Somatopsicologia https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Sun, 26 Jan 2020 20:22:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 Somatopsicologia https://minasi.com.br 32 32 103183256 Wilhelm Reich, o pai da psicologia corporal https://minasi.com.br/wilhelm-reich-o-pai-da-psicologia-corporal/ https://minasi.com.br/wilhelm-reich-o-pai-da-psicologia-corporal/#respond Sun, 26 Jan 2020 20:22:51 +0000 https://minasi.com.br/?p=1888

A Psicologia Corporal

A Psicologia Corporal é uma ciência que estuda o homem em seu aspecto somatopsicodinâmico, onde o corpo e a mente são trabalhados em seu conjunto e em sua relação funcional.

Tem suas raízes nos trabalhos desenvolvidos por Wilhelm Reich (1897-1957), que abandonou a técnica da psicanálise quando descobriu que o corpo contém a história de cada indivíduo e é por meio dele que deveríamos buscar resgatar as emoções mais profundas.

Assim, Reich criou sua própria escola de pensamento e técnicas específicas, cuja prática está voltada tanto ao trabalho do corpo, como da mente, cuja base se dá na atuação direta sobre o sistema neurovegetativo (simpático e parassimpático). A essa técnica, Reich denominou de Vegetoterapia.

Na continuidade de seus trabalhos, Reich também descobriu que a energia que circula dentro do corpo humano é a mesma que no cosmos, à qual chamou de energia orgônio.

Então, sua técnica de trabalho passou a ser denominada Orgonoterapia, porque passou a integrar em um único trabalho as questões psicológicas, corporais e a dinâmica energética do paciente. Assim, consolidou-se a ciência que Reich chamou de Orgonomia.

Tomando por base os trabalhos iniciais de Reich, o médico americano Alexander Lowen complementou, acrescentou e modificou as técnicas iniciais, até encontrar seu jeito próprio de trabalhar. Construiu seus próprios constructos teóricos e práticos e denominou sua escola de Análise Bioenergética que tal qual a Orgonomia de Reich é uma das escolas de grande respeito e destaque.

Reich – O pai da Psicologia Corporal

Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão de sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.

Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.

As opiniões radicais de Reich a respeito de sexualidade resultaram em consideráveis equívocos e distorções de seu trabalho por autores futuros e, conseqüentemente, despertaram muitos ataques difamatórios e infundados.

Wilhelm Reich se interessou muito pela sexualidade humana. Quando era jovem estudante de Medicina, Reich visitou Freud pela primeira vez para procurar ajuda a fim de organizar um seminário sobre sexologia na escola médica que ele freqüentava (Higgens e Raphael, 1967). Além disso, a principal atividade política de Reich consistia em ajudar a fundar clínicas de higiene sexual patrocinadas pelos comunistas para a classe trabalhadora, na Austria e na Alemanha.

As idéias de Reich e suas clínicas eram muito controvertidas para a época e seu programa de para as clínicas de orientação sexual incluía características modernas ainda hoje. Entre seus tópicos destacavam-se:

  1. Livre distribuição de anticoncepcionais para qualquer pessoa e educação intensiva para o controle da natalidade.
  2. Completa abolição das proibições com relação ao aborto.
  3. Abolição da distinção legal entre casados e não-casados; liberdade de divórcio.
  4. Eliminação de doenças venéreas e prevenção de problemas sexuais através da educação sexual.
  5. Treinamento de médicos, professores etc., em todas as questões relevantes da higiene sexual.
  6. Tratamento, ao invés de punição, para agressões sexuais.

Quem foi Wilhelm Reich?

Reich nasceu no então Império Austro-húngaro, em sua parte mais oriental, numa família sem muitas posses e numa pequena vila. Era filho de Leon e Cecília Reich. Ainda jovem, mudou-se para Bukovina, onde o pai administrava uma fazenda. Teve nacionalidade austríaca até 1938, e falava o idioma alemão.

Em 1914 o pai morre de pneumonia (a mãe já tinha falecido em 1910) e Reich cuida da fazenda, ao tempo em que prossegue os estudos – mas no ano seguinte a fazenda é destruída durante os conflitos da I Guerra Mundial, e Reich alista-se no exército austríaco.

Em 1918, com o fim dos conflitos, Reich ingressa no curso jurídico da Universidade de Viena, mas logo transfere-se para a Faculdade de Medicina. Formando-se em 1923, inicia seus trabalhos com o tratamento de pacientes com distúrbios mentais, na Universidade Neurológica e Psiquiátrica, junto a Paul Schilder. Inclui no tratamento técnicas de hipnose e de psicoterapia.

Em 1924, faz sua pós-graduação, sendo membro integrante da sociedade psicanalítica de Viena, até 1930. Foi casado com Annie Reich, de que separou-se em 1932, vivendo com Elsa Lindenberg, com quem veio a casar-se em 1939.

Em 1933 é forçado pelo nazismo a sair da Alemanha, mudando-se para Oslo, na Noruega, laborando no Instituto de Psicologia da universidade local. Ali vive até 1939, quando muda-se para Nova York, cuidando de divulgar suas idéias, agora na língua inglesa, tendo seu “A função do orgasmo” sido neste idioma publicado a primeira vez em 1942.

Nos Estados Unidos Reich cria um instituto para o estudo do “orgônio universal”, que intenta utilizar em tratamentos – inclusive do câncer.

Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.

Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.

Onde quer que fosse, Reich era tratado como louco, e suas idéias como pura mistificação. Seus seguidores atribuem a prisão, bem como as anteriores perseguições, a uma eventual conspiração da sociedade freudiana. Em 1954 passa a ser investigado pela FDA (Federal Food and Drug Administration), que lhe rende um processo e posterior aprisionamento, após infrutíferas tentativas de apelação. Encarcerado desde 12 de março de 1957, morre de ataque cardíaco em 3 de novembro.

Caráter

De acordo com Reich, o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. Inclui atitudes e valores conscientes, estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo).

O conceito de caráter já havia sido discutido anteriormente por Freud, em sua obra Caráter e Erotismo Anal. Reich elaborou este conceito e foi o primeiro analista a tratar pacientes pela interpretação da natureza e função de seu caráter, ao invés de analisar seus sintomas.

A Couraça Caracterológica

Reich sentia que o caráter se forma como uma defesa contra a ansiedade criada pelos intensos sentimentos sexuais da criança e o conseqüente medo da punição. A primeira defesa contra este medo é o Mecanismo de Defesa do Ego conhecido por repressão, o qual refreia os impulsos sexuais por algum tempo. À medida que as Defesas do Ego se tornam cronicamente ativas e automáticas, elas evoluem para traços ou couraça caracterológica.

Esse conceito de couraça caracterológica de Reich inclui a soma total de todas as forças defensivas repressoras organizadas de forma mais ou menos coerente dentro do próprio ego. Para ele, o desenvolvimento de um traço neurótico de caráter indicaria a solução de um problema reprimido ou, por outro lado, ele torna o processo de repressão desnecessário ou transforma a repressão numa formação relativamente rígida e aceita pelo ego.

Assim pensando, Reich afirma que os traços de caráter neuróticos não são a mesma coisa que sintomas neuróticos. A diferença entre esses traços neuróticos e os sintomas neuróticos repousa no fato de que sintomas neuróticos, tais como os medos, fobias, etc., são experienciados como estranhos ao indivíduo, como elementos exteriores à psique, enquanto que traços de caráter neuróticos (ordem excessiva ou timidez ansiosa, por exemplo) são experimentados como partes integrantes da personalidade.

A pessoa pode se queixar do fato de ser tímida, mas esta timidez não parece ser significativa ou patológica como são os sintomas neuróticos. As defesas de caráter são particularmente efetivas e, além disso, difíceis de se erradicarem pelo fato de serem bem racionalizadas pelo indivíduo e experimentadas como parte de seu auto-conceito.

