjieff https://minasi.com.br/o-eu-observador-de-gurdjieff/ Sun, 05 Nov 2017 15:23:10 +0000 http://minasi.com.br/?p=685

“O objetivo da auto-observação é o de nos capacitar a modificar a nós mesmos. Mas o seu primeiro objetivo é o de nos fazer mais conscientes de nós mesmos. Somente isso nos habilita a começar a mudar”.
– M. Nicoll

“As reações mais aparentemente inócuas e insignificantes que surgem em nós, ou eventos que aparecem ao nosso redor e nos puxam para longe mesmo dos mais firmes dos nossos propósitos e intenções são as mesmas coisas contra as quais nós deveríamos nos precaver, porque elas são tão insignificantes que penetram as defesas da atenção; tão pequenas que facilmente ultrapassam a barreira de imunidade do auto-conhecimento; as interrupções involuntárias da atenção são sintomáticas de um ponto cego em nós mesmos. Se nós vemos o que nos distrai, poderemos não ser tão facilmente seduzidos novamente pelo trivial e pelo comum.”
– E.J.Gold

Em suas descrições acerca do homem, Gurdjieff dizia que existem quatro estágios de consciência: dois que são comuns a todo ser humano e dois que são possíveis, se houver o esforço e a oportunidade adequada:

  1. Sono: este estado é o do homem dormindo
  2. Estado de vigília: este é o estado de funcionamento da máquina e é caracterizado pela consciência semi-desperta do dia-a-dia, consciência esta que está bastante próxima do estado do sono, com seus “sonhos acordados” (fantasias, devaneios) e que na maioria dos casos, é o máximo que o ser humano pode atingir. É importante notar que nesse estado, o ser humano cicla entre o estado de consciência dos minerais, por vezes dos vegetais, ou dos animais. A consciência que caracterizaria o homem encontra-se nos dois estágios seguintes.
  3. Estado de auto-recordação: este estado é caracterizado pela capacidade que o homem tem de “lembrar-se de si mesmo”, ou seja, neste estado existe o desenvolvimento de um “eu” que está presente e é capaz de ter consciência de si mesmo.
  4. Estado de consciência objetiva: este seria o estágio mais elevado de consciência possível ao homem e neste estado, sua apreensão das realidades externas e internas possuem como característica principal a objetividade. Com o termo “objetividade”, Gurdjieff se referia à apreensão das coisas como elas são verdadeiramente, e não como as vemos através dos filtros e condicionamentos da máquina.

O estado de auto-recordação implica na formação de um “eu permanente” e que tem a capacidade de “recordar”. O termos “eu” e “recordar” podem ser compreendidos em múltiplos níveis, mas inicialmente nos basta discutir que com o termo “recordar”, o Quarto Caminho refere-se à uma capacidade que deve ser desenvolvida de lembrar-se de si mesmo como existindo num momento presente e ocupando um local definido. Para que essa habilidade seja desenvolvida, devemos passo a passo despertar esse “eu” em primeiro lugar, e em segundo lugar, sermos capazes de nos recordar dele constantemente.

me and my shadowO estado atual do ser humano é caracterizado por uma multiplicidade de “eus temporários”. Nas palavras de M. Nicoll: “Nós temos que nos observar corretamente, de um ponto de partida definido, numa direção definida. Em primeiro lugar, não somos um, mas muitos. Nós somos um homem pensante, um homem emocional, um homem motor e um homem instintivo que sente fome, frio ou calor, bem ou mal estar.” Basta notar a pouca capacidade que possuímos em manter nossas determinações. De manhã resolvemos tomar uma determinada atitude; à noite,estamos deixando aquela resolução de lado, porque naquele momento, ela deixa de ter a importância que tinha pela manhã. Gurdjieff dizia que somos formados por um “saco de eus”, que se conhecem pouco e estão sempre dispostos a assumir o controle.

A ilusão de que somos uma só pessoa nos impede de compreender o porque das coisas serem como são em nossas vidas e o porque de estarmos sempre repetindo os mesmos erros ou enfrentando as mesmas dificuldades que nos impedem de cumprir com que havíamos resolvido.

Muito da causa do sofrimento humano pode ser encontrado aqui. Existe pouco acordo entre as emoções, pensamentos e reações do ser humano e por isso, além dessa incongruência, que é marca registrada dos homens, encontramos também o sofrimento, a sensação de impotência e falta de liberdade para lidar com os conteúdos internos e com os acontecimentos e solicitações da realidade.

Como se não bastasse, a consciência disso tudo é muito pequena. Temos a ilusão de que somos “íntegros” e que, se as coisas não dão certo, a culpa é da realidade em si. Existe muito pouca objetividade em analisarmos nossa situação presente.

