corpo https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Fri, 25 Jul 2025 19:57:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 corpo https://minasi.com.br 32 32 103183256 Resignação x aceitação https://minasi.com.br/resignacao-x-aceitacao/ https://minasi.com.br/resignacao-x-aceitacao/#respond Fri, 25 Jul 2025 19:57:15 +0000 https://minasi.com.br/?p=4442

Resignação x aceitação: corpo, filosofia e psicologia em diálogo

Resumo:

Este artigo examina a distinção crucial entre resignação e aceitação enquanto respostas a situações adversas. Através de perspectivas filosóficas (estoicismo, budismo, existencialismo) e psicológicas (Terapia de Aceitação e Compromisso – ACT e Psicologia Corporal Reichiana), demonstra-se que, embora ambos os conceitos envolvam o reconhecimento de limitações, diferem radicalmente em sua natureza, consequências existenciais e potencial transformador. A resignação caracteriza-se por passividade e desesperança, enquanto a aceitação emerge como um ato consciente que preserva a atuação humana e abre caminho para ações alinhadas a valores.  

Palavras-chave: Resignação, Aceitação, Filosofia, Psicologia, Estoicismo, ACT, Enfrentamento, Sofrimento, Corpo, Couraças musculares.  

1. Introdução  

A experiência humana inevitavelmente confronta-se com circunstâncias indesejadas, limitantes ou dolorosas. Diante delas, duas respostas aparentemente similares, mas ontologicamente distintas, emergem: a resignação e a aceitação. Frequentemente confundidas na linguagem cotidiana, estas posturas representam modos radicalmente diferentes de se relacionar com o sofrimento e a finitude. Este artigo articula as distinções entre esses conceitos, explorando suas fundamentações na tradição filosófica ocidental e oriental, e na psicologia contemporânea, argumentando que a aceitação, ao contrário da resignação, constitui um caminho para a liberdade interior e a ação significativa.  

2. Definições Conceituais Fundamentais  

2.1. Resignação  

Caracteriza-se por uma capitulação passiva diante do inevitável, marcada pela percepção de impotência e ausência de alternativas (Benitez, 2019). Envolve:  

  • Desistência sem transformação;  
  • Foco exclusivo na perda/limitação;  
  • Emoções associadas: desesperança, amargura, vitimização.  

2.2. Aceitação  

Define-se como o reconhecimento ativo e consciente da realidade presente, sem negá-la ou lutar contra ela (Hayes et al., 2012). Pressupõe:  

  • Clareza cognitiva sobre o que pode/não pode ser alterado;  
  • Redirecionamento da energia para áreas de agência;  
  • Emoções associadas: serenidade, engajamento com a vida.  

3. Perspectivas Filosóficas  

3.1. Estoicismo: A Dicotomia do Controle  

Os estoicos (Epicteto, Sêneca, Marco Aurélio) estabeleceram a base teórica ao distinguir entre o que está sob nosso controle (julgamentos, ações) e o que não está (eventos externos). A aceitação (amor fati) é ativa:  

Aceitar os acontecimentos é o caminho para a liberdade” (Epicteto, Encheiridion, §1).  

A resignação, por sua vez, nega a própria liberdade interior (Irvine, 2008).  

3.2. Budismo: Impermanência e Não-Apego  

O budismo enfatiza a aceitação radical da impermanência (anicca) como antídoto ao sofrimento (dukkha). A aceitação plena (mindfulness) permite responder à dor sem aversão ou apego, diferindo da resignação que cristaliza o sofrimento (Rahula, 1974).  

3.3. Nietzsche: Amor Fati como Afirmação  

Em Nietzsche, aceitar não é suportar passivamente, mas afirmar ativamente o destino:  

Quero aprender cada vez mais a ver o necessário nas coisas como belo” (Gaia Ciência, §276).  

A resignação seria uma negação da vontade de poder (Young, 2010).  

4. Perspectivas Psicológicas  

4.1. Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)  

A ACT opera a distinção de forma pragmática:  

  • Resignação = Evitação experiencial + Paralisia;  
  • Aceitação = Abertura à experiência + Ação engajada (Hayes et al., 2012).  

Aceitar é “fazer espaço” para o desconforto a fim de agir conforme valores pessoais (Harris, 2019).  