Reich se esforçou continuamente para tornar seus pacientes mais conscientes de seus traços neuróticos de caráter. Ele imitava com freqüência suas características, gestos ou posturas, ou fazia com que seus pacientes repetissem ou exagerassem uma faceta habitual do comportamento, por exemplo, um sorriso nervoso. À medida que os pacientes cessavam de tomar como certa sua constituição de caráter, aumentava sua motivação para mudar.

A Couraça Muscular

Reich descobriu que cada atitude de caráter tem uma atitude física correspondente e que o caráter do indivíduo é expresso corporalmente sob a forma de rigidez muscular ou couraça muscular. Reich começou a trabalhar, então, no relaxamento da couraça muscular. Ele descobriu que a perda da couraça muscular libertava energia libidinal e auxiliava o processo de psicanálise. O trabalho psiquiátrico de Reich lidava cada vez mais com a libertação de emoções (prazer, raiva, ansiedade) através do trabalho com o corpo. Ele descobriu que isto conduzia a uma vivência muito mais intensa do que o material infantil trabalhado pela psicanálise.

Reich começou, primeiramente, com a aplicação de técnicas de análise de caráter e das atitudes físicas. Ele analisava em detalhes a postura de seus pacientes e seus hábitos físicos a fim de conscientizá-los de como reprimiam sentimentos vitais em diferentes partes do corpo. Fazia os pacientes intensificarem uma tensão particular a fim de tornarem-se mais conscientes dela e de aliviar a emoção que havia sido presa naquela parte do corpo. Ele descobriu que só depois que a emoção assim “engarrafada” fosse expressa, é que a tensão crônica poderia ser aliviada por completo. Aos poucos, Reich começou a trabalhar diretamente com suas mãos sobre os músculos tensos a fim de soltar ás emoções presas a eles.

Em seu trabalho sobre couraça muscular, Reich descobriu que tensões musculares crônicas servem ara bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade, raiva ou excitação sexual. Ele concluiu que a couraça física e a psicológica eram essencialmente a mesma coisa. Com esse raciocínio, as couraças de caráter eram vistas agora como equivalentes à hipertonia muscular.

O Caráter Genital

O termo Caráter Genital foi usado por Freud para indicar o último estágio do desenvolvimento psicossexual. Reich adotou-o para se referir especificamente à pessoa que adquiriu potência orgástica. Para ele a potência orgástica era a capacidade de abandonar-se, livre de quaisquer inibições, ao fluxo de energia biológica, era a capacidade de descarregar completamente a excitação sexual reprimida por meio de involuntárias e agradáveis convulsões do corpo.

Reich descobriu que assim que seus pacientes renunciavam à sua couraça e desenvolviam potência orgástica, muitas áreas de funcionamento neurótico mudavam de forma espontânea. No lugar de rígidos controles neuróticos, os indivíduos desenvolviam uma capacidade para auto-regulação. Reich descreveu indivíduos auto-reguladores como naturais, mais do que morais. Eles agem em termos de suas próprias inclinações e sentimentos internos, ao invés de seguirem algum código externo ou ordens pré-estabelecidas por outros.

Depois da terapia reichiana, muitos pacientes que antes eram neuroticamente promíscuos, desenvolviam grande ternura e sensibilidade e procuraram, de forma espontânea, relacionamentos mais duráveis e realizadores. Os(as) pacientes cujos casamentos eram estéreis e sem amor, descobriram na terapia reichiana que já não poderiam mais ter relações sexuais por um mero senso de obrigação.

Os caracteres genitais não estão aprisionados em suas couraças e defesas psicológicas. Eles são capazes de se encouraçar, quando necessário, contra um ambiente hostil. Entretanto, sua couraça é feita mais ou menos conscientemente e pode ser dissolvida quando não houver mais necessidade dela.

Reich escreveu que caracteres genitais trabalharam sobre o complexo de Édipo, de maneira que o material edipiano já não é mais tão intensamente carregado ou reprimido. O superego, para ele, tornam-se “sexo-afirmativo”, portanto o Id e o Superego passam a estar em harmonia. O Caráter Genital é capaz de experimentar livre e plenamente o orgasmo sexual, descarregando por completo toda libido excessiva. Dessa forma, o orgasmo, o clímax da atividade sexual, seria caracterizado pela entrega à experiência sexual e pelo movimento desinibido, involuntário, ao contrário dos movimentos forçados ou até violentos dos indivíduos encouraçados.

Bioenergia

Em seu trabalho sobre Couraça Muscular, Reich descobriu que a perda da rigidez crônica dos músculos resultava freqüentemente em sensações físicas particulares, em sentimentos de calor e frio, formigamento, coceira e uma espécie de despertar emocional. Ele concluiu que essas sensações eram devidas a movimentos de uma energia vegetativa ou biológica liberada.

Reich também descobriu que a mobilização e a descarga de bioenergia são estágios essenciais no processo de excitação sexual e orgasmo. Ele chamou a isto de Fórmula do Orgasmo, um processo de quatro partes o qual Reich julgava ser característico de todos os organismos vivos.

  • Tensão Mecânica
  • Carga Bioenergética
  • Descarga Bioenergética
  • Relaxamento Mecânico

Depois do contato físico, a energia se acumula em ambos os corpos e, por fim, é descarregada no orgasmo, o qual se constitui essencialmente num fenômeno de descarga da bioenergia. O ato sexual teria a seguinte seqüência:

  1. Órgãos sexuais se entumecem de fluido – tensão mecânica
  2. Resulta uma intensa excitação – carga bioenergética.
  3. Excitação sexual descarregada em contrações musculares – descarga bioenergética.
  4. Segue-se um relaxamento físico – relaxamento mecânico

Energia Orgônica

Aos poucos Reich estendeu seu interesse pelo funcionamento físico dos pacientes à pesquisa de laboratório em Fisiologia e Biologia e, finalmente dedicou-se à pesquisa em Física. Ele chegou a acreditar que a bioenergia no organismo individual não é nada mais do que um aspecto de uma energia universal, presente em todas as coisas. Ele derivou o termo energia “orgônica” a partir de organismo e orgasmo. Dizia que a Energia Orgônica cósmica funciona no organismo vivo como energia biológica específica. Assim sendo, governa o organismo total e se expressa nas emoções e nos movimentos puramente biofísicos dos órgãos.

A extensiva pesquisa de Reich sobre Energia Orgônica e tópicos relacionados à ela foi ignorada ou repudiada pela maioria dos cientistas. Seus achados contradizem muitos axiomas e teorias estabelecidos pela Física e Biologia, e é certo que o trabalho de Reich não deixa de ter falhas experimentais. Entretanto, sua pesquisa nunca foi rejeitada ou mesmo revista com cuidado e seriamente criticada por qualquer crítico científico respeitável.

Segundo Reich, a Energia Orgônica teria as seguintes propriedades principais:Desde que Reich anunciou a descoberta da Energia Orgônica até hoje, nenhuma repetição bem intencionada de qualquer experimento crítico em Energia Orgônica foi divulgada, confirmando ou refutando seus resultados. Apesar do ridículo, da difamação e das tentativas de se repudiar Reich e sua orgonomia, não existe nenhuma contra-evidência de seus experimentos em qualquer publicação científica, muito menos uma refutação sistemática dos trabalhos científico que sustentam sua posição.

  1. A Energia Orgônica é livre de massa; não tem inércia nem peso.
  2. Está presente em qualquer parte, embora em concentrações diferentes, até mesmo num vácuo.
  3. É o meio para a atividade eletromagnética e gravitacional, o substrato da maioria dos fenômenos naturais básicos.
  4. A Energia Orgônica está em constante movimento e pode ser observada sob condições apropriadas.
  5. Altas concentrações de Energia Orgônica atraem a Energia Orgônica de ambientes menos concentrados (o que contradiz a lei da entropia).
  6. A Energia Orgônica forma unidades que se tornam o centro da atividade criativa. Estas incluem células, plantas e animais, e também nuvens, planetas, estrelas e galáxias.