No sentido de buscar resolver essa problemática, o exercício de auto-observação foi introduzido nas Escolas do Quarto Caminho. A auto-observação consiste em desenvolver a capacidade de observar nossas atitudes, emoções e pensamentos o maior tempo possível, tentando perceber esta situação de “quase-esquizofrenia”, frequente na vida da maioria dos indivíduos.

Essa técnica visa desenvolver um eu-observador, ou seja, um centro dentro do indivíduo que é imutável e que tem como objetivo observar os conteúdos internos ao longo do dia. Por exemplo, observar a si mesmo (posturas físicas, máscara facial, diálogo interno, emocionalidade) quando se está sozinho e quando alguém entra no ambiente. Perceber o que acontece quando pessoas diferentes entram nesse ambiente, por exemplo, um filho (a), esposa (marido) ou o chefe. Para cada evento diferente, é solicitado que observemos a reação que surge mecanicamente em resposta. E essa reação pode ser observada em seus detalhes mínimos, tipo, a contração dos lábios, o movimento da cabeça ou das mãos, etc..

Com o tempo esse eu-observador passa a representar o núcleo ao redor do qual sera construída, posteriormente, a “sensação de ser” do indivíduo. É um primeiro passo em direção ao desenvolvimento de uma tomada de consciência de si mesmo e consequentemente, da capacidade de auto-recordar-se.

Somente com essa capacidade desenvolvida podemos pensar em mudar o nosso estado. É nessa fase que podem ser introduzidos os primeiros trabalhos da supressão de hábitos muito nocivos e que gastam muito energia tais como, emoções negativas, tiques nervosos ou movimentos corporais repetitivos e desnecessários, etc.. Gurdjieff afirma queobservar a si mesmo é extremamente difícil e que inicialmente, muito do trabalho consiste apenas em tentar fazer isso. Segundo ele, o sucesso em relação à essa prática demora muito a acontecer e em alguns casos, pode mesmo vir a não acontecer jamais. Ele alerta para que os indivíduos tenham cuidado em não imaginar que estão conseguindo resultados e embarcar numa auto ilusão em relação aos seus esforços.

Me and My Shadow

Uma característica fundamental da prática da auto-observação é que ela deve ser conduzida de forma completamente imparcial. Se observamos por um tempo curto nossos pensamentos mecânicos vemos que grande parte deles envolve julgamentos polarizados do tipo gosto-não gosto, feio-bonito, bom-ruim, certo-errado, e que isso nos mantém aprisionados numa rede de emoções mal trabalhadas e pouquíssimo conscientizadas.

Devemos evitar qualquer senso moral em nossas observações ou tentar modificar nosso comportamento, pois inicialmente, não temos nenhum poder para compreender ou mudar a maneira como as coisas acontecem. As exceções em termos de introduzir modificações de hábito devem, necessariamente, ser determinadas por um instrutor e geralmente, no início, se reduzem aos casos citados no inicio do parágrafo anterior.

Devemos tentar observar que a mecanicidade é parte intrínseca da vida biológica como um todo. Raros são os momentos de liberdade, onde o modelo vigente pode ser questionado e algo realmente novo pode surgir. Em nossa vida como seres humanos sociais, estamos totalmente amarrados na trama do grupo ao qual pertencemos. Nossos comportamentos, emoções e pensamentos são determinados pelo grupo e muito do que achamos que fazemos ou sentimos ou pensamos, na verdade faz parte de nossa herança genética e do arranjo social em si. Muitos dos nossos afazeres diários, apesar de muitas vezes nos parecerem tão importantes e únicos, na verdade, são apenas arranjos dessa teia social. Por isso, durante a fase de treinamento da auto-observação, devemos nos limitar a perceber os jogos “primatas” e ver o quanto somos parte dele, intrinsecamente.

A própria realidade com a qual temos contato não deve ser compreendida como sendo a realidade verdadeira. A percepção da realidade que o ser humano exerce tem sido foco de estudos científicos (ver H. Bloom) e os resultados são bastante surpreendentes. Ela parece ser fruto de nossas interações sociais e é fortemente determinada pelo o que o grupo “acredita” ver, sentir ou pensar. Por isso, ela vem sendo chamada de “realidade de consenso” para diferencia-la daquilo que seria a realidade em si. Essa oclusão perceptiva é determinada por mecanismos genéticos, biológicos e sociais que fazem parte da própria natureza do homem. Porém, devemos compreender que, o que chamamos aqui de “ser humano” é um ser que encontra-se num estado muito aquém de sua capacidade de conscientizar-se e de prestar atenção de forma voluntária e constante, buscando perceber as sutilezas de seu comportamento e da realidade ao seu redor. Ele responde mecanicamente e se deixa conduzir pelos fluxos de opiniões, atitudes e percepções da maioria. Por causa desse nosso imperativo biológico, devemos acreditar que quanto maior nossa imparcialidade e ausência de julgamentos morais durante o treinamento da auto-observação, menos desperdiçaremos nossa energia com emoções negativas ao longo do processo.

