resenha https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Wed, 26 Jul 2017 22:47:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 resenha https://minasi.com.br 32 32 103183256 A.I. – Inteligência Artificial e o Eneatipo 4 https://minasi.com.br/a-i-inteligencia-artificial-e-o-eneatipo-4/ Wed, 26 Jul 2017 22:47:39 +0000 http://minasi.com.br/?p=562

https://www.youtube.com/watch?v=XnSsJnRwVl4

“Como gostaria de ser único e especial”.

Esta frase resume a ferida emocional do Tipo 4, do Eneagrama. Quando criança, por sua experiência de sentir-se abandonado, que pode ser real ou apenas a sua sensação, despertou dentro do indivíduo uma busca profunda para resgatar este amor perdido ou negado, através de tornar-se especial, diferente do que é, e geralmente, ligado à inveja de alguém, que possuía o que deveria ser dele, Tipo 4.

No filme A.I (Inteligência artificial), o robô-garoto (David) entra na vida de sua mãe, images.jpgMonica, quando esta está arrasada pela doença de seu filho Martin. Uma tentativa do pai Henry de tirar a mãe da dor pela “perda” do filho. Usualmente, o Tipo 4 surge numa família, onde há essa situação em que é necessário uma pessoa sensível, especial que vá canalizar o turbilhão de emoções e sentimentos, que a família esteja atravessando naquele momento. Assim, surge David. Numa promessa de ser amado pela mãe, em substituição ao filho natural. Isso causa sentimentos fortes e únicos de vinculação entre David e a Monica.

Tudo estava maravilhoso, quando o filho natural, Martin, desperta de seu estado de enfermidade e volta para a família. Começa, naturalmente, a predileção da mãe por Martin, deixando David de lado e provocando uma disputa entre os dois filhos pelo amor da mãe.

Já consciente que não era humano, David, ao ouvir o conto de Pinóquio, se depara com a inveja de Martin, que é um menino de verdade e a tendência transcendental, metafísica ou projecional de colocar a sua esperança na promessa da Fada Azul, A Fada Azul.png
que o transformaria num menino de verdade e assim, sua mãe o amaria intensamente e para sempre. Aqui está a grande busca e dor da criança Tipo 4, que seduzida pelo amor da Mãe e depois, sentindo-se abandonada, deseja profundamente tornar-se “real”, tornar-se “de verdade” aos olhos amorosos da figura materna.

Fica patente em toda a relação de David e Martin a inveja que aquele sentia, porque se considerava inferior, já que não era um “menino de verdade”, ou seja, um objeto de amor de sua mãe, Monica. Disputando o afeto de Monica e mostrando que a inveja do Tipo 4 é querer ser como o outro, que possui o ser amado, que o indivíduo 4 tanto deseja para si. Dá esse traço de melancolia na relação de David com o mundo: por mais que busque o amor, ele sempre foge de mim.

Monica, divida entre seus sentimentos, toma a decisão de abandonar David numa floresta. Uma cena cheia de emoções fortes e dolorosas, uma melancolia doce, que lhe é própria. Neste momento o garoto-robô sente-se confuso, porque a promessa da mãe foi que teriam um tempo especial só para os dois,  e vê-se traído e abandonado. David sente-Artificial_Intelligence
se culpado por não ser “o menino de verdade”, que é o sonho projetado em sua mãe e dali sai numa busca intensa pela Fada Azul, este ser que deve um poder tão grande de me transformar num ser que minha mãe vai amar, que realizaria seu sonho.

Em todo o filme, David é acompanhado pelo brinquedo-robô urso chamado Teddy. Embora seja um auxiliar e uma segurança para David, que durante todo o filme o protege e está ao seu lado, demonstra a tendência desse tipo em “grudar” em alguém, que dá um suporte emocional, dentro do turbulento mundo do tipo 4, onde tantas emoções dolorosas evocam sua separação daquela que ele tanto amava. Neste mesmo sentido, surge o personagem Joe, um robô-gigolô projetado para ser um amante para as mulheres e David gruda em Joe projetando nele as expectativas de400x300_519ec81af34e8.jpg encontrar a figura transcendente que tirará toda a sua dor e o tornará apto a ser amado por aqueles que o abandonaram quando criança. Joe, que também evoca a questão do amor sexual demonstra a luta e o conflito do Tipo 4 com sua sexualidade sempre divida em procurar satisfazer aquela que sempre o abandona, sua mãe.

