narcisismo https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Mon, 20 Jun 2022 13:54:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 narcisismo https://minasi.com.br 32 32 103183256 Minha mãe é narcisista? Será? E, agora? https://minasi.com.br/minha-mae-e-narcisista-e-agora/ https://minasi.com.br/minha-mae-e-narcisista-e-agora/#respond Mon, 20 Jun 2022 13:54:28 +0000 https://minasi.com.br/?p=2884

“Você só está vivo(a) graças a mim”. “Você me deve”. “Você não valoriza nada do que eu faço para você”. “Você não faz nada direito”. “Quando eu tinha a sua idade, já tinha feito mais e melhor”. Mães que usam frases como essas de forma recorrente apresentam uma chance de serem narcisistas ou de terem traços de narcisismo, sabia? E mais: há ainda uma probabilidade de que os indivíduos que ouvem declarações do tipo repitam o padrão com seus próprios filhos. “Uma pessoa narcisista tem traços de egocentrismo, de uma visão hiperinflada a respeito dela própria. Ela se supervaloriza sempre, em qualquer situação”, explica o psicanalista Artur Costa, professor da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica (ABPC).

O nome vem da mitologia grega. Narciso era um belo jovem que, ao ver seu reflexo sobre um lago, apaixonou-se tão perdidamente por si mesmo, que caiu nas águas profundas e morreu afogado. “Existem pessoas que têm traços narcisistas em alguns momentos e ambientes, e pessoas que desenvolvem o transtorno psiquiátrico mesmo”, diferencia o especialista.

Quando esse traço ou esse transtorno se aplica a uma mãe, as consequências podem ser graves e, como já mencionamos, até levadas de geração a geração, perpetuando o problema. “Grande parte dos traumas acontece na infância e uma mãe narcisista pode causar traumas extremamente profundos nos filhos, mesmo enquanto eles ainda são muito pequenos. O dano é realmente muito potente e vai se refletir na vida adulta, inevitavelmente”, aponta Costa.

De acordo com estimativas levantadas nos Estados Unidos e publicadas no periódico científico The Journal of Clinical Psychiatry, a prevalência do transtorno em homens é muito maior – cerca de 75% dos casos diagnosticados são em pacientes do sexo masculino. Mas por que, então, se fala mais de mães narcisistas do que de pais narcisistas? Segundo o psicanalista, os danos são maiores e mais sensíveis nas mulheres justamente por causa da maternidade.

Filhos atingidos por uma mãe narcisista não tratada vão transferir algumas dessas coisas para os seus futuros filhos também

Ser filho ou filha de uma mãe narcisista: como é?

“A mãe narcisista admira somente a si mesma. Ela pode até admirar outras pessoas, desde que essas outras pessoas se pareçam com ela”, explica o psiquiatra e psicoterapeuta Wimer Bottura, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Por isso, uma das características da mãe narcisista é querer ou até exigir que os filhos sejam e ajam exatamente como ela. Se não fizerem dessa forma, deixam, automaticamente, de merecer seu amor e sua atenção. “Ela é centralizadora, manipula, abaixa a autoestima dos outros. Às vezes, usa doenças para controlar quem está à sua volta”, exemplifica Bottura.

Há também as mães que se gabam excessivamente dos filhos e projetam neles tanto suas expectativas como suas frustrações. Elas vivem a vida dos filhos, não voltam para a vida delas, conforme as crianças se desenvolvem”, acrescenta a psicóloga Lígia Dantas, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e criadora do Entra na Roda, um grupo de apoio psicológico online de acolhimento a mães e mulheres.

São mães que olham apenas para si – e querem que todos façam o mesmo, principalmente, o parceiro, a parceira e os filhos. Quando as crianças começam a se desenvolver e a criar interesses diferentes, elas simplesmente não conseguem aceitar. “Já atendi casos em que a sogra, ao passar o fim de semana na casa dos filhos adultos, queria dormir no meio, na cama do casal”, conta Lígia.

Existe também a questão da competição com os filhos, sobretudo na adolescência. Elas querem mostrar que são melhores e que sabem mais. Os sentimentos dos jovens, neste caso, são sempre invalidados.

Por trás desse comportamento…

Por mais paradoxal que pareça, a mãe narcisista tem dificuldade com sua autoestima, por isso, é tão dependente da admiração externa. Muitas vezes, a projeção sobre os filhos (desejar que eles sejam perfeitos, arrumá-los impecavelmente e deixá-los o mais parecido possível com ela) é uma tentativa de fazer com que eles recebam elogios e, assim, saciem seu ego.