Reich achava que a couraça muscular está organizada em sete principais segmentos de armadura, que são compostos de músculos e órgãos com funções expressivas relacionadas. Estes segmentos formam uma série de sete anéis mais ou menos horizontais, em ângulos retos com a espinha e o torso. Os principais segmentos da couraça estão centrados nos olhos, boca, pescoço, tórax, diafragma, abdome e pelve.

Crescimento Psicológico

Reich definiu crescimento como o processo de dissolução da nossa couraça psicológica e física, tornando-nos, gradualmente, seres humanos mais livres, abertos e capazes de gozar um orgasmo pleno e satisfatório.

De acordo com Reich, a Energia Orgônica flui naturalmente por todo o corpo, de cima a baixo, paralela à espinha. Os anéis da couraça formam-se em ângulo reto com este fluxo e operam para rompê-lo. Reich afirma que não é por acaso que na cultura ocidental aprendemos a dizer sim movendo a cabeça para cima e para baixo, na direção do fluxo de energia do corpo, enquanto que aprendemos a dizer não movendo a cabeça de um lado para o outro, na direção transversa da couraça.

A couraça serve para restringir tanto o livre fluxo de energia como a livre expressão de emoções do indivíduo. O que começa inicialmente como defesa contra sentimentos de tensão e ansiedade excessivos, torna-se uma camisa-de-força física e emocional. No organismo humano encouraçado, a Energia Orgônica é presa nos espasmos musculares crônicos.

Após a perda de um anel da couraça, o orgon do corpo não começa de imediato a correr livremente. Logo que os primeiros blocos da couraça são dissolvidos, nós descobrimos que, com os fluxos e as sensações orgônicas, a expressão do “dar” se desenvolve cada vez mais. Entretanto, couraças ainda existentes evitam seu desenvolvimento total.

Os segmentos de couraça

A terapia reichiana consiste em dissolver cada segmento da couraça, começando pelos olhos e terminando na pelves. Cada segmento é uma unidade mais ou menos independente com a qual se precisa lidar separadamente.

Três instrumentos principais são usados para dissolver a couraça:

  1. Armazenamento de energia no corpo por meio de respiração profunda;
  2. Ataque direto dos músculos cronicamente tensos (por meio de pressão, beliscões e assim por diante) a fim de soltá-los;
  3. Manutenção da cooperação do paciente lidando abertamente com quaisquer resistências ou restrições que emergem.

O Segmento Ocular

A couraça dos olhos é expressa por uma imobilidade da testa e uma expressão “vazia” dos olhos, que nos vêem por detrás de uma rígida máscara. A couraça é dissolvida fazendo-se com que os pacientes abram bem seus olhos, como se estivessem com medo, a fim de mobilizar as pálpebras e a testa, forçando uma expressão emocional e encorajando o movimento livre dos olhos, fazer movimentos circulares com os olhos e olhar de lado a lado.

O Segmento Oral

O segmento oral inclui os músculos do queixo, garganta e a parte de trás da cabeça. O maxilar pode ser excessivamente preso ou frouxo de forma antinatural. As expressões emocionais relativas ao ato de chorar, morder com raiva, gritar, sugar e fazer caretas são todas inibidas por este segmento. A couraça pode ser solta encorajando-se o paciente a imitar o choro, a produzir sons que mobilizem os lábios, a morder e a vomitar e pelo trabalho direto com os músculos envolvidos.

O Segmento Cervical

Este segmento inclui os músculos profundos do pescoço e também a língua. A couraça funciona principalmente para segurar a raiva ou o choro. Pressão direta sobre os músculos profundos do pescoço não é possível, portanto, gritar, berrar e vomitar são meios importantes para soltar este segmento.

O Segmento Toráxico

Este segmento inclui os músculos longos do tórax, os músculos dos ombros e da omoplata, toda a caixa torácica, as mãos e os braços. Ele serve para inibir o riso, a raiva, a tristeza e o desejo. A inibição da respiração, que é um meio importante de suprimir toda emoção, ocorre em grande parte no tórax. A couraça pode ser solta através do trabalho com respiração, especialmente o desenvolvimento da expiração completa. Os braços e as mãos são dos para bater, rasgar, sufocar, triturar e entrar em contato com o desejo.

O Segmento Diafragmático

Este segmento inclui o diafragma, estômago, plexo solar, vários órgãos internos e músculos ao longo das vértebras torácicas baixas. A couraça é expressa por uma curvatura da espinha para frente, de modo que há um espaço considerável entre a parte de baixo das costas do paciente e o colchão. É muito mais difícil expirar do que inspirar. A couraça inibe principalmente a raiva extremada. Os quatro primeiros segmentos devem estar mais ou menos livres antes que o diafragma possa ser solto através do trabalho repetido com respiração e reflexo do vômito (pessoas com bloqueio intenso neste segmento acham virtualmente impossível vomitar).

O Segmento Abdominal

O segmento abdominal inclui os músculos abdominais longos e os músculos das costas. Tensão nos músculos lombares está ligada ao medo de ataque. A couraça nos flancos de uma pessoa produz instabilidade e relaciona-se com a inibição do rancor. A dissolução da couraça, neste segmento, é relativamente simples, desde que os segmentos mais altos estejam abertos.

O Segmento Pélvico

Este segmento contém todos os músculos da pelve e membros inferiores. Quanto mais intensa a couraça, mais a pelve é puxada para trás e saliente nesta parte. Os músculos glúteos são tesos e doloridos, a pelve é rígida, “morta” e assexual. A couraça pélvica serve para inibir a ansiedade e a raiva, bem como o prazer.

A ansiedade e a raiva resultam das inibições das sensações de prazer sexual, e é impossível experienciar livremente o prazer nesta área até que a raiva tenha sido liberada dos músculos pélvicos. A couraça pode ser solta primeiramente mobilizando a pelve e fazendo com que o paciente chute os pés repetidas vezes e também bata no colchão com sua pelve.

Reich descobriu que à medida que seus pacientes começavam a desenvolver capacidade para plena entrega genital, toda sua existência e estilo de vida mudavam basicamente. Achava Reich que a unificação do reflexo do orgasmo também restaurava as sensações de profundidade e seriedade. Os pacientes lembram-se do tempo da sua primeira infância, quando a unidade de suas sensações corporais não estava perturbada.

Tomados de emoção, falam do tempo em que, crianças, sentiam-se identificados com a natureza e com tudo que os rodeava, do tempo em que se sentiam “vivos” e como finalmente tudo isto fora despedaçado e esmagado pela educação.

Estes indivíduos começavam a sentir que a rígida moralidade da sociedade, que anteriormente reconheciam como certa, era uma coisa estranha e antinatural. Atitudes em relação ao trabalho também mudavam de forma nítida.

Aqueles que faziam seu trabalho como uma necessidade mecânica, via de regra largavam seus empregos para procurar um trabalho novo e vital que preenchesse suas necessidades e desejos interiores. Aqueles que já estavam interessados em sua profissão, muitas vezes desabrochavam com energia, interesses e habilidades novas.

As Couraças: Obstáculos ao Crescimento

Couraça é o maior obstáculo ao crescimento segundo Reich. O indivíduo encouraçado seria incapaz de dissolver sua couraça e, portanto, seria incapaz de expressar as emoções biológicas primitivas. Ele conhece a sensação de agrado mas não aquela de prazer orgônico. Ele não pode emitir um suspiro de prazer e, se tentar, irá produzir um gemido, um berro reprimido ou um impulso para vomitar. Ele é incapaz de deixar sair um grito de raiva ou imitar um punho atingindo o colchão com raiva.

