transtorno https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Mon, 07 Aug 2023 21:23:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 transtorno https://minasi.com.br 32 32 103183256 Transtorno de ansiedade na prática https://minasi.com.br/transtorno-de-ansiedade-na-pratica/ https://minasi.com.br/transtorno-de-ansiedade-na-pratica/#respond Mon, 07 Aug 2023 21:23:45 +0000 https://minasi.com.br/?p=3128

A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem emitido alertas sobre dois assuntos muito importantes nos dias atuais: a depressão e o transtorno da ansiedade, como problemas dentro da saúde mental que atingem a população global. Isso é fácil de notar pelo número de pessoas nos consultórios psiquiátricos e psicológicos com problemas para lidar com estes assuntos em seu dia a dia.

O Transtorno da ansiedade é um Fenômeno Social

Começar do topo, porque o transtorno da ansiedade não é um fenômeno individual, é um problema de saúde pública no mundo todo e principalmente no Brasil. Novos dados divulgados por uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas nos apontam que: 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade.

Isto significa que numa população de 203.000.000 de pessoas, conforme o censo de 2021, atualmente 56.000.000 receberam um diagnóstico médico de um tipo de transtorno. Considerando que muita gente nem vai ao médico, poderíamos supor que este número chegue com facilidade próximo de 50% da população brasileira na manifestação de transtorno de ansiedade.

Podemos imaginar que isso deveria ser um problema de adultos, preocupados com os boletos do dia a dia ou com filhos, casamentos, trabalho, mas esta mesma pesquisa aponta que um terço (31,6% – 10.000) da população mais jovem, de 18 a 24 anos, é ansiosa principalmente entre as mulheres (34,2%).

Estes dados apontam que precisamos mudar a forma como nossa sociedade está se estruturando, diminuir a pressão e aumentar o prazer e o relaxamento.

Quando falamos sobre ansiedade a nível individual, pessoal, temos que fazer um contraponto e tentar perceber o que é transtorno, adoecimento e o que é a vida normal e comum?

Ansiedade x transtorno da ansiedade

A ansiedade (energia do fazer, atuar, realizar) enquanto energia é importante e necessária na vida. Sem ela, ficaríamos pensando e pensando e nada colocaríamos em prática. Isso me lembra o sujeito que estava deitado na rede e grita para a mãe: A gente tem remédio para veneno de cobra? E a mãe responde: “Não. Você foi picado?” E o sujeito interpela: “Está vindo uma lá no jardim.” Ou seja, nossa capacidade de ação, da ação certa.

Eu considero o transtorno da ansiedade como um alarme de incêndio ou um detector de fumaça. O sofrimento está na camada externa, no topo da sensação. E o motivo não está fora. Ele está dentro de cada um. O problema não é o externo, mas como eu entendo, sinto e ajo dentro de mim.

Se o detector de fumaça ou alarme de incêndio dispara o que devemos fazer? Desligar o alarme ou procurar a origem da fumaça ou do incêndio? É mais fácil, cômodo, desligar o alarme, tirar as suas pilhas, desliga-lo da tomada de energia do que entrar para os porões esquecidos do inconsciente em busca dos motivos individuais que estão fazendo disparar o alarme.

O elástico tem uma função e uma capacidade de elasticidade. Você estica e ele volta ao seu estado natural, agora, o que acontece se eu o esticar e manter esticado por muito tempo? Ou se eu o colocar em um local muito mais frio? Vai alterar suas propriedade e capacidade de funcionamento.

A ideia de que somos capazes de tudo, de que podemos tudo é uma distorção de nossa época. Cada um de nós funciona de uma forma especifica, segundo a sua história pessoal, segundo o funcionamento da sua família original. Quando nos sentimos forçados a funcionar ou a agir de um jeito muito diferente do que somos, acontece aqui um Stress, ou melhor dizendo, um distress. E temos uma capacidade interior, individual de suportar isso. Se passo a funcionar muito além de minha capacidade por um longo período de tempo, começa o transtorno, que pode ir piorando numa escala até o adoecimento severo, crônico.