“O tempo todo e a qualquer custo, ela vai querer ser reconhecida para suprir esse amor-próprio que não consegue produzir sozinha. Então, sempre vai exigir do parceiro, da parceira, dos filhos, o reconhecimento daquilo que faz e, às vezes, de forma mecânica”, aponta o psicanalista Artur. “O narcisista sempre acha que ele trabalha mais, que o sofrimento dele é legítimo e o do outro não. Muitas vezes, é hipersensível, por tudo se magoa, se fere. Quando começa a sangrar, não para nunca, não suporta uma crítica de qualquer tipo que seja”, acrescenta.

De acordo com o especialista, trata-se de alguém que não consegue se doar, apenas receber doações. “Ela tem dificuldade de ofertar seu tempo para os filhos, porque vai querer que eles, na verdade, deem a ela o máximo de tempo e de atenção. Pode ser abusiva, justamente por se considerar superior. Cria suas próprias regras, exige excessivamente respeito e nunca pede desculpa. Admitir culpa é se diminuir e diminuir a visão que ela tem a respeito de si mesma”, pontua.

Grandes prejuízos e muita terapia

E quais são os reflexos de tudo isso para essas crianças? “O transtorno narcisista na maternidade tem danos gigantescos, até mesmo para a sociedade, porque gera um dano nos filhos e, consequentemente, nos netos. Filhos atingidos por uma mãe narcisista não tratada vão transferir algumas dessas coisas para os seus futuros filhos também”, diz o psicanalista. Está aí, inclusive, uma das explicações mais comuns para uma pessoa narcisista: pode ser que, de alguma forma, ela esteja repassando o que viveu ou, então, usando tais atitudes como um mecanismo de autoproteção.

Tudo isso, enquanto o filho cresce invalidado, tendo suas opiniões e seus desejos atropelados pela “soberania” da mãe. “A criança vai se sentir sempre insegura em tomar suas próprias decisões, vai ficar totalmente dependente dessa mãe”, aponta a psicóloga Lígia. Tal contexto, de acordo com a psicóloga, prejudica as relações sociais e profissionais. “Uma mãe narcisista pode deixar o filho infantilizado também”, complementa.

Quando as crianças crescem e começam a criar novos vínculos, vem um outro momento desafiador. “Às vezes, a mãe ocupa todos os espaços, todas as necessidades. ‘Para que você vai casar? Se relacionar? Tem tudo aqui em casa. Te dou amor, comida’. Ela se acha onipotente”, exemplifica Lígia.

“A mãe narcisista eventualmente quer escolher com quem os filhos vão se relacionar. Eles se veem envolvidos em uma manipulação tão forte, que não conseguem escapar. Há muito dano à liberdade e ao direito de as pessoas fazerem o que têm vontade de fazer”, diz o psiquiatra Wimer Bottura.

Os traços de narcisismo na maternidade trazem prejuízos também para a própria mãe, que, em vez de celebrar, vai sofrer mais a cada passo do filho; que vai ter ainda mais dificuldades nessa missão exaustiva e que exige tanto das mulheres; que fará escolhas muitas vezes desconfortáveis e desvantajosas a ela mesma, apenas para receber elogios e atenção; que precisará lidar com o afastamento das crianças, conforme elas percebem a situação e ganham independência.

Todo mundo é narcisista – e isso pode ser bom!

É importante ressaltar que traços de narcisismo são comuns a todos nósE, em certo momento, especificamente na maternidade, são até essenciais! “Existe uma fase, falando de mães, em que é necessário ser narcisista. É com essa característica que ela vai ler o desejo do bebê a partir da sua experiência”, aponta a psicóloga Lígia.

Segundo a especialista, como o bebê não fala, a mãe pensa, supõe e age para atendê-lo a partir de seus próprios desejos e perspectivas. “É a chamada fase do espelho, em que ela olha para o outro e se vê”, explica a psicóloga. “É um período fundamental para a constituição psíquica do bebê. Sua mãe vai nomeando e ajudando ele a entender o mundo”, explica.

A psicóloga afirma que esse é um processo necessário e, caso não aconteça, há inúmeros prejuízos – por exemplo, a não criação de vínculo entre os dois. “Só que, em determinado momento, isso tem que começar a se deslocar, para que o filho possa se desenvolver. O que acontece com a mãe narcisista é que, muitas vezes, ela acaba vivenciando, olhando aquele filho como uma continuidade dela. Não permite que ele cresça e não volta para a vida dela”, diz.

Como lidar com uma mãe narcisista e o que fazer se você se identificar como uma?

O primeiro desafio é perceber que você é/tem uma mãe narcisista e que certos comportamentos não são normais. Em seguida, é necessário procurar ajuda – tanto sendo filho quanto sendo a mãe. “É preciso buscar uma terapia”, recomenda o psiquiatra Wimer Bottura.