No entanto, Gurdjieff falava que esse tipo de exercício desperta aquilo que ele chamava do “horror da situação”, onde o indivíduo em treinamento passa a ter uma visão mais real de sua situação lamentável. Apesar de ser uma emoção incômoda, o “horror da situação” desperta no praticante um desejo real em transformar-se e por isso, ela não deve ser evitada. É importante frisar que apenas o desejo intelectual é totalmente inútil para que a pessoa possa encontrar em si uma real vontade e disciplina para fazer os esforços necessários para sua transformação.

A prática da auto-observação nos permite, talvez pela primeira vez em nossas vidas, a perceber que existe algo que pode escapar da mecanicidade dos jogos grupais e da realidade de consenso. Esse “algo” é a própria consciência da existência de um “eu” ou de uma “sensação de ser” que está fora desse mundo adormecido e inconsciente. Ele tem uma outra natureza e possui como características uma sensação de permanência e de “eternidade”, pois independe dos dois maiores fatores de identificação com a máquina que possuímos que são a noção da passagem de tempo e de estarmos limitados em um espaço físico.

Em nossa vida adormecida confundimos nosso ser com a máquina. Julgamos que somos algo que não somos, que estamos confinados a um corpo que ocupa um lugar determinado no espaço, e que nossa vida se resume numa sensação temporal, de um passado mal registrado e pouco conscientizado e num futuro não garantido e aguardado ansiosamente. Fora de um ambiente de Escola, é muito raro termos a oportunidade de observar e experienciar nosso “eu” real. A auto-observação imparcial é a primeira chave para isto.

Nenhum tipo de mudança será possível sem que primeiro despertemos do sono que envolve nossa máquina. E muitas tradições têm chamado atenção para esse fato. Gurdjieff em um de seus aforismas diz: “Para que possamos viver, devemos morrer para o que somos e para que possamos morrer para o que somos, precisamos primeiro despertar”. Ou seja, sem que despertemos, não somos capazes de perceber que aquilo que imaginamos que somos precisa ser transformado em algo que realmente nos habilita a dizer que estamos vivos, uma vez que é bastante questionável afirmar que existe vida real no estado de inconsciência. A vida real está localizada para muito além da inconsciência. Ela é eterna, absolutamente consciente de si, e está sempre presente em todas as partículas da criação. A menos que consigamos sentir a nós mesmos intrinsecamente fazendo parte dessa corrente que flui incessantemente, não podemos sequer falar sobre isso.

Imago do Homem Moderno

É comum na literatura referente ao Quarto Caminho, o uso de uma metáfora que nos auxilia a compreender o estado do homem. Essa é a metáfora usada por Gurdjieff de uma carruagem, onde o amo representa o eu, a carruagem em si é a parte motora do Centro Motor, os cavalos a parte emocional e o cocheiro a parte intelectual. Na máquina adormecida, não existe a presença do amo e assim, a carruagem permanece andando sem uma direção ou objetivos definidos. A menos que o amo esteja presente, não se pode dizer que nossas vidas alcançarão algum propósito real. Elas permanecerão à mercê daquilo que em nós representa as idéias e desejos inconscientes de um grupo social ao qual estamos interligados.

O que compreendemos como sendo esse “eu”, inicialmente, através do treinamento da auto-observação, será limitado ao que a Escola do Quarto Caminho chama de “eu observador”. Esse núcleo primário de consciência de si mesmo permanece confundido com o ato de observar, como se desenvolvêssemos uma “testemunha” dentro de nós, que é capaz de registrar conscientemente os eventos da realidade e os movimentos, sentimentos e pensamentos internos.

E é esse “eu” que paulatinamente passa a ser “recordado” pelo praticante, ou seja, aos poucos o indivíduo que está em treinamento passa a “lembrar” de que existe um núcleo dentro de si que atua como uma testemunha e essa capacidade o reconduz ao estado.

Nicoll refere-se à relação que deve ser estabelecida com o “eu”, da seguinte forma: “Para lembrar-se de si mesmo não devemos nos identificar. Para aprender a como não se identificar, devemos primeiro não estar identificados com nós mesmos. Por esta razão devemos aprender e praticar a Auto-Observação. Quando percebemos que não necessitamos acompanhar um estado de humor, etc., mas podemos atrair o sentimento de ‘eu’ da situação, nós começamos a enxergar o que significa não estarmos identificados com nós mesmos.”