O transtorno da ansiedade pode começar apenas com pensamentos redundantes sobre um assunto; pode começar com um sentimento de medo ou de fuga; pode começar com sensações físicas nas mais diversas formas. À medida que o medo aumenta e se foge do problema, conflito ou situação, os sintomas tendem a se agravar, como no exemplo do alarme de incêndio, gritando mais alto dentro do organismo e da psiquê.

A Personalidade atuando

Cada pessoa funciona de uma forma diferente das outras, mesmo gêmeos univitelinos vão apresentar sensação, emoção e comportamento distintos. A forma como percebemos a vida desde o ventre de nossa mãe nos molda para o que acontece no dia a dia. Então, no caso da ansiedade também será assim. Pode-se ser mais energético com a vida, tentando resolver os conflitos e as situações sem deixar acumular, mas pode-se ser mais mental e afastando a atitude e a ação e funcionando no planejamento e pensamento. Isto certamente vai afetar como o transtorno da ansiedade pode atingir e a sensação em relação aos acontecimentos. Quanto mais se distancia da ação e da resolução e se aproxima do medo, mais congelamento e mais a ansiedade vai funcionar como um automóvel, onde engata a marcha, acelera e ao mesmo tempo puxa o freio de mão, fazendo com que os pneus girem, mas o carro não saia do lugar. Esta é a imagem do transtorno: uma quantidade enorme de energia produzida e sem destinação.

OLHAR, SENTIR, AGIR

Para sair deste lugar precisa querer olhar para as camadas inferiores da ansiedade e perceber do que temos medo. O que freia a nossa ação? Por que não faço o que desejo?

Olhar

A primeira etapa é olhar para o que estou sentindo e para isto, vamos realizar em dois movimentos oculares:

Ponto fixo

Para realizar este movimento, siga os seguintes passos:

  1. Sente-se em uma cadeira, poltrona ou qualquer lugar onde os seus pés alcancem o chão.
  2. Descruze as pernas e coloque os dois pés firmes no solo
  3. Usando uma caneta, lápis ou o próprio dedão da mão (que pode ser esquerda ou direita), extenda o braço a uma distância de aproximadamente 30 cm do rosto.
  4. Posicione o objeto entre os dois olhos e mantenha ele firme
  5. Olhe para o objeto e mantenha o olhar fixo, lembrando de respirar
  6. Fique nesta posição por aproximadamente 2 minutos.
  7. Enquanto olha para o objeto, pense sobre o que te aflige.
  8. Depois de terminar, anote suas sensações, pensamentos e emoções

Lateralização dos olhos

Para realizar este movimento, siga os seguintes passos:

  1. Sente-se em uma cadeira, poltrona ou qualquer lugar onde os seus pés alcancem o chão.
  2. Descruze as pernas e coloque os dois pés firmes no solo
  3. Usando uma caneta, lápis ou o próprio dedão da mão (que pode ser esquerda ou direita), estenda o braço a uma distância de aproximadamente 30 cm do rosto.
  4. Movimente o objeto para as laterais direita e esquerda da cabeça
  5. Acompanhe o objeto com os olhos, sem mexer a cabeça, apenas com o movimento ocular, lembrando de respirar
  6. Continue o movimento por aproximadamente 2 minutos.
  7. Enquanto olha para o objeto, pense sobre o que tem medo.
  8. Depois de terminar, anote suas sensações, pensamentos e emoções

SENTIR

Respiração

Com o auxilio de uma bexiga de aniversário vazia siga os seguintes passos:

  1. Sente-se em uma cadeira, poltrona ou qualquer lugar onde os seus pés alcancem o chão.
  2. Descruze as pernas e coloque os dois pés firmes no solo
  3. Encha o seu abdômen (barriga) de ar.
  4. Sopre a bexiga sem tomar fôlego, até esvaziar bem os pulmões.
  5. Repita este movimento por aproximadamente 2 minutos.
  6. Enquanto enche a bexiga, pense sobre o que te aflige.
  7. Depois de terminar, anote suas sensações, pensamentos e emoções

AGIR

O que pode acontecer enquanto pratica estes movimentos?

Pode não acontecer nada, apenas respirar e movimentar os olhos e isso já é muito, porque vai estar pensando e elaborando as situações. Também, podem emergir sensações, sentimentos, emoções ou pensamentos. Tudo isso pertence a você.

O que fazer com o que emerge?