Dizer à mãe que ela é narcisista e que precisa de ajuda é um desafio, já que a mensagem será entendida como uma crítica. Há ainda uma outra questão. Quando ela consegue perceber a existência do problema e se dispõe a fazer um tratamento, vem outra etapa nada simples: provavelmente, a mãe narcisista achará defeitos em todos os profissionais com quem conversar. “Ela vai admirar o terapeuta enquanto ele a admira. Quando ele começar a confrontá-la, ela vai querer fugir e tentar encontrar outro. É preciso ter muita habilidade”, afirma o psiquiatra.

Não se trata de um processo fácil, mas o resultado tende a ser bastante compensador para todos. Se, de alguma forma, você se identificou com o que acabou de ler, pare, reflita e lembre-se: pedir (ou aceitar) ajuda pode fazer toda a diferença.

Artigo publicado no website bebe.com.br, por Vanessa Gomes.

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A urgência por limites https://minasi.com.br/a-urgencia-por-limites/ https://minasi.com.br/a-urgencia-por-limites/#respond Thu, 25 Nov 2021 13:41:39 +0000 https://minasi.com.br/?p=2633

Toda pesquisa se inscreve em um contexto pessoal e se situa em um contexto social que deve agora ser precisado. Os Ideólogos trouxeram para a França e para a Europa, no fim do século XVIII, a idéia de progresso indefinido: do espírito, da ciência, da civilização. Foi por muito tempo uma idéia geradora. Foi preciso mudar. Se eu devesse resumir a situação dos países ocidentais e talvez de toda a humanidade neste final de século XX, eu destacaria a necessidade de colocar limites: à expansão demográfica, à corrida aos armamentos, às explosões nucleares, à aceleração da história, ao crescimento econômico, a um insaciável consumo, ao crescente distanciamento entre os países ricos e o terceiro mundo, ao gigantismo dos projetos científicos e dos empreendimentos econômicos, à invasão da esfera privada pelos meios de comunicação de massa, à obrigação de continuadamente bater os recordes à custa de um super-treinamento, do doping, à ambição de ir cada vez mais depressa, mais longe, cada vez mais caro à custa das aglomerações, da tensão nervosa, das doenças cárdio-vasculares, do desprazer de viver. De colocar limites também à violência exercida.

Para me restringir a um domínio que não me diz respeito apenas como simples cidadão mas do qual faço a experiência profissional qua se quotidiana, a mudança na natureza do sofrimento dos pacientes que procuram uma psicanálise é significativa nestes trinta anos em que exerço esta terapêutica e tem sido confirmada por meus colegas. No tempo de Freud e das duas primeiras gerações de seus continuados, os psicanalistas se ocupavam de neuroses caracterizadas, histéricas, obsessivas, fóbicas ou mistas. Hoje, mais da metade da clientela psicanalítica é constituída pelo que se chama estados limite c/ou personalidades narcísicas.

Etimologicamente, trata-se de estados no limite da neurose e da psicose e que reúnem traços destas duas categorias tradicionais. Na verdade, estes doentes sofrem de uma falta de limites: incertezas sobre as fronteiras entre o Eu psíquico e o Eu corporal, entre o Eu realidade e o Eu ideal, entre o que depende do Self e o que depende do outro, bruscas flutuações destas fronteiras, acompanhadas de quedas na depressão, indiferenciação das zonas erógenas, confusão das experiências agradáveis e dolorosas, não distinção pulsional que faz sentir a emergência de uma pulsão como violência e não como desejo, vulnerabilidade à ferida narcísica devido à fraqueza ou às falhas do envelope psíquico, sensação difusa de mal-estar, sentimento de não habitar sua vida, de ver de fora funcionar seu corpo e seu pensamento, de ser o espectador de alguma coisa que é e que não é sua própria existência.

Assim, uma tarefa urgente, psicológica e socialmente, parece ser a de reconstruir limites, refazer fronteiras, reconhecer territórios habitáveis e onde se possa viver – limites, fronteiras que ao mesmo tempo instituam diferenças e permitam mudanças entre as regiões (do psiquismo, do saber, da sociedade, da humanidade) assim delimitadas.

Didier Anzieu – O Eu Pele

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Narcisismo – o mito https://minasi.com.br/narcisismo-o-mito/ Mon, 21 May 2018 13:51:22 +0000 http://minasi.com.br/?p=1337

Passou o resto dos dias de sua vida admirando sua própria imagem refletida no lago, sem comer, sem beber, definhando-se dia após dia até morrer.