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Assim, como decorrência do treinamento da auto-observação, a sensação de ser permanecerá misturada com a sensação de “ser uma individualidade”, ou seja, o “eu” ainda é limitado ao corpo físico e seus conteúdos emocionais e mentais. Portanto, nesses primeiros estágios já existe uma ampliação que vai da inconsciência para a consciência pessoal. A “recordação” aqui limita-se à recordação de que se é essa individualidade. No entanto, a experiência de “eu” ou da “sensação de ser” do indivíduo, através de exercícios posteriores, principalmente o da Presença (ver próximo tópico), passará por desenvolvimentos bastante sofisticados e se expandirá ao longo dos anos de treinamento. Esse “eu” deixará de estar limitado à uma sensação pessoal ou egóica e será conduzido a níveis cada vez mais abrangentes e unitivos, de forma que, nos momentos posteriores de treinamento, o indivíduo será conduzido a sentir-se como fazendo parte da criação como um todo, pois o que nele “é” está também presente em toda a criação (ver próximo tópico). Com isso, o indivíduo rompe lentamente e de forma controlada, sua limitação em termos de “ser” e passa a possuir uma consciência unitiva, fundamentalmente mais abrangente que a consciência pessoal. O próprio ato de “recordar-se” não mais se restringe à essa esfera pessoal, mas agora abrange níveis mais sofisticados, nos quais a própria criação testemunha a si mesma e recorda de sua origem, onde reside sua própria essência e natureza.

O nível descrito acima pode ser correlacionado com o quarto nível citado por Gurdjieff e chamado de “estado de consciência objetiva” e só pode ser alcançado dentro de uma Escola, através de trabalhos direcionados e esforços apropriados.

Exercícios básicos para treinar a auto-observação

1) Procure relaxar a máscara facial quando conversar com alguém. Observe a tensão dos músculos desaparecendo e a máscara facial derretendo como se fosse feita de cera. Tente não alterar o curso da conversação. Pesquise, sem chamar atenção, se haverá modificações no comportamento da pessoa com quem você estiver conversando.

2) Escolha uma das situações abaixo para auto-observar-se:

  • a) diante de uma pessoa que você não gosta
  • b) assistindo televisão
  • c) praticando um esporte
  • d) tomando banho
  • e) esperando na fila do banco

3) Auto observe-se a cada 15m ao longo de alguns dias (uma semana é um prazo razoável) e anote suas constatações em um caderno. Procure descrever resumidamente seu estado físico, emocional e intelectual. Descreva-os objetivamente, como um observador imparcial, e evite fazer julgamentos a todo custo.

4) Depois de um período de auto observação, faça uma lista de seus hábitos. No dia seguinte, escolha um dos hábitos anotados e procure evita-lo ao longo de todo o dia. Não se esqueça de ser imparcial. Perceba que esse exercício busca fazer do hábito escolhido uma ferramenta para despertar o estado de auto-observação.

5) Ainda de posse da lista do exercício anterior, escolha um outro hábito e tente repeti-lo, ao longo de alguns dias, de forma totalmente consciente e nova, como se fosse a primeira vez que você estivesse fazendo aquilo. Perceba os detalhes que envolvem os gestos de seu corpo, suas emoções e pensamentos.

6) Ainda da posse da mesma lista, procure escolher um hábito que você sente que consome muito de sua energia. Dê preferência a hábitos de ordem corporal, como tiques nervosos do tipo, ficar batendo os dedos na mesa, ou balançando a perna, etc.. Uma vez detectado tal hábito (se é que você apresenta algum deste tipo) tente educar-se no sentido de não mais repeti-lo.

7) Tente ao longo de uma semana, fazer algo totalmente diferente de seus hábitos. Vá passear num parque, ou comer uma comida diferente, ou praticar algum esporte, qualquer coisa que não faça parte de sua rotina. Se você tiver disponibilidade, faça isso uma vez por dia, ao longo de toda a semana. Use esses momentos para observar a si mesmo.

8 ) Procure dar 15m de atenção a alguém que realmente não precisa. Num outro dia, tente fazer o mesmo com alguém de quem você não gosta ou tenta sempre evitar. Auto observe-se durante o processo.

9) Caminhe por uma região não muito movimentada. Comece a observar intensamente cada passo que você der. Aumente a qualidade e perfeição de cada passo, fazendo para isso, modificações sutis no ritmo, na forma como o equilíbrio se estabelece no caminhar, na forma como você coloca o pé no chão, nos movimentos dos braços, postura da cabeça, contração dos músculos da face, etc.. Note o quanto você consegue quebrar a mecanicidade do ato de andar. Tente fazer esse exercício utilizando-se de outras atividades rotineiras.