  1. permitir a existência da sensação, emoção, sentimento
  2. expressar o que senso, sinto
  3. elaborar seja individualmente pensando, conversando com alguém ou num processo de terapia.

REFERÊNCIAS

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37237-de-2010-a-2022-populacao-brasileira-cresce-6-5-e-chega-a-203-1-milhoes

https://www.clinicakowalski.com.br/post/por-que-o-homem-vai-menos-ao-medico#:~:text=Isso%20ocorre%20desde%20motivos%20como,m%C3%A9dico%20pelo%20maior%20per%C3%ADodo%20poss%C3%ADvel.

Navarro, Frederico – Caracteriologia Pós-Reichiana – Summus, 1995

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Ansiedade, pânico ou ataque cardíaco? https://minasi.com.br/ansiedade-panico-ou-ataque-cardiaco/ https://minasi.com.br/ansiedade-panico-ou-ataque-cardiaco/#respond Mon, 10 May 2021 14:58:47 +0000 https://minasi.com.br/?p=2386

Você sabia que uma crise de ansiedade pode ser confundida com um infarto? Isso porque os sintomas podem ser muito parecidos e causar dúvidas. Nesse caso, a pessoa sente dor no peito, ansiedade, falta de ar, palpitações, sudorese, sensação de sufocamento, náuseas, tontura, calafrios e medo de morrer, entre outros sinais que são comuns a eventos cardíacos e ataques de pânico.

É importante que, de qualquer forma, quando os sintomas se iniciarem, a ajuda médica seja procurada imediatamente. Afinal, o infarto requer atendimento de urgência, para que consequências mais graves sejam evitadas. Já a crise de ansiedade, embora não cause perigo de morte, precisa ser diagnosticada e tratada para que a qualidade de vida do paciente melhore.

Neste artigo, explicaremos as particularidades de uma crise de ansiedade e de um infarto, assim como o que deve ser feito em cada uma dessas situações. Continue a leitura e saiba mais!

O que é a ansiedade?

dor no peito ansiedade

A ansiedade é caracterizada como um distúrbio psiquico-corporal que prejudica a qualidade de vida de diversas pessoas ao redor do mundo. Controlar essa sensação pode ser um desafio para muitos durante toda a vida. Sem saber como lidar com esse sentimento, muitas pessoas acabam aprendendo a conviver com essa apreensão por longos períodos.

Quem sofre desse distúrbio acaba se preocupando em excesso e, por fim, seus temores passam longe da realidade. Em resumo, isso tudo atrapalha muito o cotidiano. Os transtornos de ansiedade podem ser divididos em transtorno de ansiedade generalizada, síndrome e ataques de pânico e fobias específicas.

Ataque de pânico

O ataque de pânico é o que está relacionado aos sintomas comuns ao infarto. Ele é caracterizado por um período curto em que uma pessoa sente angústia e medo extremos, de início súbito e acompanhados por sintomas emocionais e físicos. Os sinais do ataque de pânico são:

  • dor no peito;
  • sensação de engasgo;
  • medo de morrer, perder o controle ou enlouquecer;
  • agitação;
  • náuseas e vertigens;
  • dormência e formigamento, principalmente, nas mãos e pés;
  • palpitações;
  • sudorese;
  • tremor;
  • sensação de falta de ar.

Como os sintomas de um ataque de pânico envolvem órgãos vitais, como coração, cérebro e pulmões, é comum que as pessoas pensem que estão vivenciando um problema relacionado a outras doenças.

Geralmente, os sinais atingem o seu ápice em 10 minutos e, após esse tempo, regridem. Quando isso ocorre, não há alterações nos exames laboratoriais, ou seja, um médico não consegue achar nenhum problema na saúde do paciente que justifique os sintomas.

O que é o infarto?

Os músculos do coração trabalham sem pausa para oferecer sangue rico em nutrientes e oxigênio para todo o organismo. Dessa forma, eles também precisam receber suprimento sanguíneo adequado, trabalho que é feito pelas artérias coronarianas.

Por diversos motivos, pode ocorrer bloqueio em alguma dessas artérias, resultando em isquemia (falta de sangue). Os músculos do coração podem aguentar a isquemia por alguns minutos, mas, se o suprimento de sangue não retornar, o tecido sofre necrose, ou seja, morre.