Reich sentiu que o processo de encouraçamento havia criado duas tradições intelectuais distorcidas, as quais formaram a base da civilização: a religião mística e a ciência mecanicista. Os mecanicistas são tão bem encouraçados que não têm idéia real de seus próprios processos de vida ou de sua natureza interna. Eles têm um medo básico de emoções profundas, vivacidade e espontaneidade. Eles tendem a desenvolver um conceito rígido e mecânico da natureza e estão primariamente interessados nos objetos externos e nas ciências naturais.

Comentando sua idéia, achava que pelo fato de uma máquina ter que ser perfeita, por conseguinte, o pensamento e as ações do homem da ciência também teriam que ser perfeitos. Perfeccionismo é uma característica essencial do pensamento mecanicista. Ele não tolera erros e incertezas, e as situações de mudança são inoportunas. Mas este princípio, quando aplicado a processos da natureza, inevitavelmente conduz à confusão, pois a natureza não opera mecanicamente, mas funcionalmente.

Os místicos não desenvolveram sua couraça tão completamente. Eles permanecem, em parte, em contato com sua própria energia vital, e são capazes de grande compreensão interna (insight) por causa deste contato parcial com sua intimidade. Entretanto, Reich via essa compreensão interna (insight) como distorcida, uma vez que os místicos tendem a se tornar ascéticos e anti-sexuais, a rejeitar sua própria natureza física e a perder o contato com seus corpos. Eles repudiam a origem da força vital em seus próprios corpos e localizam-na numa alma hipotética, que eles sentem ter apenas uma tênue conexão com o corpo.

Sobre os místicos, achava Reich que no rompimento da unidade de sentimento do corpo pela supressão sexual e no contínuo anseio de restabelecer contato consigo mesmo e com o mundo, encontra-se a raiz de todas as religiões negadoras do sexo. Deus seria a idéia mistificada da harmonia vegetativa entre o eu e a natureza.

Repressão Sexual

Outro obstáculo ao crescimento é a repressão social e cultural dos instintos naturais e da sexualidade do indivíduo. Reich sentia que esta era a maior fonte de neuroses e que ela ocorre durante as três principais fases da vida, ou seja, durante a primeira infância, puberdade e idade adulta.

Os bebês e as crianças pequenas são confrontados com uma atmosfera familiar neurótica, autoritária e repressora do ponto de vista sexual. Em relação a este período de vida, Reich basicamente reafirma as observações de Freud a respeito dos efeitos negativos das exigências dos pais, relativas ao treinamento da toalete, às auto-restrições e ao bom comportamento por parte das crianças pequenas.

Durante a puberdade, os jovens são impedidos de atingir uma vida sexual real e a masturbação é proibida. Talvez até mais importantes que isto, a sociedade em geral torna impossível, aos adolescentes, lograr uma vida de trabalho significativa. Por causa deste estilo de vida antinatural, torna-se especialmente difícil aos adolescentes ultrapassar sua ligação infantil com os pais.

Por fim, na idade adulta, a maioria das pessoas se vê envolvida na armadilha de um casamento compulsivo, para o qual estão sexualmente despreparadas. Reich também salienta que os casamentos desmoronam em conseqüência das discrepâncias sempre intensificadas entre as necessidades sexuais e as condições econômicas. As necessidades sexuais podem ser satisfeitas com um e o mesmo companheiro durante algum tempo. Também o vínculo econômico, a exigência moralista e o hábito humano favorecem a permanência da relação matrimonial. Isso acaba resultando na infelicidade do casamento. A situação familiar que se desenvolve segue de forma a recriar a mesma atmosfera neurótica para a próxima geração de crianças.

Reich sentia que indivíduos criados numa atmosfera que nega a vida e o sexo desenvolvem um medo do prazer, o qual é representado por sua Couraça Muscular. Essa Couraça do Caráter é a base do isolamento, da indigência, do desejo de autoridade, do medo da responsabilidade, do anseio místico, da miséria sexual e da revolta neurótica, assim como de uma condescendência patológica.

Reich não era otimista demais no que dizia respeito aos possíveis efeitos de suas descobertas. Ele acreditava que a maioria das pessoas, por causa de sua intensa couraça, seria incapaz de compreender suas teorias e distorceria suas idéias. Para ele, um ensino sobre a vida, dirigido e distorcido por indivíduos encouraçados, irá acarretar um desastre final a toda a humanidade e às suas instituições. O resultado mais provável do princípio da potência orgástica será uma perniciosa filosofia de bolso, espalhada por todos os cantos. Tal como uma flexa que, ao desprender-se do arco, salta firmemente retesada, a procura de um prazer genital rápido, fácil e deletério devastará a comunidade humana.

A couraça serve para nos desligar de nossa natureza interna e também da miséria social que nos circunda. Natureza e cultura, instinto e moralidade, sexualidade e realização são elementos que se tornam incompatíveis. A unidade e congruência de cultura e natureza, trabalho e amor, moralidade e sexualidade, unidade esta desejada desde tempos imemoriais, continuará a ser um sonho enquanto o homem continuar a condenar a exigência biológica de satisfação sexual natural (orgástica). A democracia verdadeira e a liberdade baseadas na consciência e responsabilidade estão também condenadas a permanecer como uma ilusão até que esta evidência seja satisfeita.

Conceitos Reichianos

Corpo

Reich, como a grande maioria dos autores modernos, via mente e corpo como uma só unidade. Aos poucos ele passou de um trabalho analítico, baseado apenas na linguagem, para a análise dos aspectos físico e psicológico do caráter e da couraça caracterológica, dando maior ênfase no trabalho com a Couraça Muscular e no desenvolvimento de um livre fluxo de bioenergia.

Relacionamento Social

Reich via o relacionamento social como função do caráter do indivíduo. O indivíduo médio vê o mundo através do filtro de sua couraça. Caracteres genitais, tendo ultrapassado seu encouraçamento rígido, são os únicos verdadeiramente capazes de reagir de forma aberta e honesta aos outros.

Reich acreditava firmemente nos ideais comunistas enunciados por Marx, aclamando a livre organização na qual o livre desenvolvimento de cada um se tornaria a base do livre desenvolvimento de todos. Reich formulou o conceito de democracia do trabalho, uma forma natural de organização social na qual as pessoas cooperam harmonicamente para favorecer suas necessidades e interesses mútuos, e tentou efetivar esses princípios no Instituto Orgon.

Vontade

Reich não se interessou diretamente pela vontade, embora tenha enfatizado a importância de um trabalho significativo e construtivo. Um de seus princípios era de que “você não precisa fazer nada de especial ou novo. Tudo o que você precisa fazer é continuar o que tem feito: lavrar seu campo, manejar seu martelo, examinar seus pacientes, levar suas crianças à escola ou ao parque de diversões, falar sobre os fatos do dia, penetrar sempre mais profundamente nos segredos da natureza. Todas essas coisas você já faz. Mas você pensa que nenhuma delas tem importância… Tudo o que você tem a fazer é continuar o que você sempre fez e sempre quis fazer: seu trabalho, deixar suas crianças crescerem felizes, amar a mulher“.

Emoções

Reich descobriu que as tensões crônicas servem para bloquear o fluxo de energia subjacente às emoções mais intensas. A couraça impede que o indivíduo experimente emoções fortes e, portanto, limita e distorce a expressão de sentimentos. As emoções deste modo bloqueadas não são eliminadas, pois jamais podem ser completamente expressas. Segundo Reich, um indivíduo só se liberta de uma emoção bloqueada experienciando-a de forma plena.