4.2. Evidências Empíricas  

Estudos demonstram que a aceitação:  

  • Reduz sofrimento secundário (Kohl et al., 2012);  
  • Correlaciona-se com resiliência e bem-estar (Fledderus et al., 2010);  
  • A resignação associa-se a sintomas depressivos (Nolen-Hoeksema, 2000).  

5. Síntese Comparativa  

Critério

Resignação

Aceitação

Atitude

Passiva

Ativa e consciente

Foco

Perda/Impotência 

Realidade presente

Agência

Negada

Redirecionada

Consequência

Paralisia, depressão

Engajamento vital

Relação com a dor

Amplificação do sofrimento

Redução do sofrimento 

6. Psicologia Corporal Reichiana: A Somatização da Resignação e Aceitação  

A abordagem desenvolvida por Wilhelm Reich (discípulo dissidente de Freud) introduz uma dimensão somática fundamental na compreensão desses estados. Para Reich, os processos psíquicos manifestam-se diretamente no corpo através de padrões de tensão muscular crônica (“couraças caracteriais”).

6.1. O Corpo Resignado: Anatomia da Capitulação 

Reich descreve a resignação como uma imobilização bioenergética com manifestações corporais específicas (Reich, 1949):  

  • Retração axial: Colapso postural (ombros caídos, coluna cifótica, cabeça projetada à frente)  
  • Respiração deprimida: Padrão respiratório superficial com bloqueio diafragmático (“suspensão do suspiro”)  
  • Energia estagnada: Diminuição da pulsação vital (peristaltismo reduzido, pele pálida, extremidades frias)  
  • Expressão facial: Máscara de desespero passivo (musculatura frontal imobilizada, cantos da boca caídos)  

Nas palavras de Lowen (1971), “o corpo resignado é um monumento à rendição: seu peso morto puxa a alma para o chão” (p. 89). Essa configuração corresponde ao traço de caráter masoquista na tipologia reichiana, onde a impotência psíquica cristaliza-se como contração muscular crônica.

6.2. O Corpo que Aceita: Fisiologia da Presença

A aceitação, na perspectiva reichiana, manifesta-se como fluxo energético integrado (Reich, 1942):  

  • Verticalidade viva: Coluna ereta sem rigidez, apoio pélvico equilibrado  
  • Respiração pulsátil: Movimento diafragmático amplo com expansão abdominal natural  
  • Vascularização periférica: Pele rosada, mãos quentes, pulsação rítmica perceptível  
  • Expressão fluida: Mobilidade facial congruente com estados emocionais  

Como observa Keleman (1985), “A aceitação é um ato somático: é o corpo dizendo ‘sim’ ao movimento da vida, mesmo na dor” (p. 112). Essa organização corporal corresponde ao princípio de autorregulação orgásmica, onde a energia vital (orgone) circula sem bloqueios.

6.3. Transição Somatopsíquica  

A terapia reichiana demonstra que a passagem da resignação à aceitação envolve:  

  1. Flexibilização das couraças: Trabalho corporal para liberar segmentos tensionados (ocular, oral, torácico)  
  2. Restabelecimento da pulsação: Exercícios de respiração para restaurar a onda peristáltica  
  3. Grounding: Reconexão com o apoio pélvico e contato com a terra (Lowen, 1976)  

“Onde a resignação contrai, a aceitação expande; onde uma paralisa, outra pulsa” (Heller, 2012, p. 74)

7. Síntese Comparativa Ampliada  

Dimensão

Resignação

Aceitação

Postura

Colapso axial, ombros caídos 

Alinhamento vertical sem rigidez 

Respiração

Superficial, bloqueio diafragmático

Profunda, onda abdominal natural

Fluxo Energético

Estagnação (couraças torácicas)

Pulsação (movimento peristáltico)

Expressão Facial

Máscara de desespero passivo

Mobilidade congruente 

Tônus Muscular

Hipotonia crônica ou rigidez paralisante

Tônus vibrátil e responsivo

8. Conclusão Integradora  

A resignação configura-se como um túmulo somático onde a impotência psíquica cristaliza-se em couraças musculares, enquanto a aceitação emerge como palavra corporal do possível. A perspectiva reichiana revela que essa transição não é apenas cognitiva, mas uma reconfiguração total do organismo. Como propõe a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) aliada à somática, a verdadeira aceitação é o gesto encarnado – um sim biológico que precede o sim existencial.