Dessa forma, a área irrigada pela artéria ocluída perderá a sua função e o coração sofrerá como um todo, visto que uma de suas partes não poderá mais bombear o sangue. Nesse caso, dizemos que a pessoa sofreu um infarto, que também é denominado ataque cardíaco.

Quais os sintomas do infarto?

Apesar de comum, a dor forte no peito não é o único sinal de infarto, e outros sintomas podem indicar que algo está errado. O mais comum é que o paciente apresente um conjunto de indícios que, geralmente, surgem de repente. O primeiro sinal é a dor ou aperto no peito, que costuma se espalhar para o queixo ou braço e ombro esquerdo.

Além disso, quando apenas um pequeno ramo da artéria se encontra obstruído, atingindo uma área do músculo cardíaco, o infarto pode ser silencioso, ou seja, assintomático. Os sintomas do infarto incluem:

  • dor no peito, geralmente, opressiva, que pode irradiar para nuca, queixo, ombros ou para os membros superiores;
  • dor no abdômen, que pode ser confundida com indigestão (menos frequentemente);
  • sensação de desmaio ou desmaio;
  • transpiração intensa e repentina;
  • náuseas;
  • falta de ar;
  • dormência e formigamento;
  • palpitações;
  • inquietação;
  • sensação de morte iminente;
  • desorientação.

É importante ter em mente que os sinais podem começar repentinamente, demonstrando um quadro agudo e mais grave, assim como ser insidiosos. Em alguns casos, não existe bloqueio completo da artéria e o suprimento sanguíneo diminui aos poucos.

É possível ter dores por 20 minutos, por exemplo, o que mostra o problema crescente, sendo um sinal de falha nas artérias coronarianas. Apesar de todos os indícios descritos, uma a cada cinco pessoas que sofrem um infarto têm apenas sintomas leves ou, até mesmo, nenhum sinal.

Como lidar com os sintomas do infarto?

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Como visto, a dor no peito de ansiedade e a de um infarto podem ser muito semelhantes. Dessa forma, é indicado procurar um serviço de urgência logo quando os sintomas começam. Afinal, no caso de um infarto, o tempo é um fator importante para a recuperação e a possibilidade de cura do coração.

Quando uma pessoa dá entrada com tais sintomas, são feitos alguns exames para verificar se há isquemia cardíaca. O eletrocardiograma, também chamado de ECG, é um exame que mede a atividade elétrica do coração e é capaz de diagnosticar se há alguma área de necrose ou com irregularidade na movimentação muscular.

Enzimas cardíacas

As enzimas cardíacas também são importantes nesse quadro, visto que sinalizam a morte das células do coração e são fundamentais para o diagnóstico de infarto. Elas são identificadas pelo exame sanguíneo, feito rapidamente quando o paciente dá entrada no serviço de urgência.

A creatinofosfoquinase (CPK) se eleva na corrente sanguínea dentro de três a seis horas após o início de um ataque cardíaco, por exemplo. Já a mioglobina, outra enzima do coração, é liberada pelo músculo que sofreu necrose rapidamente, começando a elevar seus títulos após uma ou duas horas do evento. Além dessas, existem outras enzimas cardíacas que servem como marcadores.

Quando as enzimas e o eletrocardiograma têm resultado normal, a possibilidade de ataque cardíaco é desconsiderada. Nesse momento, é fundamental que o médico levante a possibilidade de uma crise de pânico, devido à semelhança do quadro.

Como lidar com os sintomas dos transtornos de ansiedade?

No caso dos transtornos de ansiedade, o primeiro passo é procurar ajudar capacitada: um terapeuta, um psicólogo ou um profissional que ajude você a lidar com os sintomas. O ataque de pânico pode acontecer novamente dentro de meses ou semanas, e se tornar frequente, prejudicando a qualidade de vida.

A ansiedade pode ser motivada por diversos fatores, mas principalmente, pela forma em lidar com suas emoções, em especial, o medo. Existem diversas terapias integrativas que podem ajudar bastante, como aculpuntura, yoga, pilates…

Como controlar a ansiedade no dia a dia?

É comum termos dificuldade de controlar a ansiedade no dia a dia. Tanto para quem sofre do transtorno de forma generalizada quanto para pessoas levemente ansiosas, é um desafio adotar medidas para controlar esse distúrbio.