Ao final de sua saga, cheia de aventura, dores e melancolia, David se depara com o seu criador. Um cientista que projetou toda a sua dor da perda do filho em robôs-meninos, que, por sua vez,  nunca abandonariam seus pais e os amariam pela eternidade. Novamente, a dor de David vem à tona: eu não sou único, sou só mais um e, assim sendo, é melhor nem existir. No seu mergulho no mar profundo o robô-menino David encontra uma estátua da Fada Azul e passa a sua eternidade contemplando essa falsa imagem da transcendência, onde ele coloca toda a sua esperança de tornar-se real ao amor daqueles que o abandonaram.

O filme termina realizando o sonho do robô-menino David de tornar-se único e especial para a sua mãe, nem que fosse por um dia apenas e então ele poderia desistir de sua busca tão dolorosa.

A. I – Inteligência Artificial
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Haley Joel Osment, Jude Law, Frances O’Connor mais
Gêneros Ficção científica, Aventura, Drama

]]>
562
O masculino no filme Questão de Tempo https://minasi.com.br/o-masculino-no-filme-questao-de-tempo/ Thu, 04 May 2017 20:58:55 +0000 http://minasi.com.br/?p=458

Neste artigo, vamos explorar uma visão do masculino e do pai, dentro do filme “About Time” – Questão de Tempo:

  • Sociedade líquida
  • O papel do pai no desenvolvimento infantil
  • O pai no corpo
  • O resgate da história na visão do filme

Uma das grandes dificuldades do mundo contemporâneo das sociedades líquidas é a compreensão dos papéis em geral, especialmente neste caso da figura paterna. Num momento em que tudo muda a todo instante e em todos as manifestações da cultura e da sociedade, a figura paterna também sente-se impactada de tal forma, que.ja não se sabe ao certo qual sua função.

Se olharmos para alguns decênios anteriores, tínhamos papéis e figuras muito bem definidas, onde o pai exercia o rigor da punição e do provimento ao filho. Isso criava uma imagem endurecida,  longínqua e inacessível, tanto no desenvolvimento do masculino quanto na relação filho e pai.

Hoje, encontramos país exercendo funções que eram inconcebíveis como alimentação, cuidado e afeto dos filhos. Isso é muito bom, mas também insere mais dúvidas quanto ao desenvolvimento da figura masculina e do masculino na pessoa..

No desenvolvimento infantil, de uma forma generalíssima, a figura paterna é responsável por apresentar à criança, o mundo, as relações externas, os limites e as interações. Enquanto a figura materna está ligado ao cultivo da interioridade e do afeto, este leva a criança a olhar para si e para o mundo com confiança e fé. Como que se lhe apoiasse as costas, na região lombar e dissesse: “Vai! Estou aqui atrás te apoiando, vai”.

O hemisfério esquerdo do cérebro é o responsável pela parte pratica pela razão, voltada para a ação e controla o lado direito do corpo e o direito, como responsável pelo afeto e criatividade e controla o lado esquerdo do corpo. Em pessoas destras o lado direito e as costas tem correspondência com a masculinidade e a figura paterna, o lado esquerdo, a figura materna, em canhotos, ao contrário.

Então, a presença ou ausência da figura paterna no desenvolvimento infantil irá marcar o indivíduo de diversas formas, em primeiro lugar com o que Reich chamou de Couraças Musculares e posteriormente podem se desenvolver em manifestações de doenças.

É muito importante observar o corpo, porque nele ocorre a manifestação das emoções e sentimentos.

O filme “Questão de tempo” é um conto, onde o jovem Tim Lake recebe do masculino na família paterna o dom de viajar no tempo, ao passado, para vivenciar novamente situações e poder corrigi-las. E não é esta a proposta terapêutica? Visitar o meu passado e “ajustar” as emoções que ficaram bloqueadas?

Esta é uma grande lição que todo pai deveria ensinar ao seu filho: sempre podemos voltar aos momentos mais dolorosos em nossa vida, vivenciar as emoções dolorosas que não conseguimos lidar na época e liberá-las para uma vida mais livre. Esta é uma grande lição que os homens, nesta sociedade liquida, devem ensinar aos seus filhos.

No filme, o jovem Tim passa por diversas situações conflituosas e difíceis no processo de amadurecimento do  homem, como a juventude, a descoberta do amor, as responsabilidades da vida adulta e, por fim, a morte. Em todos os momentos, o filme nos propõe pistas de que ele resgata seus sofrimentos e dores através do processo de ressignificação e enfrentamento da dor.

E tudo isso, advém dos ensinamentos de seu pai, que o ensinou a “voltar no tempo”. O nosso tempo carece desse elemento masculino de afeto e cuidado, do ensinamento aos jovens que podemos resgatar nossas feridas e dar um novo sentido às nossas dores. Quanto mais homens “viajando no tempo” tivermos, tanto mais teremos novas gerações mais livres e conectadas ao masculino e ao feminino.

Referências sobre o filme:

IMDB

UNIVERSAL MOVIE

]]>
3338