psicosomática https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Mon, 02 May 2022 16:53:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 psicosomática https://minasi.com.br 32 32 103183256 O seu intestino é outro cérebro. Você sabia disso? https://minasi.com.br/o-seu-intestino-e-outro-cerebro-voce-sabia-disso/ https://minasi.com.br/o-seu-intestino-e-outro-cerebro-voce-sabia-disso/#respond Mon, 02 May 2022 16:53:27 +0000 https://minasi.com.br/?p=2836

Antes da Neurociência contemporânea apontar a ligação entre o cérebro e outros orgãos do corpo, especialmente, o Intestino, o Dr. Wilhelm Reich já postulava no inicio do século XX o aspecto funcional dessa ligação. Demonstrando que o cérebro, que possui sua importância, estava funcionalmente ligado a todo o corpo e este corpo, ligado às emoções e à psiquê. Não como uma representação, mas numa ligação funcional, onde um e outro são manifestações da mesma função.

Que conexão existe entre o cérebro e o intestino?

Um estudo publicado na Nature pelo gastroenterologista Emeran A. Mayer explica como ambos os órgãos, cérebro e intestino, estão conectados.

Esta interação entre eles tem relevância não apenas na regulação das funções gastrointestinais, mas também no humor e na tomada de decisão intuitiva.

Em primeiro lugar, vamos lembrar que existe uma complexa rede de terminais nervosos que revestem todo o sistema digestivo, especialmente o sistema intestinal (chamado sistema nervoso entérico).

Este deriva evolutivamente de células que migram da crista neural e se instalam definitivamente no intestino.

Há, por sua vez, estruturas no sistema nervoso central que poderiam ser chamadas de parte encefálica do sistema intestinal.

A comunicação entre o cérebro e o intestino é estabelecida por meio de vias nervosas, especialmente pelo nervo vago. Mas também pela corrente sanguínea, é claro.

Por outro lado, há outras células intrínsecas localizadas nas camadas mais internas do tubo intestinal (células enteroendócrinas ou enterocromafins) que são repletas de neurotransmissores.

Por exemplo, contêm peptídeos (que também se encontram no cérebro) e serotonina.

Na verdade, o intestino é o local da anatomia humana em que se encontra a maior quantidade de serotonina (mais de 90%). O restante se encontra nas plaquetas e apenas 1% no cérebro.

Mas o intestino não é apenas um tubo com neurônios próprios e neurotransmissores mais ou menos conectado com o cérebro e com neurônios específicos e neurotransmissores.

Nele, também vive uma grande quantidade de micro-organismos. Juntos, eles formam a chamada microbiota.

Ilustração simbolizando cérebro e intestino de mãos dadas
A interação entre o intestino e o cérebro tem relevância não apenas na regulação das funções gastrointestinais, mas também no humor e na tomada de decisão intuitiva

Trata-se de uma série de bactérias (mais numerosas do que nossas próprias células) que nos ajudam na digestão, no combate a outros patógenos e em muitos outros processos.

Sintomas físicos derivados da ansiedade e depressão

Muitos de nós já constatamos que estar estressado (por ter que falar em público ou fazer uma prova) nos predispõe, não só de forma aguda, mas também crônica, a vômitos, náuseas, diarreia ou constipação.

Na verdade, como é evidente, os sintomas seguem o estímulo estressante (que, às vezes, não precisa ser negativo). Há até uma expressão muito particular para definir estar apaixonado: “sentir borboletas no estômago”.

A ansiedade e a depressão são os dois representantes mais claros dos problemas de estado de espírito.

Na verdade, é um dos motivos mais frequentes de consulta não só na clínica psiquiátrica, como também na atenção primária.

A depressão é cada vez mais frequente, e é um dos principais problemas de saúde pública.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) — e este já era o caso anos antes da pandemia —, será o principal problema de saúde do mundo em 2030.

Graças a estudos como o de Mayer, o papel do estresse nessas doenças está se tornando cada vez mais conhecido. Assim como nas alterações em neurotransmissores específicos e má regulação do sistema imunológico.

Mas um número significativo de pacientes é resistente aos tratamentos farmacológicos disponíveis para a depressão, que devem sempre ser acompanhados de psicoterapias.

E é por isso que existe uma necessidade premente de aumentar o conhecimento da sua fisiopatologia para desenvolver estratégias terapêuticas mais eficazes.

Cerebro ligado ao intestino

O estresse e sua influência na microbiota (e vice-versa)

Nas últimas duas décadas, foram apresentadas inúmeras evidências científicas, em modelos animais e em humanos, indicando que quando um indivíduo sofre estresse, ocorre uma alteração no intestino e a composição da microbiota pode, inclusive, ser modificada.