Reich notou também que a frustração do prazer, muitas vezes conduz à raiva e à fúria. Na terapia reichiana, em primeiro lugar é preciso lidar com as emoções negativas, para que os sentimentos positivos que elas encobrem possam ser completamente experienciados.

Intelecto

Reich se opunha a qualquer separação de intelecto, emoções e corpo. Ele afirmava que o intelecto é, na verdade, uma função biológica, e que ele pode ter uma carga afetiva tão forte quanto qualquer emoção. Reich argumentava que o desenvolvimento completo do intelecto requer o desenvolvimento de uma verdadeira genitalidade. A primazia do intelecto pressupõe uma disciplinada economia de libido, isto é, primazia genital. A primazia intelectual e genital têm a mesma relação mútua que êxtase sexual e neurose, sentimento de culpa e religião, histeria e superstição.

Acreditava Reich que, via de regra, o intelecto opera como mecanismo de defesa, de tal forma que a linguagem falada muitas vezes funciona também como uma defesa. Ela obscurece a linguagem expressiva do núcleo biológico. Em muitos casos, isto vai tão longe que as palavras já não expressam nada e a linguagem falada já não é nada mais do que uma atividade sem sentido dos respectivos músculos.

Self

Para Reich, o Self é o núcleo biológico saudável de cada indivíduo. A maioria das pessoas não está em contato com o Self por causa da couraça física e das defesas psicológicas. Indagava Reich: “- O que é que impedia uma pessoa de perceber sua própria personalidade (Self)? Afinal, a personalidade (himself) é o que a pessoa é. Gradualmente comecei a entender que é o ser total que constitui a massa compacta e obstinada que obstrui todos os esforços da análise. A personalidade inteira do paciente, o seu caráter, a sua individualidade resistiam à análise”.

Segundo Reich, a interação de impulsos reprimidos e forças defensivas repressoras cria uma terceira camada entre as duas correntes libidinais opostas: uma camada de falta de contato. Esta falta de contato não está interposta entre as duas forças. É antes, uma expressão da interação concentrada das duas.

O contato requer um livre movimento de energia. Ele só se torna possível quando o indivíduo dissolve sua couraça e torna-se plenamente consciente do corpo e de suas sensações e necessidades, entrando em contato com o núcleo, os impulsos primários. Enquanto há a presença de bloqueios, o fluxo de energia e a consciência são restritos, e a autopercepção é bastante diminuída e distorcida.

Terapeuta Reichiano

Além de treino na técnica terapêutica, o terapeuta deve ter feito um progresso considerável em seu crescimento e desenvolvimento pessoais. Ao trabalhar tanto psicológica quanto fisicamente com um indivíduo, o terapeuta deve ter superado todos os medos de sons sexuais abertamente emitidos e do “ondular orgástico”, livre movimento de energia no corpo.

Baker, um dos principais terapeutas reichianos nos Estados Unidos, recomenda que nenhum terapeuta deveria tentar tratar pacientes que tenham problemas que ele não foi capaz de solucionar em si mesmo, e nem deveria esperar que um paciente faça coisas que ele não pode fazer e que não foi capaz de fazer. Outro reichiano eminente escreveu que o pré-requisito indispensável em qualquer método usado pelo terapeuta para libertar as emoções contidas na musculatura é que ele esteja em contato com suas próprias sensações e que seja capaz de empatizar completamente com o paciente e de sentir em seu próprio corpo o efeito das constrições particulares da energia do paciente.

Reich era ele próprio considerado um terapeuta brilhante e teimoso. Mesmo sendo um analista ortodoxo, ele era extremamente honesto e até brutalmente direto com seus pacientes. Nic Waal, um dos melhores psiquiatras da Noruega, escreveu o seguinte a respeito de suas experiências em terapia com Reich:

“- Eu era capaz de suportar ser subjugado por Reich porque eu gostava da verdade. E, coisa bastante estranha, eu não era subjugado por isto. No decorrer de toda esta atitude terapêutica em relação a mim, sua voz era amorosa e ele sentava-se a meu lado e fazia-me olhar para ele. Reich me aceitava e subjugava apenas minha vaidade e minha falsidade. Mas eu entendi, naquele momento, que a honestidade e o amor verdadeiros, tanto de um terapeuta quanto dos pais, por vezes é a coragem de ser aparentemente cruel sempre que necessário. Entretanto, isto exige muito do terapeuta, de seu treinamento e de seu diagnóstico.”

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Palestra Apresentação sobre a Orgonoterapia – o Acumulador de Orgone https://minasi.com.br/orgoneterapia/ https://minasi.com.br/orgoneterapia/#comments Mon, 06 Jan 2020 13:01:43 +0000 https://minasi.com.br/?p=1877

CAIXA ORGONICA: Ferramenta integrativa no tratamento enérgetico de doenças psicossomáticas.

“A carga de energia (organótica) dos tecidos celulares do sangue determina o grau de suscetibilidade para infecção ou disposição para doenças”.

Wilhelm Reich

No século passado, o cientista natural Wilhelm Reich descobriu em suas pesquisas clínicas e laboratoriais a existência da Energia Orgone, que está presente em tudo e todos, mas com maior manifestação nos seres vivos. E que a nossa capacidade em absorver e reter o Orgone é quem nos mantem saudáveis e os bloqueios a esta energia em nosso corpo nos adoece.

Para auxiliar no tratamento das pessoas que possuem dificuldades em reter e fluir a energia no organismo ele desenvolveu o Acumulador de Orgone ou conhecida como Caixa Orgônica, que funciona como uma bateria de recarga de energia vital (orgônio), simplificando.

No próximo dia 14/02/20 teremos a oportunidade de conhecer a CAIXA ORGONICA e escutar sobre no evento “Apresentação do Relatório de Orgonoterapia”, com Paulo Borges, que é Psicologo e atua como Orgonoterapeuta em Recife.

  • 🎯  Será apresentado:
  • 📍 O que é a CAIXA ORGÔNICA? 
  • 📍 Como funciona este acumulador de energia vital (orgone)? 
  • 📍 Quais os benefícios e resultados nestes 80 anos de pesquisas? 
  • 📍 Quem foi WILHELM REICH? 
  • 📍 Como utilizar a CAIXA ORGÔNICA aliada à outras (psico) terapias? 
  • 📍 Como tenho utilizado a CAIXA ORGÔNICA, em meus atendimentos em ORGONOTERAPIA e o que tenho observado.

LOCAL e DATA:

  • 🎯 LOCAL:  CENTRO ANANDA. Rua Balduíno Taques, 1785, ÓRFÃS (prox ao Oscar Pereira).
  • 🎯DATA: 14/01/2020
  • 🎯HORÁRIO: Às 18h
  • 🎯CONTRIBUIÇÃO: R$ 40
  • 🎯INSCRIÇÃO E INFORMAÇÃO:

Saiba mais sobre a Energia Orgone e a Caixa Orgônica. Clique aqui!

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Tratar corpo, mente e energia: um olhar somatopsicodinâmico https://minasi.com.br/somatopsicodinamica/ https://minasi.com.br/somatopsicodinamica/#respond Wed, 04 Dec 2019 16:44:11 +0000 https://minasi.com.br/?p=1832

Wilhelm Reich é considerado o pai da Psicologia Corporal, da qual faz parte todas as terapias de base psico-corporais, um título que a ele foi conferido por mérito. Desde sua entrada na psicanálise, em 1920 até seu falecimento, em 1958, Reich sempre se dedicou a relacionar o conflito psíquico ao corpo e à energia. Esse tripé mente-corpo-energia foram, portanto, a marca de todo seu trabalho.