Uma dica para que as recomendações funcionem é a repetição, visto que tentar esporadicamente não fará a ansiedade sumir de forma milagrosa. Por isso, é preciso desenvolver hábitos positivos por meio da reeducação do cérebro.

Controle sua respiração

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A respiração é algo fundamental para o controle diário da ansiedade. Praticar a respiração profunda é um conselho antigo e pede um pouco de treinamento. Ao inspirarmos e expirarmos o ar lentamente, fazemos com que nosso cérebro compreenda que devemos relaxar. Controlar a respiração oferece um efeito de relaxamento quase que imediato.

Porém, quando nos encontramos em situações de alto estresse e nervosismo, é comum termos dificuldade de realizar a respiração profunda. Por isso, é preciso treino para que ela possa se tornar eficiente com o tempo. Dois minutos diários de treinamento podem fazer a diferença para que o corpo aprenda a se acalmar na hora dos momentos mais aflitos.

Evite situações de gatilho

Em muitos casos, a ansiedade é provocada por situações que acontecem de repente e nos pegam de surpresa. Mas determinados acontecimentos servem como gatilho para desencadear uma crise ou para um comportamento ansioso. Por exemplo, a ida a um local estressante e uma conversa com uma pessoa negativa podem ser gatilhos para certas pessoas desenvolverem quadros de ansiedade.

Faça atividade física

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Praticar qualquer tipo de atividade física, pelo menos três vezes por semana, oferece inúmeros benefícios para a saúde. Além de auxiliar no controle da ansiedade, exercícios diários previnem e servem como tratamento complementar para alguns transtornos mentais.

Movimentar o corpo libera os hormônios da felicidade, oferecendo bem-estar e disposição física para todo o dia. Procure uma atividade que você goste e desfrute dos benefícios. Assim, é importante identificar quais são os seus gatilhos e procurar evitá-los sempre que possível.

Tenha um sono de qualidade

Dormir uma boa noite de sono é um dos métodos mais eficazes para diferentes situações, inclusive, para a ansiedade. Ter um sono tranquilo é uma forma de se manter relaxado e de se preparar para lidar com os acontecimentos do dia a dia.

Por outro lado, dormir mal contribui para o aumento de cortisona no organismo, levando a quadros de irritabilidade e até dor no peito e ansiedade. Para pessoas que sofrem de insônia, pequenas mudanças de hábitos podem ser muito benéficas. Criar uma rotina antes de ir para a cama, por exemplo, ajuda a desacelerar o cérebro e prepara para o sono.

Encontre técnicas relaxantes

Meditação e técnica de relaxamento
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Ao chegar em casa depois de um dia intenso de trabalho, escute uma música relaxante, apague as luzes do seu quarto e deite confortavelmente. Tente esvaziar a mente e não pensar nos problemas, no trabalho ou nas tarefas de casa.

Concentre-se no momento presente. Preste atenção na sua respiração e deixe se envolver pela música, de preferência, utilize fones de ouvido que ajudam a aprofundar no relaxamento.

Repita esse momento curto de tranquilidade diariamente, que logo perceberá a ansiedade diminuindo. Se você está acostumado a chegar do trabalho e se encher de tarefas, pode estranhar um pouco essa prática, no início. Lembre-se de que esses momentos curtos de silêncio diário são fundamentais para manter a saúde mental.

Portando, mesmo com a dor no peito de ansiedade, existem diferenças entre essa condição e o infarto. Nas duas situações, esperar não é a melhor opção! Se a pessoa estiver sofrendo um ataque cardíaco e não receber intervenção médica a tempo, pode ir a óbito. Já no caso da crise de pânico, não receber atendimento adequado pode agravar o problema, aumentando a frequência dos ataques.

Se precisa de ajuda com a ansiedade, fale comigo!

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Ansiedade: os brasileiros são campeões, segundo da OMS https://minasi.com.br/ansiedade-os-brasileiros-sao-campoes-segundo-da-oms/ Mon, 05 Feb 2018 12:57:06 +0000 http://minasi.com.br/?p=1060 O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. Pesam nesse cenário, dizem especialistas, fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego, e ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades.