Inversamente, a alteração experimental da microbiota também pode induzir mudanças comportamentais.

Sabemos que o cérebro influencia a microbiota a partir de estudos nos quais foi demonstrado que o estresse nos estágios iniciais da vida diminui a concentração de Lactobacillus e faz emergir a concentração de bactérias patogênicas ao romper o equilíbrio fisiológico entre as diferentes populações de microrganismos.

Em contrapartida, a diferente composição da microbiota pode influenciar no comportamento: algumas bifidobactérias melhoram o comportamento depressivo em ratos.

O estresse também produz inflamação?

Nos últimos anos, inúmeros estudos indicaram que a inflamação crônica de baixo grau também pode estar desempenhando um papel na fisiopatologia da depressão.

A partir desta informação, buscou-se saber se poderia haver uma relação entre a inflamação de origem intestinal e o estresse.

Assim, vários estudos realizados por um grupo da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e outros pesquisadores mostram como o estresse (um importante fator de risco para a depressão) pode produzir um desequilíbrio intestinal.

Isso pode levar a uma instabilidade na barreira intestinal (tornando-a mais porosa) e, portanto, à passagem de componentes da parede bacteriana do intestino para a corrente sanguínea e outros órgãos.

É um processo chamado translocação bacteriana. Estes componentes podem ser tóxicos e desencadear uma resposta inflamatória generalizada.

Além disso, estes estudos mostraram que a composição da flora bacteriana fica alterada em pacientes com depressão, em comparação com a flora de indivíduos de grupos de controle saudáveis.

Em geral, a diversidade bacteriana diminui em casos de depressão. No entanto, ainda não entendemos a associação entre a microbiota e a inflamação detectada na depressão.

Agora sabemos que o dano celular oxidativo (que é a consequência final da inflamação) é maior em pacientes com um episódio ativo de depressão.

Além disso, estas pessoas também apresentaram níveis elevados de um componente de bactérias intestinais que está muito relacionado à resposta imune: o lipopolissacarídeo de bactérias do gênero Bilophila e Alistipes, diminuição da Anaerostipes e desaparecimento completo da Dialister.

Estas alterações não aparecem em pacientes em fase de remissão da doença.

Resta saber ainda se as toxinas das bactérias presentes na microbiota de pacientes com depressão podem circular por todo o sistema e chegar a sinalizar algumas estruturas do cérebro.

Por enquanto, sabe-se que em modelos animais estas bactérias são capazes de chegar ao cérebro e ativar receptores de resposta imune em neurônios e em outros tipos de células deste órgão.

E, além disso, que no tecido cerebral de pacientes com depressão que morreram por suicídio, é identificada uma hiperativação da resposta imune.

Mas ainda estamos longe de poder afirmar que existe uma causalidade entre estes fenômenos e a fisiopatologia da depressão.

No entanto, o desafio está lançado, e o trabalho da ciência biomédica é desvendar todos esses mecanismos para oferecer aos pacientes novos e melhores soluções de tratamento.

Neste momento, há um projeto aberto para o estudo do microbioma em relação à saúde mental, com o qual você pode colaborar voluntariamente (caso more em que algumas cidades da Espanha — veja aqui).

  • Juan C. Leza é professor do departamento de farmacologia e toxicologia da faculdade de medicina, CIBERSAM, Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.
  • Javier R. Caso é professor do departamento de farmacologia e toxicologia da faculdade de medicina, CIBERSAM, Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em espanhol).

]]>
https://minasi.com.br/o-seu-intestino-e-outro-cerebro-voce-sabia-disso/feed/ 0 2836
Medo e ansiedade https://minasi.com.br/medo-e-ansiedade/ https://minasi.com.br/medo-e-ansiedade/#respond Thu, 13 Aug 2020 18:52:50 +0000 https://minasi.com.br/?p=2150
Medo tem algo a ver com a ansiedade? Vamos conversar sobre isto…
]]>
https://minasi.com.br/medo-e-ansiedade/feed/ 0 2150
De onde vem nossas doenças? https://minasi.com.br/de-onde-vem-nossas-doencas/ https://minasi.com.br/de-onde-vem-nossas-doencas/#respond Sun, 15 Dec 2019 21:24:54 +0000 https://minasi.com.br/?p=1867

Um dos conceitos fundamentais que Wilhelm Reich, o pai das psicoterapias corporais, introduziu foi o de Encouraçamento Muscular. Em seus estudos com seus pacientes, Reich descobriu que o que chamamos de caráter manifesta-se diretamente em nosso corpo, me nossa musculatura: moldando-nos, dando formas mais contraídas ou mais expandidas, dependendo da maneira como que lidamos com as frustrações em nossa infância.