Referências 

  • Benitez, L. (2019). Resignation and Its Discontents. Philosophy Today, 63(2), 345–361.  
  • Epicteto. (século II). O Encheiridion de Epicteto: Edição Bilíngue. Infographics Gráfica & Editora.
  • Fledderus, M. et al. (2010). Acceptance and Commitment Therapy as Guided Self-Help for Psychological Distress. Behaviour Research and Therapy, 48(8), 728–736.  
  • Harris, R. (2019). ACT Made Simple: Guia Fácil de Terapia de Aceitação e Compromisso (2ª ed.). New Harbinger.  
  • Hayes, S. C. et al. (2012). Acceptance and Commitment Therapy: The Process and Practice of Mindful Change (2ª ed.). Guilford Press.  
  • Irvine, W. B. (2008). A Guide to the Good Life: The Ancient Art of Stoic Joy. Oxford University Press.  
  • Kohl, A. et al. (2012). A eficácia das intervenções baseadas na aceitação para a dor crônica: uma meta-análise. Pain, 153(3), 533–542.  
  • Nietzsche, F. (1882). A Gaia Ciência. (Edição crítica: Colli & Montinari).  
  • Nolen-Hoeksema, S. (2000). The Role of Rumination in Depressive Disorders. Annual Review of Clinical Psychology, 3, 209–232.  
  • Rahula, W. (1974). What the Buddha Taught. Grove Press.  
  • Young, J. (2010). Nietzsche’s Philosophy of Religion. Cambridge University Press.  
  • Heller, L. (2012). Healing Developmental Trauma. North Atlantic Books.  
  • Keleman, S. (1985). Anatomia Emocional. Center Press.  
  • Lowen, A. (1971). A Linguagem do corpo. Collier Books.  
  • – **Lowen, A.** (1976). *Bioenergética*. Penguin Books.  
  • – **Reich, W.** (1942). *A Função do Orgasmo*. Farrar, Straus & Giroux.  
  • – **Reich, W.** (1949). *Análise do Caráter*. Farrar, Straus & Giroux. 
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O Corpo, um livro que esquecemos de ler. https://minasi.com.br/o-corpo-um-livro/ https://minasi.com.br/o-corpo-um-livro/#respond Fri, 12 Nov 2021 13:46:54 +0000 https://minasi.com.br/?p=2592

Natureza e cultura, instinto e moralidade, sexualidade e realização tornam-se incompatíveis, como resultado da cisão na estrutura humana. A unidade e congruência de cultura e natureza, trabalho e amor, moralidade e sexualidade — desejada desde tempos imemoriais — continuará a ser um sonho enquanto o homem continuar a condenar a exigência biológica da satisfação sexual natural (orgástica). A democracia verdadeira e a liberdade baseadas na consciência e responsabilidade estão também condenadas a permanecer como uma ilusão, até que essa exigência seja satisfeita. Uma sujeição sem remédio às condições sociais caóticas continuará a caracterizar a existência humana. Prevalecerá a destruição da vida pela educação coerciva e pela guerra.

A Função do Orgasmo – Wilhelm Reich

O corpo não é uma imagem do ser, mas a sua própria identidade. O corpo é como um livro que conta a história de vida, ou melhor, ele é um livro que conta uma história que envolve a própria vida e também dos antepassados. Sim!! Dentro da vida há a realidade das gerações anteriores, através do temperamento (herança genética), da intergeracinalidade e da transgeracionalidade. No entanto, as principais páginas e os capítulos que mais influenciam são as que foram escritas a partir da experiência na barriga das mães, na vivência dessa relação única, diferente, impactante e definitiva com os braços e o corpo da mãe ou pela sua falta.

Durante a vida pode-se procurar conhecer livros importantes para a vida religiosa, social, profissional, mas há muita dificuldade em ler o principal: o corpo que somos.

Por que isso acontece?

Os motivos podem ser diversos, segundo a cultura de família, mas eu poderia resumir em três grandes tomos: A cultura da sociedade ocidental; a cultura educacional na família primitiva; a cisão profunda que existe entre mente e corpo.