Cada vez mais nos deparamos com pessoas que vivem em constante busca de um corpo perfeito, fama, riqueza e poder. Essas são palavras que fazem parte do cotidiano de algumas pessoas que ultrapassam qualquer limite moral, ético, físico e psicológico, em busca de algo que preencha seu vazio interior e suas frustrações.

Essa atitude é comumente encontrada em pessoas que não conseguem viver sem uma platéia que as cerquem de elogios, presentes e reforcem a sua “virilidade”. São competitivas, insensíveis, arrogantes e derrubam quem estiver à sua frente. Esse é o retrato do traço de caráter chamado narcisista, que vem a cada dia ocupando mais e mais espaços na mídia e na sociedade em geral.

Desde há muito tempo, o ser humano vem buscando entender o seu comportamento frente às outras pessoas. Do mito de Narciso às infindáveis pesquisas no campo da psicologia, passando pelos estudos psicanalíticos de Freud, vários cientistas trouxeram inúmeras contribuições para o estudo desse tão discutido traço de caráter.

Para uma melhor compreensão dessa dinâmica de caráter, entendamos um pouco sobre o mito de Narciso.

Eco era uma linda ninfa, amante dos bosques e das montanhas, companheira favorita de Diana em suas caçadas. No entanto, tinha um grande defeito: falava demais e costumava sempre dar a última palavra em qualquer conversa da qual participava. Certa vez, a deusa Hera desconfiou que seu marido Zeus a estava traindo com as ninfas e saiu à sua procura. Caminhando pelos bosques deparou-se com Eco que, assustada com a presença de Hera passou a entretê-la em uma conversa sem fim. Percebendo a artimanha de Eco, Hera a condenou a não mais poder falar uma só palavra por iniciativa própria, a não ser como resposta quando questionada.

Passeando pelo bosque, Eco avistou Narciso, um jovem de extrema beleza, filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liríope. Narciso preferia viver só porque ainda não tinha encontrado nenhuma pessoa bela que fosse merecedora do seu amor. Eco começou a seguí-lo e, sentindo-se apaixonada, quis dizer a ele o quanto o queria, mas isso não era possível porque era preciso esperar que Narciso falasse primeiro para então, ela lhe responder. Distraída pelos seus pensamentos, Eco não percebeu que o jovem se aproximava dela e tentou se esconder rapidamente. Narciso ouviu o barulho e caminhou em sua direção perguntando:

– Há alguém aí? E ouviu uma resposta: Ai!

Olhando à sua volta e não vendo ninguém, queria saber quem estava se escondendo dele, dona daquela voz tão bonita. E disse: Vem!, ouvindo como responsta: Vem!

– Por que foges de mim? Perguntou ele.

– Foges de mim? Respondeu Eco.

Eu não fujo! Disse Narciso. E completou: Vem, vamos nos juntar!

Nos Juntar!, respondeu Eco que não mais se contendo de felicidade saiu correndo em direção a Narciso. Assustado, Narciso gritou: Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar me possuir! Imediatamente ouviu como resposta: Me possuir!

Narciso fugiu, e a ninfa, voltou a se esconder no meio dos bosques, cheia de vergonha. Daí em diante, Eco passou a viver nas cavernas e montanhas, sem se alimentar nem ter qualquer tipo de contato com outros seres. Seu corpo foi se definhando até desaparecer completamente, restando-lhe apenas o eco de sua voz, que continua a responder a todos que a chamem, conservando o costume de dizer sempre a última palavra.

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Do alto do Olimpo, Nêmesis descontente com a atitude de Narciso, condenou-o a se apaixonar por sua própria imagem. Certo dia, cansado após um penoso dia de caça, Narciso debruçou-se sobre uma fonte para tomar água. Foi quando viu refletido na água, o rosto de um belo jovem. Pensou ele: “Com certeza é algum espírito das águas que habita esta fonte”. Imediatamente apaixonado pela imagem e logo baixou-se para beijá-la, mas quando tocou as mãos na água, a imagem desapareceu.

Narciso, então, perguntou: Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meu contato? Meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tu mesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, e responde com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazes o mesmo para então sumires ao meu contato.

Suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou: Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menos admirar-te. E assim, passou o resto dos dias de sua vida admirando sua própria imagem refletida no lago, sem comer, sem beber, definhando-se dia após dia até morrer. As ninfas choraram seu triste destino e no lugar onde ele faleceu, encontraram apenas uma bela flor, que em sua memória recebeu o nome de Narciso.

Autor: VOLPI, José Henrique. Poder, fama e ferida narcísica: uma compreensão caractero-energético do narcisista. Curitiba: Centro Reichiano, 2003. Disponível em: www.centroreichiano.com.br/artigos.htm.

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