O que a infância tem a ver com isso? 

Reich, seguindo a teoria psicanalista de Freud, demonstrou que as nossas couraças musculares e caracteriais são criadas e desenvolvidas em nossa infância. Nos dias atuais a Neurociência já possui estudos científicos ratificando a ontogenia dos principais problemas psicológicos. Existe uma base biológica ou energética, segundo os conceitos reichianos, no entanto, podemos chamá-la de pré-disposição, o que significa que poderá ser ativada ou não, dependendo da quantidade afeto e liberdade em nossa tenra infância.

Reich amplia o conceito psicanalitico do desenvolvimento infantil incluindo também o período de concepção e gestacional como motor de surgimento de biopatias e outras manifestações do desequilíbrio energético no processo do individuo.

Não é uma questão de sorte ou de fatalismo, mas de afeto e amor. O casal de amantes durante o abraço genital carregam em si energia, temperamento, emoção e encouraçamento. Esta combinação durante a fecundação produzirá o que Federico Navarro denominou de campos energéticos. Esta influência diretamente relacionada à concepção e desenvolvimento intra-uterino influenciará o temperamento e a gestão energética que o individuo terá durante toda a sua existência, podendo colocá-lo mais susceptível a processos de somatização ou biopatias.

Reich falava sobre flexibilização das couraças neuróticas ou a possibilidade de criar couraças em psicóticos. O que nos impede de ter uma livre circulação energética não é a couraça em si, mas a sua rigidez ou tensão. No mundo em que vivemos é impossível existir sem ter couraças, mas estas, podem ser flexíveis, que podemos usar quando julgarmos necessários. O problema é que na infância, por conta da completa falta de defesa ante à sistemática agressão por nosso conjunto familiar, não pudemos manter nosso Eu intacto, senão criando couraças musculares rígidas ou incompletas.

Então, fomos criando estruturas psico-física-energéticas completamente inequivocadas, que muitas vezes nos leva à compulsão, controle, masoquismo, raiva ou histeria para a defesa de nosso Eu mais profundo, uma vez que fomos feridos no Amor. Enquanto esperávamos um Amor que nos fizesse crescer e nos tornar independentes e amorosos, encontramos um “amor” falso, deturpado, enganador, controlador, etc. Essa ferida chamada Edípica, nos impediu de experimentar o Amor que liberta.

Feridos, passamos a nos ferir e a ferir os outros, como forma de perpetuar este “falso amor”.

Não temos nada além do amor.
Não temos antes, princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
– Louco, é assim o amor.
Colhe-me, colhe-me, colhe-me!

Rumi

Neste processo da busca do que chamamos Amor, que é nossa própria identidade, nosso Eu, ativamos as couraças criadas na experiência da infância e vamos nos afastando de nossa Essência e, então, adoecemos. Adoecemos por falta do Amor. O Amor que buscamos em nossa família de origem e que não foi capaz de nos dar, apenas um perfume falsificado daquilo que era Essência. As doenças vamos dando nome diversos, como arritmias, enxaquecas, gastrites, bursites, impotências; ou medos, ansiedades, raivas, tristezas, depressões, e por ai vai.

A pergunta que fica é como flexibilizar todas as couraças que foram instaladas em nosso corpo, mente sobre nossa verdadeira natureza e nosso Eu? A resposta é apenas uma: movendo-se. Saindo do lugar onde nos encontramos e partir ao encontro das dores, das enfermidades, do “inferno” instalado em nosso corpo e mente por conta da contaminação deste “Falso Amor”. Precisamos sempre ter em mente que o estado em que chegamos levou uma vida toda, então o processo da volta, vai levar um chão. Como disse Geraldo Vandré:

Vem vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

]]>
https://minasi.com.br/de-onde-vem-nossas-doencas/feed/ 0 1867
Couraças musculares: Como nossas emoções se fixam em nosso corpo. https://minasi.com.br/couracas-musculares-como-nossas-emocoes-se-fixam-em-nosso-corpo/ https://minasi.com.br/couracas-musculares-como-nossas-emocoes-se-fixam-em-nosso-corpo/#respond Mon, 04 Dec 2017 20:48:43 +0000 http://minasi.com.br/?p=788 A terapia corporal tem como objetivo flexibilizar as couraças musculares instaladas nos diversos segmentos do corpo, que nos impedem de uma livre circulação energética, bem como de dar fluência aos movimentos e à dança da vida. Trabalhando terapeuticamente nas couraças se permite acessar emoções, que foram difíceis de lidar em nossas fases de desenvolvimento e que criaram as Couraças. A liberação dessas emoções produz alívio, conhecimento e relaxamento.