Vou explicar: Culturalmente, a sociedade ocidental tomou um caminho onde o corpo é um local de pecado, de sofrimento, de luxuria e portanto, precisa ser “domado”, submetido à razão. Ao partir para essa segmentação que aconteceu há alguns séculos, houve uma desidentificação com o corpo, se tornado uma “coisa” que temos que lidar, então, compramos, consumimos para refrear a fome dessa besta que existe em nós, como um animal que tem que ser saciado para não nos atacar. Consideramos sublime a arte a do pensar, do refletir, do estudar, de encher a mente com atividades “edificantes” e o corpo, domesticado é a carruagem do conhecimento, iluminado. De forma alguma considero o conhecimento banal, no entanto, separar, dividir, engavetar, especializar acaba por fazer com que percebamos a vida compartimentalizada. Então, o que “senso” (sentido dos sentidos) no corpo é sempre tido como aberração e precisa ser domesticado com medicamentos, ginástica, religião, etc…

Depois, as famílias, influenciadas por esta cisão cultural ocidental não sabem mais ensinar as crias sobre o que acontece no corpo. Mesmo em situações básicas como o choro de um bebê, uma dor ou uma necessidade ou desejo. As mães, cada dia mais, perdem a capacidade de estar ligadas às suas crias, primeiro pelo cordão umbilical, dentro de si, depois, por um cordão energético, psíquico e posteriormente pela espiritualidade. As mães não se sentem mais donas de suas gravidezes, de suas crias. Precisam de iluminação, precisam de conhecimento, precisam “se formar” uma mãe. Então, a cria cresce tendo que descobrir sozinha o próprio corpo, distante do “sensar”, as vezes cheio de culpa, raiva, tristeza e outras emoções das quais não tem sabe definir ou estão recalcadas. A família dificilmente se vê como um corpo, se vê como um objetivo, uma meta, uma conquista. Então como “sensar” o que acontece nas relações? Como “sensar” o que acontece nos desejos?

Por fim, essa cisão se instala no individuo, que não teve a oportunidade de vivenciar isso na sua relação objetal, primitiva com sua mãe, com a figura paterna, com a família e diante de uma sociedade que culturalmente quer explorar esse corpo para o consumo, separa, provoca uma cisão: O superior mental e o inferior corporal.

Assim, ao olhar para a sociedade atual pergunta-se de como chegamos a esse nível onde pessoas precisam juntar o lixo para se alimentar, pode-se fazer a retrospectiva dessa cisão, partindo de dentro e retroalimentando os motores sociais da injustiça e do poder.

O caminho de volta para casa – corpo não é um caminho fácil. Na maioria das vezes ainda pensamos que este caminho é um algo a se conquistar, adquirir, possuir, refletindo a cisão. Não! O caminho é algo como se tivéssemos que aprender a conexão perdida com nossa mãe e nossos antepassados, por ela. Por resgatar o “sensar”, ou seja, os sentidos que nos ligam ao animal, ao natural, sair do virtual, da fantasia, do corpo cindido, separado. Reaprender sua linguagem: dores, sentidos, emoções e então iniciar um diálogo interno, porque não se estará falando com algo, mas consigo.

Para este retorno vale elementos que nos façam recordar do livro que esquecemos na estante da biblioteca. Seu cheiro de páginas envelhecidas, o toque dos dedos em suas páginas escritas, o gosto no fundo da garganta ao se tocar os dedos na boca para passar as páginas, a respiração enquanto se absorve o conteúdo, a luz e as sombras que formam as figuras que interpretamos e acolhemos. Isso, fala da vida. Isso, fala de como foi experimentada essa vida. Isso, fala das relações mais primitivas. Então, emoções, sentimentos, “sensar” podem ser novamente consultadas no dicionário da árvore genealógica, interpretadas, vivenciadas e por fim “in-corpo-rada”. Quando se mescla a mente e o corpo começa a fazer sentido o aspecto energético e transcendente da vida.

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O corpo, esse tagarela! https://minasi.com.br/o-corpo-esse-tagarela/ https://minasi.com.br/o-corpo-esse-tagarela/#respond Wed, 11 Dec 2019 14:19:28 +0000 https://minasi.com.br/?p=1848

Wilhelm Reich foi o precursor das psicoterapias corporais. Desde sua época enquanto psicanalista seguidor de Freud, sempre inseriu o corpo em seu processo analítico.