10) Antes das refeições, diga a seguinte frase, como se você estivesse fazendo um pedido ou uma oração: “eu desejo lembrar-me de mim mesmo”. Então, tente alimentar-se de forma consciente, mantendo a lembrança de si ativada. Procure sentir os alimentos como representantes dos reinos inferiores ao homem sendo incorporados em você e elevados pelo seu estado de auto-recordação ou consciência.

11) Arrume um saquinho de pano ou papel (melhor seria se você mesmo costurasse ou montasse um) e decida colocar dentro dele uma moeda de valor mais elevado, cada vez que você perceber que caiu em alguma emoção negativa de forma descontrolada. Faça isso ao longo de uma semana. No final do período, dê o dinheiro todo para um mendigo ou instituição de caridade.

Fonte: NKHOOJA

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O que é um homem consciente? https://minasi.com.br/o-que-e-um-homem-consciente/ Wed, 13 Sep 2017 14:30:46 +0000 http://minasi.com.br/?p=625

Finding-Your-Spiritual-Self-1

Há um Novo Homem Consciente emergindo no coletivo e ele não está tirando um cochilo ao volante.

Este homem desperto é consciente e de coração aberto. Através de seus olhos, ser consciente não é uma construção mental, nem um exercício intelectual desprovido de sentimento. É uma experiência do sentir, uma consciência cada vez maior, que se move de dentro do coração para fora.

É sentir Deus, não racionalizar Deus.

O novo homem está sempre em processo, despertando através de uma interface de aprofundamento com o mundo do sentimento. Ele continua a esforçar-se para uma consciência mais sincera e inclusiva.

O homem consciente mudou seu foco de uma perspectiva localizada e etnocêntrica para um quadro mundial centrado na percepção. Sua comunidade é a humanidade . Enraizada no relacional, seu senso de responsabilidade se estende bem além de seu ego e de comunidade local. Sempre que possível, a sua tomada de escolha é alimentada por uma visão ampla de possibilidades para toda a humanidade. Não cada um por si, mas cada homem para a humanidade.

O homem consciente tem reverência ao divino feminino, em todas as suas formas. opening-to-the-divine-masculine-236x300Ele comemora a maravilha que é a mulher. Ele é respeitoso, honrando e gracioso. Ele está triste pelos horrores perpetuados contra as mulheres através da distorção do masculino em malévolo. Ele convoca seus irmãos à responsabilidade. Ele compensa por seus próprios erros. Ele co-cria um mundo onde todas as mulheres vão se sentir seguras para mover-se livremente, para encontrar a sua voz, para atualizar sua magnificência inerente. Ele acolhe um mundo onde mulheres e homens são como parceiros iguais. Humanidade.

O homem consciente não é derivado do externo. Ele é autenticamente original. Ele não se comparara aos outros. Ele não adapta a sua personalidade com os ditames da multidão. Ele está no seu próprio centro, respeitoso com os outros, mas não é definido por eles. Ele trabalha diligentemente para libertar sua consciência dos laços egóicos que o amarravam. Ele tornou-se a sua própria referência, valorizando a autenticidade sobre a a imagem. Ele é o escultor de sua própria realidade.

O homem consciente trabalha corajosamente em seus processos emocionais. 

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Ele limpa os detritos emocionais e abandona as suas couraças. Ele enfrenta seus problemas e padrões inconscientes de coração aberto. Ele enfrenta a si mesmo em suas tendências de fuga e homenageia a sabedoria da sua dor em seu coração. Ele comunica os seus sentimentos de forma respeitosa para com os outros. Ele aprende e fala a linguagem do coração.

O homem consciente leva uma existência cheia de propósito. Ele ouviu o chamado para uma vida mais profunda. Não está satisfeito em sobreviver sozinho, suas ambições estão enraizadas nos ideiais superiores – a busca e a atualização do seu propósito sagrado. Ele é energizado por sua missão, não pelas maquinações do ego doentio. Ele é revestido em uma autenticidade de propósito, que vê através dos véus para o que realmente importa. Seu propósito é o seu caminho.

O homem consciente é responsável por suas ações e seus consequências. Ele não se desvia da responsabilidade. Ele não sai da frente ou culpa. Ele aceita-se e é emocionalmente honesto. Ele admite seus erros, e compensa-os. Ele trabalha diligentemente o seu interior, artesanalmente elaborando uma consciência mais esclarecida com cada lição.