Wilhelm Reich – o pai da Psicologia Corporal

Reich vê o ser humano como uma expressão de energia que ele chamou de orgônio, cuja identidade se expressa por meio da interação mente-corpo. Considera o indivíduo sadio aquele que alcançou a maturidade do caráter genital, Fisiologia Energética e Mapeamento Emocional do Corpo Humano segundo a Medicina Tradicional Chinesa e a Psicologia Corporal, cuja carga energética circula livremente pelo corpo, sem obstáculos.

Dessa forma, em termos de saúde física e emocional, qualquer distúrbio na expressão do livre fluxo do movimento dessa energia, responderá pela formação de uma doença, seja ela física ou psicológica. Da mesma forma, qualquer alteração somática e/ou psicológica nos remeterá à alteração do fluxo energético natural.

Desde a década de 20 Reich já vinha inserindo o corpo em seu trabalho clínico dentro do tratamento psicanalítico. Criou sua primeira técnica de trabalho à qual chamou de Análise do Caráter onde demonstrou que o corpo fala e expressa por meio do caráter o temperamento e a personalidade da pessoa. E a partir dessa compreensão, da leitura corporal do caráter que se faz para conhecer a personalidade da pessoa é que Reich passou a tratar seus pacientes fora do divã, sendo o primeiro psicanalista a modificar a técnica da psicanálise, cujo método tradicional empregava o uso do divã.

Distúrbio na expressão do livre fluxo do movimento da energia, responderá pela formação de uma doença, seja ela física ou psicológica.

Volpi.

Na década de 30, os trabalhos de Reich avançaram ainda mais para essa questão mente-corpo quando identificou a couraça muscular, contração da musculatura decorrente de conflitos emocionais. A couraça, portanto, nada mais é do que a neurose congelada no corpo. Isso é o que se conhece por psicossomática, quando um conflito psíquico decorrente de vários fatores, comprometem o corpo gerando uma tensão como por exemplo, um torcicolo, uma alergia ou até mesmo um câncer.

Com a descoberta da couraça muscular, Reich amplia o nome da técnica da Análise do Caráter para Vegetoterapia caracteroanalítica, incluindo em um só conceito os trabalhos sobre a mente e o corpo. Isso levou-o a perceber que o corpo, em sua linguagem emocional, quando encouraçado retem sua energia em partes específicas, às quais ele chamou de anéis ou segmentos: 

  1. Ocular – corresponde ao sistema nervoso, pele, olhos, ouvido e nariz. 
  2. Oral – corresponde à boca, língua, lábios
  3. Cervical – corresponde ao pescoço e glândula tireoide
  4. Torácico – corresponde ao peito (pulmão e coração)
  5. Diafragmático – corresponde ao diafragma, estômago, fígado, rins, pâncreas e baço.
  6. Abdominal – corresponde ao intestino delgado e intestino grosso
  7. Pélvico – corresponde ao aparelho reprodutor

Alterações do movimento energético, nas fases evolutivas do desenvolvimento somato-psíquico pelas quais o ser humano passa ao longo de sua vida, manifestam-se como bloqueio da energia em um desses segmentos ou anéis, provocando uma estagnação dessa energia na região mais enfraquecida do corpo, respondendo dessa forma pela formação de uma doença que compromete tanto o corpo, como a mente.

Portanto, a doença irá se manifestação naquela região (anel ou segmento) que estiver encouraçado. Com base nesse pensamento, podemos afirmar que o corpo expressa o que a mente sente e a mente expressa o que o corpo sente, ligados sempre pela alteração de um movimento energético.

O primeiro segmento (ocular), é bloqueado na gestação, parto e primeiros dias de vida, em função do estresse do medo. Ameaças de aborto, drogas e outros problemas da gestação, parto prematuro, fórceps, ausência da mãe nos primeiros dez dias de vida, são alguns dos fatores que contribuem para o bloqueio energético desse segmento.  Portanto, esse estresse, que chamaremos de primário, será marcado como uma predisposição a esse bebê, quando na presença de um estresse posterior, que chamaremos de secundário, a desenvolver doenças na parte do corpo correspondente (sistema nervoso, olhos, ouvido, pele, nariz). 

Um estresse (primário) sofrido durante o período de amamentação irá comprometer o segundo segmento (oral) e propiciará a criança com uma predisposição a desenvolver doenças ligadas à boca (oralidade) e com isso, na presença de estresses secundários, trará a manifestação de doenças como por exemplo, o bruxismo.

E assim sucessivamente com os demais segmentos do corpo mapeados por Reich, ligados sempre a um estresse, um bloqueio energético e um traço de caráter equivalente ao bloqueio.

Na visão reichiana, o ser humano é resultante da boa ou má relação do primeiro campo energético intra-uterino que se estabelece entre a mãe e o bebê (campo fusional), relação essa que se estende para a família (campo familiar), para a sociedade (campo social) e para a natureza e o cosmos (campo cósmico). Portanto, nossa saúde física e emocional irá depender dessa relação energética em cada um desses campos, ou seja, da forma como passamos por cada um deles. E essa relação é que irá estabelecer a formação de nosso terreno biológico que se manifesta em termos qualitativos em quatro terrenos que indicam a predisposição do indivíduo a determinadas doenças.

1 – alcalino oxidado – Se nossa relação com o primeiro campo (fusional), durante o período de gestação, for perturbada, estressante, iremos comprometer a energia e por consequência a saúde física e emocional do bebê, propiciando a instauração de um terreno energético alcalino oxidado, que predispõe o indivíduo à formação de doenças ou acabam sendo um gatilho para desencadear as mesmas, ligadas ao sistema nervoso como parkinson, alguns problemas de pele, obesidade mórbida, etc.

2 – ácido oxidado – Se a perturbação ou estresse ocorrer no período da formação do bebê no segundo campo (simbiótico), teremos a instauração de um terreno energético ácido oxidado, que predispõe o indivíduo à formação de doenças como diabetes, obesidade secundária, alergias, hipertensão, etc.

3 – ácido reduzido – Se a perturbação ou estresse ocorrer no período da formação do bebê no terceiro campo (familiar), teremos a instauração de um terreno energético ácido reduzido, que predispõe o indivíduo à formação de doenças como gastrite, úlcera, angina péctoris, infarto, colites, cistites, etc.

4 – alcalino reduzido – Se a perturbação ou estresse ocorrer no período da formação do bebê no quarto campo (social), teremos a instauração de um terreno energético alcalino reduzido, que predispõe o indivíduo à formação de doenças chamadas somatopsíquicas, que são àqueles onde a pessoa sente algo em uma parte do corpo, como por exemplo uma dor no peito e acredita que está infartando, mesmo que os exames clínicos demonstrem que ela não tem nenhum problema de ordem física.

A Psicologia Corporal não encara a doença apenas no sentido psicossomático (mente-corpo), mas por uma deficiência energética da pulsação do organismo, em decorrência da couraça, seja a doença originada pela mente, ou pelo corpo. É um olhar somatopsicodinâmico.

Dessa forma, por meio da técnica da vegetoterapia caracteroanalítica, Reich demonstrou ser possível resgatar novamente a pulsação da região do corpo onde a doença se faz presente, encouraçada, de forma a permitir a circulação da energia e o alívio do sintoma da doença ou até mesmo sua cura.

Frederico Navarro e Ola Raknes

A pedido de Reich, a técnica da vegetoterapia foi sistematizada por Federico Navarro que criou uma forma específica, por meio de movimentos criados para esse fim (actings), flexibilizar as couraças e resgatar a pulsação energética do organismo que foi prejudicada ou interrompida pela mesma. Segundo Navarro, a couraça é uma defesa, uma armadura e a vegetoterapia não busca eliminar a couraça, mas levar o paciente a uma tomada de consciência e autogestão da mesma. A vegetoterapia é uma metodologia terapêutica que busca dissolver gradualmente a couraça e não rompê-la bruscamente como acontece em muitas outras terapias psico-corporais. Portanto, é uma proposta de tratamento, que exige um projeto terapêutico individual para cada paciente, que vai ter seu tempo de tratamento de acordo com suas couraças.