Mas foi quando Reich tirou o paciente do divã freudiano para colocá-lo sentado em uma poltrona, foi que conseguiu visualizar de forma mais clara a linguagem dos sinais e a comunicação do corpo. O caráter é a forma do indivíduo agir e reagir por intermédio de seu comportamento. Ele expressa nosso temperamento e nossa personalidade.

Não há um comportamento sem esforço muscular e se essa necessidade de expressar-se for impedida por uma repressão ou um estresse, a emoção fica retida nos músculos e forma a couraça.  A couraça, portanto, manifesta-se no corpo. É uma emoção congelada.

Portanto, o corpo fala. Expressa nossos sentimentos, nossos desejos, nossas frustrações. Essa é a leitura de sinais que podemos observar nas pessoas.

Mas, além disso, o corpo registra nossa história. Tudo o que acontece de ruim em nossas vidas, trazem marcas na mente e no corpo. Assim, nosso corpo vai se moldando como uma arvore. Se ela estiver num deserto árido, vai crescer fraca, torta. Se estiver num campo que sofre as intempéries como frio, seca, chuva em excesso, etc, vai crescer de forma desproporcional. Se estiver em um terreno com solo em cuidado e não sofrer quase nada, vai crescer bela e frondosa. O corpo humano também é assim. Se for gerado e desenvolvido em um ambiente hostil, vai ter problemas na mente que irá se refletir no corpo. Isso é o caráter.

O corpo é um registro da nossa história.

Portanto, do ponto de vista reichiana, na análise reichiana trabalhamos com a leitura dos sinais e do caráter. Um está diretamente ligado ao outro.

Analisar os sinais e o caráter do paciente dentro do processo psicoterapêutico temos uma direção do caminho a tomar para montarmos um projeto de tratamento para cada paciente e dessa forma, ajudá-lo a tomar consciência de seus comportamentos de forma modificá-los.

Leitura de sinais

Em se tratando da leitura de sinais, podemos considerar o significado de alguns deles enquanto o paciente está dentro do consultório psicológico, coo por exemplo:

  • Testa franzida em direção ao nariz = desconfiança.
  • Sobrancelhas elevadas e testa franzida = espanto.
  • Olhos arregalados = medo, apreensão.
  • Morder os lábios = receio em falar ou não alguma coisa.
  • Franzir o canto da boca = descontentamento.
  • Projetar o queixo = auto-afirmação, desafiar.
  • Pescoço duro = controle
  • Ombros erguidos = receio, medo de ser repreendido.
  • Ombros para frente e peito apertado = medo de ser invadido.
  • Ombros para trás e peito estufado = desafiar, mostrar poder.
  • Nádegas apertadas = medo de fazer algo errado

Enfim, esses são apenas alguns exemplos que podemos considerar numa leitura de sinais.

O corpo é uma máquina do tempo: mostra nossa história.

Leitura do caráter

Em se tratando da leitura do caráter é quando olhamos o corpo como um todo e em suas partes considerando que a neurose está congelada no corpo em forma de couraça e isso molda o corpo de acordo com a história pessoal de cada pessoa. Sem desconsiderar a constituição genética, podemos perceber que algumas pessoas tem os olhos menos expressivos que outras, tem a mandíbula mais tensa, o pescoço mais endurecido, ombros mais erguidos, costas mais largas e duras, etc. Essa formação física, está também ligada ao caráter.

Para considerar a leitura do caráter, Reich mapeou o corpo em sete segmentos de couraça. E o bloqueio em cada um desses segmentos poderá ser hipoorgonótico (pouca energia) ou hiperorgonótico (muita energia). Mas não entraremos nesses detalhes nesse texto.

Portanto, indicaremos na sequencia como ficam as partes do corpo quando estão encouraçadas e qual a ligação disso com os traços de caráter. É importante considerar que o que causa a couraça é o estresse sofrido pela criança desde sua gestação, sempre ligado ao medo.

Para identificarmos os traços de caráter de uma pessoa, devemos considerar três condições:

Segmentos de couraça

a) Leitura corporal – que é feita com a observação do corpo e suas couraça;

b) Massagem reichiana – que identifica por meio do toque os pontos tensos (encouraçados) do corpo;

c) Anamnese, histórico e comportamento do indivíduo – que são as informações colhidas verbalmente quando o paciente está em terapia, mas a observação do terapeuta ao comportamento do paciente.

 Somente considerando essas três condições é que podemos ter uma identificação clara dos traços de caráter de uma pessoa.