O homem consciente se move de dentro para fora. Mais interessado em expansão interior que conquista externa, ele cultiva e honra a sua intuição. Ele explora e desenvolve a sua geografia interior. Ele faz grandes aventuras profundas dentro de si, integrando os tesouros que ele escava em sua maneira de ser. Ele procura congruência entre a sua vida interior e a sua manifestação exterior.

O homem consciente procura a totalidade. Ele não está satisfeito com a forma fragmentada de ser. Ele não tem apego a noções arcaicas, lineares de masculinidade. Ele busca o equilíbrio sagrado entre o masculino e o feminino saudável. Ele procura uma forma inclusiva do ser, que reflita todos os seus aspectos arquetípicos. Ele é o papel flexível, confortável se movendo ao longo da vida de muitas maneiras diferentes.

O homem consciente incorpora os mais elevados padrões de integridade em suas palavras e ações. Ele faz um esforço sustentado para trabalhar através de qualquer coisa que não é a integridade dentro dele. Sua referencia de integridade nunca é conveniente ou voltada para si. Ele honra a sua palavra, mesmo em seu próprio prejuízo. Ele se move a partir de um sistema de valores que é indubitavelmente incorruptível. Ele reconhece que o sucesso sem integridade é karmicamente doentio e sem sentido.

O homem consciente prioriza relacionamentos conscientes. Ele valoriza a co-criação autêntica. Ele honra as relações como prática espiritual. Ele procura intimidade física que é profundamente vulnerável e conectada totalmente ao coração. Ele está sintonizado, engajado e saudavelmente delimitado. Quando surgem desafios relacionais, ele corajosamente trabalha para remover os obstáculos à intimidade. Ele tem um coração em brasas.

O homem consciente é um guerreiro do coração. Ele tomou a sua espada, que ilumina interiormente, decepando tudo o que não é compassivo. Depois de muitas vidas com armas a mão, um guerreiro benevolente está nascendo no âmago do seu ser. Ele honra a capacidade do guerreiro para a auto-confiança, mas ele não é arbitrariamente agressivo. Ele se move a partir do amor e da compaixão.

O homem consciente empenha-se para viver em um perpétuo estado de gratidão. Ele é grato pelo dom da vida. Ele é grato por esses antepassados que construíram a base de onde ele se expande. Ele é grato por aqueles que o encorajaram antes que ele pudesse encorajar a si mesmo. Ele é grato por aqueles que ficaram ao lado dele nesta vida. Ele sabe que não está sozinho.

O homem consciente está confortável com a sua vulnerabilidade. Ele participa de sua própria revelação. Ele não tem medo de entregar-se à realidade, ao amor, à verdade. Esta não é uma forma enfraquecida de rendição, mas é estampada com coragem. É preciso mais coragem para se render do que ficar adormecido. Ele explora abertamente suas capacidades para a receptividade e sensibilidade. Ele não identifica essas capacidades como distintas do feminino, mas como inerente a todo ser humano. Ele é forte o suficiente no seu núcleo interior para viver em uma vasta gama de emoções.

O homem consciente se move através do mercado de forma responsável, com um olho vigilante para os caminhos do ego doentio. Ele não é um oportunista aproveitando um vácuo. Ele não compete por amor à concorrência. Ele não acumula por causa da avareza. Ao traçar o seu curso, ele está consciente do seu impacto sobre a humanidade. Ele está empoderado, mas ele não explora o poder. Ele obtém o seu poder da sua conexão com a fonte, não do poder sobre os outros. Sempre que possível, ele compartilha a abundância, devolve para a humanidade. Ele trabalha duro para transpor o mundo como ele é, um mundo cheio de possibilidades divina.

O homem consciente tem reverência a Mãe Terra. mother_earth-500x595Ele reverencia os animais. Ele nunca imagina-se superior ou distinto do mundo natural. Ele entende a natureza interconectada e interdependente da realidade. Ele sabe que se ele provoca danos ao meio ambiente, ele os faz a si mesmo. Ele caminha com cuidado, com atenção, consciência e apreço.

O homem consciente não reivindica Deus. Sua espiritualidade é tolerante, inclusiva, respeitosa. Ele honra todos os caminhos para Deus, contanto que eles sejam respeitosos aos outros. Ele aceita aqueles que acreditam e aqueles que não acreditam. Ele condena qualquer caminho que usa diferenças religiosas como uma justificação para a destruição.

O homem consciente atualiza muitas das qualidades saudáveis do antigo masculino. Ele é nobre. Ele é responsável. Ele é produtivo. Ele é bondoso. Ele é protetor. Ele é inabalavelmente honroso. Ele é pé no chão. Ele é robusto. Ele é flexível. Ele é realista. Ele está esperançoso. Ele é sensível, não frágil. Ele é egoicamente saudável, não é auto-centrado. Ele é prático e intensificada ao mesmo tempo. Ele se eleva com os dois pés no chão. Ele está realmente aqui .