Segundo a Psicologia Corporal, para tratar de uma doença psicossomática ou somatopsíquica, temos que trabalhar com a mente e com o corpo, flexibilizando as couraças. Esse seria um trabalho completo e profundo, mas que exige paciência e persistência porque não é apenas uma consulta e sim, um tratamento. 

Saiba mais sobre a Psicologia Corporal, Análise Reichiana e Análise Bioenergética – Clique Aqui

Autoria: Prof. Dr. José Henrique Volpi 
Artigo publicado no Centro Reichiano

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A respiração circular e suas aplicações terapêuticas https://minasi.com.br/a-respiracao-circular-e-suas-aplicacoes-terapeuticas/ Mon, 24 Jun 2019 13:16:41 +0000 https://minasi.com.br/?p=1741

RESUMO: A respiração é uma atitude genuína do organismo, que deveria seguir o ritmo e o fluxo da vida, sem interrupções. No entanto, desenvolvemos mecanismos para inibir e bloquear para não encarar a dor psíquica. No desbloqueio da respiração está a volta à saúde. Além disto, a respiração pode ser usada como técnica terapêutica para o relaxamento ou na abordagem do inconsciente através da respiração circular ou holotrópica.

A Respiração na abordagem Reichiana

Respirar deveria ser o ato mais genuíno e liberado no processo individual, uma vez que está intimamente ligado à sobrevivência e à vida. A consciência da respiração traz inúmeros benefícios somáticos, que a medicina e a ciência biológica nos explicam, no entanto, na abordagem Reichiana percebemos mais do que isto, os benefícios emocionais e energéticos. A respiração consciente nos coloca em contato com as emoções, nos dá a capacidade de organizar nosso mundo psíquico e melhora nossa condição energética, na livre circulação do Orgone pelo sistema.

Segundo Lowen, “A produção de energia através da respiração e do metabolismo, e a descarga de energia no movimento, são as funções básicas da vida”. Lowen, 1985

Wilhelm Reich percebeu em todo o decorrer de seu trabalho como médico, analista e cientista que o controle da respiração, na verdade, era um mecanismo aprendido de controle das emoções ou das dores e sofrimento psíquico. Ele formulou o conceito de Couraças Musculares, demonstrando como o ser humano, desde sua primeira respiração, aprendia a segurar a respiração, como método de controle das emoções, para que a dor psíquica não invalidasse sua experiência de vida. Sendo assim, todos aprendemos a reter a respiração diante do fluxo emocional e energético. Reich demonstrou em sua pesquisa que este controle respiratório causa inúmeras disfunções emocionais e somáticas com o decorrer do tempo:

Todos os nossos pacientes contam que atravessaram períodos na infância nos quais, por meio de certos artifícios sobre o comportamento vegetativo (prender a respiração, aumentar a pressão dos músculos abdominais, etc.) haviam aprendido a anular os seus impulsos de ódio, de angústia ou de amor.

(Reich, 1975)

Para restabelecer a saúde ele propunha que se desbloqueasse as couraças musculares, através dos processos terapêuticos para que se retomasse a respiração profunda e a livre circulação energética por todo o corpo.

Para além de Reich, percebemos em todos os autores Neo-Reichianos e pós-reichianos a importância da respiração para o equilíbrio de todo o sistema da pessoa, com inúmeras formas de atuação sobre o corpo para isto.

A respiração como ferramenta de desbloqueio de trauma

A respiração também pode ser usada como uma poderosa ferramenta de liberação dos conteúdos emocionais recalcados ou reprimidos em função dos traumas nas estruturas cerebrais límbica ou reptiliana.

O trauma é uma experiência dolorosa ou profundamente marcante, que fica registrada nos Cérebros Límbico e no R-Complex. Isto muitas vezes torna seu acesso completamente impossível apenas pela elaboração cognitiva de suas consequências ou manifestação na vida cotidiana. Para a liberação dos conteúdos e das energias retidas naquelas estruturas precisamos de ferramentas que possam acessar. Evidentemente, que a linguagem das estruturas cerebrais é diferente pela sua própria natureza, ou seja, as revelações do límbico ou do R-complex não vem através do pensamento cognitivo estruturado, mas são revelados pelo corpo. Levine (Levine, 1999) sugere uma linguagem comum entre os animais guiada pelo R-Complex e distribuída pelo SNC (Sistema Nervoso Central), que envolve a liberação energética residual do trauma, como se a experiência traumatizante estivesse presa numa gaiola corporal, num ciclo repetitivo, onde vemos os sintomas e não as consequências.

As diversas terapias Corporais reichianas tendem a ir ao encontro destes conteúdos e dos traumas armazenados nestas estruturas, tais como a Vegetoterapia Caractero-analítica ou a biodinâmica, entre outras.

Neste contexto, encontramos a respiração circular (trataremos respiração holotrópica® como sinônimo, neste artigo) como instrumento e ferramenta de acesso aos conteúdos emocionais e energéticos engaiolados em nossas estruturas cerebrais mais antigas.

Estados alterados de consciência

Stanislav Grof, nascido em 1931, em Praga, médico psiquiatra de formação psicanalítica, iniciou em 1956 na Tchecoslováquia, no Instituto de Pesquisas Psiquiátricas em Praga, pesquisas sobre o uso clínico de drogas psicoativas, explorando o potencial terapêutico do LSD e de outras substâncias psicodélicas e outros métodos para alcançar os traumas e limitações mais profundas na estrutura psíquica e somática da pessoa. Na década de 70 ele foca a sua pesquisa usando a respiração circular, denominada por ele de Holotrópica, como substituta natural para alcançar os efeitos no uso de psicoativos.

O termo estados alterados de consciência foi definido por Ludwig em 1966. Estado alterado de consciência é um estado mental induzido por agentes farmacológicos, fisiológicos ou psicológicos que deriva de um estado normal de consciência. (Kallio, & Sikka, 2009)

Estados alterados de consciência (EAC) ou estados não ordinários de consciência (ENOC) (em inglês, altered states of consciousness) são estados de consciência diferentes do estado normal de vigília. O termo foi cunhado por Arnold M. Ludwigem 1966 e popularizado por Charles Tart em 1969, para descrever mudanças quase sempre temporárias nos estados de consciência dos indivíduos.

(wikipedia, 2019)

Os estados alterados de consciência não são uma novidade no mundo do conhecimento. São utilizados há muitos séculos nas culturas orientais e nativas para acesso ao mundo espiritual, que Grof vai chamar de Matrizes Perinatais Básicas (MPB), que são fenômenos ligados ao processo de nascimento marcantes na experiência de construção das inteligências do R-Complex e do Límbico, tendo, portanto, uma linguagem diferente e marcante.

A busca por estes estados alterados de consciência é a marca do uso da respiração circular dentro do contexto terapêutico. Seja para acessar conteúdos emocionais bloqueados ou para a cura energética de segmentos do SNC.

A respiração circular (holotrópica)

No renascimento é utilizada a técnica da Respiração Holotrópica ou Respiração Circular, que consiste basicamente em ampliar o movimento da respiração o máximo que puder por um período prolongado. A intensificação voluntária do ritmo respiratório para além da demanda metabólica provoca, geralmente, uma série de reações. As duas mais comuns são manifestações emocionais intensas e uma variedade de sintomas físicos.

O tipo de respiração utilizado na etapa inicial do Renascimento (aumentando o ritmo respiratório) leva a uma eliminação rápida de grandes quantidades de dióxido de carbono, provocando uma queda nos níveis da pressão arterial de CO2 e, assim, a uma alcalose respiratória (aumento do pH sanguíneo).