O transtorno de ansiedade é um problema de saúde pública que a dona de casa Rosana Sandra Dal Bello, de 56 anos, conhece bem. Moradora de São Paulo, ela começou a ter os primeiros sintomas há 32 anos, alguns dias após o nascimento de sua primeira filha. “Eu tinha aquele bebezinho lindo no meu colo e estava tudo bem. Mas, de repente, passei a sentir um medo e uma agonia gigantescos, que me paralisavam. Não conseguia fazer nada, nem dormir.”

Rosana procurou ajuda médica e após muitas consultas obteve o diagnóstico: transtorno de ansiedade. Depois, ela ainda foi diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. “Até acertar a medicação e a dosagem corretas, o sofrimento foi muito grande. Mas, hoje, os transtornos estão controlados.”

Medo e agonia. ‘Não conseguia nem dormir’, diz Rosana – foto: Gabriela Bilo/Estadão
Rosana não foi a primeira da família a enfrentar a doença. Sua mãe, de 74 anos, também teve quadro clínico parecido quando mais nova. “Na época, ela não teve o diagnóstico, até porque era uma doença ainda desconhecida. Mas tomou vários tipos de remédio e ficou internada em hospital psiquiátrico.”
O transtorno de ansiedade é marcado por sintomas como a dificuldade de concentração, problemas no sono e preocupação excessiva. Segundo André Brunoni, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), esses sintomas podem levar ao quadro depressivo, caracterizado pelos sintomas do transtorno acrescido de alterações no humor, como apatia, solidão, tristeza, além do isolamento social e dores sem justificativa física.

O número de diagnósticos em mulheres, diz ele, é maior por uma conjunção de fatores biológicos e culturais. Segundo Brunoni, a gravidez, a menopausa e o próprio ciclo menstrual provocam alterações hormonais que podem levar a manifestação dos sintomas desses transtornos. Elas também têm mais problemas na tireoide – responsável pela produção de hormônios. Já os homens têm uma resistência maior em procurar atendimento médico e também de expressar os sintomas, por isso, há um menor número de diagnósticos.

Ao Estado, o especialista da OMS para saúde mental, Dan Chisholm, indicou que é difícil indicar um fator isolado para explicar a alta taxa de transtornos de ansiedade no Brasil e mesmo de casos de depressão. “Ao contrário de outras doenças, existem muitos fatores que atuam de forma conjunta para criar esse cenário”, explicou.

Em sua avaliação, os principais fatores de risco que podem pesar no caso brasileiro incluem a situação econômica do país, os níveis de pobreza, desigualdade, desemprego e recessão. Além disso, existem fatores ambientais, como o estilo de vida em grandes cidades.

Desafio. Os dados da OMS mostram que o problema é global. São 322 milhões de pessoas com depressão em todo o mundo – 4,4% da população e 18% a mais do que há dez anos. De acordo com a entidade, no Brasil, em 2015, eram 11,5 milhões com a doença e 18,6 milhões com transtorno de ansiedade.

A OMS escolheu a depressão como o tema a ser alvo de campanha internacional. Para a entidade, governos ainda não dão uma atenção suficiente a esse problema de saúde. Na frente do Brasil na lista de países com mais vítimas da depressão estão a Ucrânia (6,3%), seguida da Estônia, dos Estados Unidos e da Austrália (os três com 5,9%).
No panorama mundial, as mulheres são as principais afetadas: 5,1% são depressivas. Entre os homens, a taxa é de 3,6%.

Segundo a OMS, a depressão é a doença que mais contribui com a incapacidade no mundo. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano.
Além da depressão, a entidade indica que, ao redor do mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.

 No total, a OMS ainda estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais geram uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo.

Os 15 países com as maiores taxas de depressão:

  • Ucrânia (6,3%)
  • Austrália (5,9%)
  • Estônia (5,9%)
  • Estados Unidos (5,9%)
  • Brasil (5,8%)
  • Portugal (5,7%)
  • Grécia (5,7%)
  • Lituânia (5,6%)
  • Finlândia (5,6%)
  • Belarus (5,6%)
  • Rússia (5,5%)
  • Cuba (5,5%)
  • Nova Zelândia (5,4%)
  • República da Moldávia (5,4%)
  • Barbados (5,4%)

Fonte: *Jamil Chade e Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

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