Artigo de autoria de Jeff Brown, publicado no site Elephant Journal e reproduzido com autorização.

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A casa de hóspedes  https://minasi.com.br/a-casa-de-hospedes/ Sun, 13 Aug 2017 13:04:38 +0000 http://minasi.com.br/2017/08/a-casa-de-hospedes/

O Ser humano é uma casa de hóspedes.Todas as manhãs uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão, uma maldade, alguma consciência momentânea vem como um visitante inesperado.


Devemos recebê-los: Bem-vindos; e entretê-los todos!

Mesmo se eles são uma multidão de tristezas, que violentamente arranquem  toda a sua mobília da casa, ainda assim, devemos tratar cada convidado honrosamente.

Ele pode estar te limpando para um novo deleite.

O pensamento sombrio, a vergonha, a malícia, encontrá-los na porta rindo e convidá-los a entrar.

Agradeça pelo que vier.

Porque cada um foi enviado como um guia do além.

— Jellaludin Rumi, tradução por Coleman Barks

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Não desista! Não entregue os pontos! https://minasi.com.br/nao-desista-nao-entregue-os-pontos/ Sat, 22 Jul 2017 13:24:58 +0000 http://minasi.com.br/?p=552

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Não desista. Não entregue os pontos:

Quando as coisas não estão bem, e às vezes isto acontece.
Quando o caminho está difícil e tudo parece uma íngreme subida…
Quando o dinheiro é pouco e os seus débitos são altos…
Quando se quer sorrir, mas o cansaço é profundo…
Quando a preocupação puxa você para baixo…
Descanse, se preciso, mas não entregue os pontos!

A vida é estranha com as suas reviravoltas, como também nós o somos…
Mas é assim que cada um aprende e muitos fracassos se revertem.
Veja como você pode ganhar se perseverar!

Não se renda! Não entregue os pontos.

Mesmo que os passos pareçam lentos, de repente, você pode ganhar com outra tentativa.
Sucesso é o reverso do fracasso.
As nuvens cinzentas, muitas vezes, são as sombras da dúvida.
Você nunca pode duvidar que a vitória esteja perto.
Ela pode estar perto, mesmo parecendo longe!

Persevere na luta quando você está vulnerável ou recebendo muita “lambada”!
Quando as coisas parecerem muito difícil, péssimas mesmo:

Que você não se renda nem entregue os pontos.

Pe. Jack O’Connel

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A Concha em que vivemos https://minasi.com.br/a-concha-em-que-vivemos/ Tue, 18 Jul 2017 16:28:15 +0000 http://minasi.com.br/?p=536

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Era uma vez num coral de recifes, uma grande comunidade de moluscos que moravam em suas conchas e eram protegidos dos perigos do oceano pela barreira criada por esta proteção dos arrecifes e pelas conchas, que carregavam em suas costas.

Suas atividades diárias compunham-se de buscar alimento e proteger os membros de seu grupo dos inimagináveis perigos que rondavam pelo oceanos: peixes famintos, ondas gigantes, monstros marinhos… Então, sempre havia um deles guardando as fronteiras, que à menor sensação de perigo, soava o alarme e todos se escondiam dentro de suas conchas muito duras.

Para onde quer que fossem, esses pequenos animais carregavam em suas costas essa carapaça, que faziam com que se sentissem seguros. Ora, ninguém nem imaginava que existisse outra coisa que não fosse essa vida que levavam, na procura de comida e segurança. Cada qual por si, e todos protegidos por este grande arrecife.

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Cada qual por si, e todos protegidos por este grande arrecife.

Com o passar do tempo, a comunidade só crescia e sentiam-se cada vez mais seguros, uma vez que nada acontecia ali.

Então, certa feita, chegou a este grupo um molusco novo, que havia crescido na praia, onde se escondia dentro da areia, correndo o risco de ser devorado pelas aves, que por ali voavam. Num dia uma forte tempestade, de ondas gigantes, raios e mar em fúria arrancou sua concha e o arremessou no mar, sozinho.

Ele nunca tinha sentido algo tão diferente: uma sensação de medo e ao mesmo tempo uma senso de liberdade. Não conseguia compreender, porque ele olhava o mundo de um ângulo que nunca tinha visto: sem a segurança de sua concha, num mar aberto, cheio de novos perigos, que nunca tinha enfrentado: peixes e outros seres marinhos. Entre um movimento aqui e uma nadada ali, deu-se conta que o oceano era muito maior que a praia onde ele vivia e as possibilidades pareciam ser infinitas, mas sentia-se incomodado, por não ter uma concha que o protegesse mais, que dava formato para seu corpo, que o dava conformidade com os de sua espécie. O que seria ele agora? Como ele poderia explicar tudo isso para os outros? E essas novas sensações…

Até que o mar o conduziu a este arrecife, onde morava a comunidade dos moluscos.