As Couraças musculares podem atingir órgãos e provocar um estado de contração no corpo, produzindo manifestações psico-somáticas. Em última instância, o corpo se contrai até atingir estados crônicos e produzir doenças, por falta de flexibilização das mesmas.

Wilhelm Reich foi um dos que mais contribuiu para o desenvolvimento das ciências da mente-corpo do início do século XX, sendo reconhecido como o principal motor deste tipo de investigação científica no Ocidente até a década de 40. Reich propôs um modelo da condição humana, que postulou uma teoria da energia como sendo uma componente fundamental de toda a matéria e espaço, um conceito que ele chama de energia mainPic10“orgone”.

Reich afirmou que desenvolvemos uma couraça muscular que bloqueia a nossa energia. Ele afirmou que “Blindagem é a condição que ocorre quando a energia é ligada pela contração muscular e não flui através do corpo” (Reich: 1936). Ele verificou que existia blindagem de carácter que ele definiu como “a soma total das atitudes típicas de caráter, que um indivíduo desenvolve como um bloqueio contra a sua excitação emocional, resultando em rigidez no corpo e falta de contato emocional”. Ele definiu a couraça muscular como “a soma total de musculares (espasmos musculares crónicos) que um indivíduo desenvolve como um bloco contra a irrupção de emoções e sensações de órgão, particularmente ansiedade, raiva e excitação sexual” (Reich: 1936).

“Blindagem é a condição que ocorre quando a energia é ligada pela contração muscular e não flui através do corpo” Wilhelm Reich.

Alexander Lowen, que era um associado de Reich, resumiu esse efeito global: “o carácter do indivíduo como ele se manifesta no seu padrão típico de comportamento, também é retratado ao nível somático pela forma e o movimento do corpo. A expressão corporal é a visão somática da expressão emocional típica que é vista a nível psíquico como carácter. Defesas aparecem em ambas as dimensões, no corpo como couraça muscular.” (Lowen: 1976).

Reich estabeleceu então uma teoria de segmentação da blindagem para explicar como o corpo estabelece o seu equilíbrio psíquico. Nesta teoria falamos de sete segmentos do corpo onde existem tensões ou se desenvolve blindagem muscular, e onde as contrações segmentares são perpendiculares ao fluxo de força vital ou energia orgone no corpo. Na verdade o conceito de Reich dos 7 segmentos também pode ser correlacionando ao sistema de 7 chakras da Filosofia Oriental, de muitas formas a premissa é basicamente a mesma da proposta pela filosofia oriental, mas colocada de uma forma ocidental, que tenta ser mais quantitativa e dedutiva.

Estes são os sete segmentos que foram delineados por Reich:

  1. Ocular ou visual
  2. Oral
  3. Cervical
  4. Torácica
  5. Diafragma
  6. Abdominal
  7. Pélvica

couraC3A7a-reich

Esta teoria, fala de 5 caracteres primários. As características das cinco estruturas básicas de caráter arquetípico são resultados previsíveis com base nas teorias de blindagem de Reich, e dizem-nos muito sobre a história pessoal de uma pessoa já que está escrito no corpo.

Reich também delineou o conceito de um bloqueio realizado no corpo, que pode apresentar sinais físicos de manifestação. Bloqueios mostram frequentemente um dos 7 segmentos em excesso, descarga, tensão e sobrecarga.
Essa interação dos 7 segmentos constitui a etiologia das 5 estruturas de carácter primárias, que não são formadas de forma isolada um segmento, mas sim relacionam-se com a economia de energia e a regulação entre os segmentos.

Referências:
1.     Character Analysis, Reich Wilhelm, 1975, 5th enlarged edition, New York, Farrar Publishing.
2.     Bioenergetics, Lowen Alexander, 1976, Penguin books, New York.
3.     Language of the Body, Lowen Alexander, 1971, MacMillan, New York.
4.     Wilhelm Reich : The Evolution of his Work, Boadella David, 1973, Vision Press, Chicago.

Fonte: BlogDaBiosintese

Imagem: Waved dancer

]]>
https://minasi.com.br/couracas-musculares-como-nossas-emocoes-se-fixam-em-nosso-corpo/feed/ 0 3342