Mas a proposta aqui é falar apenas da primeira condição (leitura corporal) e do que é visível no corpo, seguindo o mapeamento emocional das couraças feito por Reich, sem precisarmos tocar ou termos dados do histórico do paciente e relacionar essa leitura ao caráter. Então, apresentamos um pequeno, um pequeníssimo resumo de algumas partes do corpo que são visíveis quando encouraçadas e que podemos relacionar ao caráter para que você possa ter apenas uma breve idéia de como é feita esse leitura do caráter por meio do corpo.

Olhos

Olhos

Os olhos fazem parte do primeiro segmento de couraça mapeados no corpo por Reich, chamado de segmento ocular. Quando encouraçados, visivelmente podemos observar olhos sem brilhos, vazios, duros, arregalados ou caídos, etc. Em termos de comportamento, a couraça nos olhos compromete a percepção do indivíduo dele mesmo e do mundo em que vive, dando a ele ou ela uma condição de fantasia, falta de foco, desatenção, etc. Esse bloqueio nos olhos, quando total, designa o indivíduo psicótico e quando parcial, na visão reichiana de Federico Navarro é chamado de Núcleo Psicótico.

Pele

Pele

Também faz parte do primeiro segmento de couraça (ocular) e está ligada ao toque. Quando encouraçada visivelmente podemos observar uma pele sem brilho, enrugada, desidratada, ressecada, etc. Em termos de comportamento, a couraça na pele compromete o toque que por sua vez propicia o vínculo, a aceitação do outro e coloca a pessoa numa situação de isolamento do convívio social. Esse bloqueio é característico do indivíduo que na visão reichiana de Federico Navarro é chamado de Núcleo Psicótico.

Boca

A boca faz parte do segundo segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento oral. Quando encouraçada visivelmente podemos observar uma boca tensa, com movimentos rígidos da mandíbula, lábios apertados, ou então uma boca grande, mas sem energia, sem vida do tipo que popularmente chamamos de “boca mole”, etc. Em termos de comportamento, aqui podemos falar de um indivíduo quando tem uma oralidade reprimida ou insatisfeita. Quando reprimida é porque não mamou ou mamou pouco no peito e isso lhe dá uma condição de repressão, isolamento, timidez, boca apertada, etc. Quando insatisfeita é porque mamou um certo tempo e foi desmamado bruscamente ou mamou muito, além do que deveria e isso Le confere uma condição comportamental de insatisfação na vida, querer sempre mais, etc. E nesse caso, sua boca é grande. Em geral, a couraça no segmento oral compromete a autonomia porque são pessoas que vivem em busca de relacionamentos, parceiras para se “escorar” porque apresentam dificuldades em tocar a vida sozinhas. Esse bloqueio é característico do indivíduo que na visão reichiana de Federico Navarro é chamado de Borderline.

Pescoço

Pescoço

O pescoço faz parte do terceiro segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento cervical. É considerado a sede do autocontrole. Quando encouraçado pode estar ligado a várias estruturas de caráter, como veremos. Visivelmente podemos observar um pescoço tenso, duro, projetado para frente (quando o indivíduo tem um traço de caráter oral), enterrado nos ombros (quando tem um traço de caráter masoquista), apenas tenso (quando o indivíduo tem um traço obsessivo-compulsivo) ou endurecido com o queixo elevado, numa atitude soberba (quando o indivíduo tem um traço narcisista).

Peito

Peito

O peito faz parte do quarto segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento torácico. Quando encouraçado, também pode estar ligado a algumas estruturas caracterológicas. Visivelmente podemos observar, por exemplo, quando murcho, sem energia, como se estivesse vazio ou “triste”, está ligado ao caráter borderline. Quando estufado, ao caráter fálico-narcisista e histérico.

Diafragma

O diafragma faz parte do quinto segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento diafragmático. Quando encouraçado, visivelmente podemos observar uma linha logo abaixo das costelas, laterais do corpo e nas costas. E sempre iremos perceber uma lordose diafragmática que é quando as vértebras da coluna lombar se desalinham formando um sulco na coluna em função do bloqueio do diafragma. Esse bloqueio pode estar ligado a todas as estruturas de caráter visto que todos nós somos em alguma medida mais ou menos ansiosos, mas é mais comum encontrarmos o bloqueio no caráter masoquista. No caso do masoquista, é visível também a ausência de cintura. Ele é todo reto nas laterais do corpo. Em termos de comportamento, a couraça no diafragma traz uma manifestação de ansiedade.