Ao chegar nos arrecifes, sem nenhuma concha, aqueles moradores ficaram escandalizados. “Como pode alguém se expor dessa forma?”, perguntou o ancião. “Ele não segue os padrões divinos!”, exclamou o sacerdote. “Precisa ser contido, antes que influencie nossa comunidade e coloque todos em perigo”, gritou a autoridade máxima.

O molusco, que havia descoberto que sua concha era uma proteção, mas o impedia de viver tamanhas experiências, começou a contar para os outros o que tinha acontecido com ele e como essa grande tempestade  o fez perceber que a vida ia além de sua concha de segurança. Ele não estava interessado em converter ninguém para tirar suas conchas, apenas queria viver dessa forma, que era arriscado, mas trazia uma liberdade imensa.

Começou pelos mais jovens, que começaram a tirar suas conchas para sentir as ondas que quebravam nos recifes; depois, por aqueles que não se encaixavam nessa vida nos corais. A revolução empurrou o Grande Conselho dos Moluscos a tomar uma decisão inédita: Aqueles que retirassem suas conchas deveriam ser expulsos do arrecife. Representavam um grande risco para o sistema e para os mais jovens, expondo-se ao perigo de não carregar as pesadas e protetoras conchas em suas costas.

E assim, o foi. Expulsaram o viajante e aqueles que se recusaram a colocar as conchas de volta, que foram lançados ao mar e arriscaram-se a viver sujeitos à natureza e a tudo o que ela traz consigo: vida, ondas, chuvas, tempestades, sol, novas paisagens, novas sensações, perigos e aquela maravilhosa descoberta que pode-se viver sem as conchas, que os tornavam uniformes.

Não há nenhuma promessa ou milagre por trás de nos tornamos nós mesmos.

Não ganharemos prêmios, não seremos reconhecidos pelas autoridades e comunidade como seres maravilhosos. Ao contrário, somos um risco para aqueles encouraçados que não conseguem imaginar o mundo sem as conchas. Então, o que vale? Vale por poder nadar no mar, vivências ondas, experimentar novas sensações e ao fim, reconhecer-se como um ser humano e não como uma concha, que continha algo dentro.

As grandes tempestades da vida nos alcançam, quando não conseguimos por nós mesmos deixar as conchas para trás e experimentar novos sabores e olhares para a vida. Então, como um turbilhão de vida, as tempestades arrancam à força nossas proteções, mexe com nosso estilo de viver, derruba nossas personalidades de proteção e nos lança num mar de novas experiências. Depende de nós, olhar para esta nova realidade e entender que podemos viver diferente ou sair loucamente desesperados por uma nova concha protetora. Não há respostas fáceis ou certas, apenas a grande aventura de dizer “SIM” para a vida!

Certamente não faltarão censores e portadores da “verdade” que tentaram nos conformar com a visão “correta” da vida. Vale mais escutar a intuição e o próprio coração, que sair a busca de soluções mágicas ou de mestres. O verdadeiro mestre mora dentro de nós, fora da concha.

Ao deixamos nossas conchas para trás precisamos olhar para nós mesmos com um novo olhar e procurar reconhecer que a experiência de viver é muito mais intensa e forte e

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Ao deixamos nossas conchas para trás precisamos olhar para nós mesmos com um novo olhar

que a concha não somos nós, mas por um tempo nos ajudou a viver e quando e quando estamos prontos, podemos deixa-la e mergulhar nas águas da vida com mais sabor.

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Viver alegremente https://minasi.com.br/viver-alegremente/ Fri, 04 Dec 2015 14:16:21 +0000 http://minasi.com.br/?p=41

“A vida é sem propósito. Não fique chocado. Toda a idéia de propósito é errado – ele sai da ganância.

“A vida é uma alegria, um espírito brincalhão, um divertimento, um riso, sem nenhum objetivo em tudo. A vida é seu próprio fim, não tem outro fim. No momento em que você entende isso, você entendeu o que a meditação é tudo. Ele vive em sua vida com alegria, brincadeira, totalmente, e sem propósito no final, sem propósito em vista, nenhum propósito ali. Assim como as crianças pequenas brincando na praia do mar, coletando conchas e pedras coloridas. Com que objetivo?

“Não existe nenhum propósito em tudo.”

OSHO

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