Esta combinação pode provocar tanto uma vasoconstrição em determinados leitos vasculares quanto uma hiperexcitabilidade neuronal que parece ser responsável por sintomas envolvendo a maioria dos sistemas corporais. Aliado a este estreitamento dos vasos, a hemoglobina fica mais “agarrada” ao oxigênio e por isso, não apenas o sangue alcança menos áreas do corpo, como o oxigênio carregado pelo sangue também é menos liberado para os tecidos.

Paradoxalmente, então, enquanto que uma respiração aumentada significa que mais oxigênio está sendo levado para dentro do organismo, menos oxigênio alcança certas áreas de nosso cérebro e do corpo.

A diminuição do nível sanguíneo de CO2 induzida pela respiração holotrópica tem um efeito imediato sobre a circulação cerebral. O dióxido de carbono é o mais importante regulador do tônus cerebral vascular. O resultado final é que há menos sangue no cérebro, menos oxigênio, e este é liberado mais lentamente.

Analisando o potencial terapêutico inerente à técnica de renascimento, observa-se que estando os controles corticais temporariamente inibidos pela redução da disponibilidade de oxigênio e as estruturas subcorticais liberadas, e ativadas, processos emocionais incompletos são ativados durante o processo e tendem a se completar autonomamente. Dito de outra forma, a pessoa vive o que precisa viver para se equilibrar, experimentando sentimentos que estavam bloqueados (bem como as memórias a eles associadas), de acordo com sua psicodinâmica específica, e os integra à consciência.

Os materiais que chegam, então ao nível consciente vem com a linguagem própria das estruturas acessadas, ou seja, como sensações corporais, como emoções ou ainda com manifestações semelhantes aos sonhos. O terapeuta pode ser este apoio, ajudando o indivíduo a aceitar, acolher e manifestar livremente as manifestações, uma vez que entrar em contato com este conteúdo pode ser assustador ou doloroso. O terapeuta, trabalhando transferencialmente a posição de uma “boa mãe” oferece este “bom útero” para que o cliente se sinta acolhido e livre.

Posteriormente, é de boa prática o terapeuta incentivar e ajudar o cliente na análise dos conteúdos, utilizando de técnicas de análise para elucidar ao cognitivo e ajudar no processo de acolhimento e integração dos conteúdos ao cotidiano.

Conclusão

A terapia do renascimento pode ser utilizada dentro do contexto terapêutico como um instrumento de acesso a conteúdos bloqueados à consciência ou ao cognitivo. Dentro do contexto do trabalho Reichiano, pós ou neo é mais uma técnica à disposição do terapeuta, que na investigação e diagnóstico percebe os níveis das couraças a serem trabalhadas. Ao unir o olhar clínico ao corpo do cliente com a terapia do renascimento pode-se ter um valioso instrumento de acesso a conteúdos que inviabilizam a saúde psíquica e corporal. Nada substitui o contato e o amor dentro do setting terapeuta, mas o olhar atento e acolhedor pode fazer a diferença numa terapia de abordagem ao inconsciente.

Referências

  • LEVINE, Peter A. – O despertar do tigre: curando o trauma. São Paulo: Summus, 1999.
  • UNMANI, Ma Prem; NISHKAM, Sw. Bodhi – Rebirthing: O novo yoga. São Paulo: Pensamento, 2001
  • GROF, Stanislav – A Mente Holotropica, São Paulo: Rocco, 1994.
  • Gaiarsa, José Angelo – Respiração, angústia e renascimento, São Paulo, Ágora, 2001.
  • Lowen, Alexander – Exercicios de Bioenergetica – São Paulo, Ágora, 1977.
  • Reich, Wilhelm – A Função do Orgasmo, São Paulo, Editora Brasiliense, 1975.
  • Sakari & Sikka, Pilleriin. (2009). What is an altered state of consciousness?. Philosophical Psychology. 22. 187-204. 10.1080/09515080902802850.
  • Estados Alterados de Consciência. Wikipedia, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_alterados_de_consciência>. Acesso em: 04/04/2019.
  • Medes, Livia. Aspectos Biológicos da Respiração, Ceará, IESH, 2019

Artigo desenvolvido por Elias Júnior Minasi e Luzia Rezende da Silva e apresentado em Laboratório no 24º CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS. Anais. Curitiba: Centro Reichiano, 2019. [ISBN – 978-85-69218-04-3]. Disponível em: http://centroreichiano.com.br/anais-dos-congressos-de-psicologia/

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O passado é uma roupa que não nos serve mais https://minasi.com.br/o-passado-e-uma-roupa-que-nao-nos-serve-mais/ Sat, 24 Feb 2018 14:27:14 +0000 http://minasi.com.br/?p=1156

A maioria de nossos problemas acontecem ou se manifestam em camadas interiores que não vemos ou nem prestamos atenção.

Superficialmente, podemos ver um mundo com borboletas, arco-íris e de olhos esbugalhados, como quem enxerga uma realidade distinta, conosco e com o outro.

O que precisamos entender é que aquilo que está na profundidade é que comanda nossas ações e nossos pensamentos; é essa realidade mais profunda, da qual temos distanciamento ou medo de entrar em contato.
Quando nos distanciamos dessa Sombra ou destas emoções e sensações inconscientes, vamos gerando bloqueios energéticos em nossos corpos, que podem se tornar doenças (somáticos), como um recurso de nosso organismo de buscar a vida, por mais contraditório que pareça ser.
O medo ou a angústia em lidar com essas realidades são muito sinceros, e tem as suas razões enquanto encaramos o mundo a partir de nosso olhar ainda infantil. Em nossa infância, até um olhar travesso ou a tonalidade da voz diferente de nossos pais suscitavam monstros indescritiveis. Hoje, como adultos podemos dar as mãos a esta criança apavorada e ajudá-la a olhar para essas realidades ou monstros e integrá-las ao nosso consciente.

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Como adultos podemos sair dos comportamentos infantis.

Integrando em nosso corpo, reconhecendo as couraças (bloqueios energéticos) que se formaram pela incapacidade de nossa criança em resolver dentro de si os conflitos entre ser ela mesma e sentir-se amada pelo papai e pela mamãe.

O passado é uma roupa que já não nos serve mais. ” Belchior

Em minha vida, de meus amigos e pacientes tenho encontrado esses medos dispostos de forma que o corpo ganha até formatos diferentes: pescoço endurecido para ganhar poder; dores de cabeça por não aceitar a raiva; constipações intestinais pelo medo do desconhecido; dificuldades respiratórias pelo controle das emoções. O pior é não ter a consciência dos mecanismos corporais que usamos para lidar com as realidades que se nos apresentam, com uma forma apreendida na infância e que hoje, não cabe mais, feito uma roupa que guardamos e insistimos em vestir, após décadas.

 
Você às vezes também tem medo do que está guardado dentro de você? Como faz quando uma doença ou uma dificuldade surge diante de você?

Desejo, de coração, que a sua vontade seja inundada pela coragem de mergulhar nos seus mares interiores.

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Orgone: A Energia da Vida – Conversa com Dr. Luiz Moura https://minasi.com.br/orgone-a-energia-da-vida-conversa-com-dr-luiz-moura/ Sat, 13 Jan 2018 15:29:35 +0000 http://minasi.com.br/?p=924

Neste vídeo, Dr. Luiz Moura fala sobre a Energia Orgone, descoberta por Wilhelm Reich: – O mínimo resultado que a caixa produz, no câncer, é um retardamento da evolução do câncer. E uma enorme diminuição da dor que o câncer produz… Vídeo-depoimentos: médicos falam sobre manutenção de saúde e alternativas na medicina para tratamentos de câncer, esclerose, hipertensão, depressão, osteoporose, dores, entre outros distúrbios dos nossos tempos.

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