Abdômen

Barriga pra dentro, peito pra fora!

O abdômen faz parte do sexto segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento abdominal. É um segmento que está ligado em sua parte superior ao diafragma e em sua parte inferior à pelves. Quando encouraçado, visivelmente podemos observar um abdômen flácido ou estufado (característico do borderline) ou tenso e duro (característico do masoquista e obsessivo-compulsivo). Também é visível os músculos lombares contraídos em decorrência de um “medo de ser atacado pelas costas”. Em termos de comportamento, a couraça no abdômen traz um padrão de querer possuir, retenção, avareza, tendência a dar ou a reter, etc. Em termos de comportamento, quando a tendência da pessoa é de reter (masoquista e obsessivo-compulsivo), geralmente são pessoas mais egoístas, avarentas, que não conseguem expressar seus afetos pelos outros. Sofrem de prisão de ventre e vivem constantemente “enfezadas” tanto no sentido fisiológico (acúmulo de fezes) ou emocional (raivosa). Quando a tendência é de soltar mais (oral), geralmente são pessoais mais afetivas e que querem sempre ajudar o próximo, às vezes num tom exagerado demais.

Pelves

A pelve faz parte do sétimo segmento de couraça mapeado no corpo por Reich, chamado de segmento pélvico. O bloqueio nesse segmento é decorrente do medo da castração ligada à situação edipiana que não conseguiu vivenciar de forma saudável que desenvolve um superego rígido, medo do julgamento, sexualidade invasora no sentido de que amam tudo que seja explosão de vida, mas são egocêntricos e querem ser sempre o centro do mundo. É um bloqueio presente em todos os traços de caráter, mas mais comumente encontrado no masoquista, no obsessivo-compulsivo e no histérico. O masoquista terá uma pelve retraída, nádegas apertadas com glúteos praticamente ausentes. A parte interna das coxas são tensas. O obsessivo-compulsivo terá uma pelve rígida e tensa. Seu movimento de quadril é duro como um bloco de concreto.  Já no histérico, o corpo mais harmônico, com andar sensual, quadril largos, etc. Mas o bloqueio da pelve mostra uma anteversão, projetada para dentro ou para fora, demonstrando seus conflitos com a sexualidade.

Bem, é isso. Mas queremos alertar aos que pretendem fazer uso desse recurso em seu trabalho, seja em psicoterapia, seja em qualquer outra situação, que não use isso como um “manual de banca de revistas”. Considere que o corpo fala, mas que precisamos saber em qual situação ele está “falando” e o que quer comunicar. Portanto, não interprete, mas analise. Interpretação é subjetiva e sempre de acordo com o terapeuta, inclusive com suas limitações, seus traços de caráter e suas couraças. Análise é de acordo com o que o paciente te mostra, vê, enxerga, etc, onde juntos, podem encontrar caminhos para ajuda-lo a resolver seus conflitos, flexibilizar suas couraças e ter uma vida mais saudável.

Artigo de Autoria do Prof. Dr. José Henrique Volpi, publicado no website do Centro Reichiano.

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A Terapia Reichiana e o Eneagrama https://minasi.com.br/a-terapia-reichiana-e-o-eneagrama/ Sat, 15 Sep 2018 14:39:13 +0000 https://minasi.com.br/?p=1476

Muitas vezes sabemos qual é a causa da nossa dor emocional e no entanto, não encontramos uma maneira de fazer as mudanças necessárias para alcançar um dia-a-dia mais feliz. A Terapia Corporal e Eneagrama é um trabalho físico, emocional e energético adaptado à personalidade de cada um para conseguir uma profunda transformação que se reflete na convivência como casal e com outras pessoas.

Experiências corporais

O Eneagrama clássico – a teoria da personalidade desenvolvida Oscar Ichazo e o psicólogo Claudio Naranjo nas décadas de 1960 e 1970 – fornece uma estrutura de nove personalidades ou eneatipos, e cada um deles propõe experiências, práticas corporais e emocionais.

Estas experiências modificam a estrutura da couraça muscular que nos condicionam. Ao se livrar delas, as mudanças são possíveis na atitude e no modo de se relacionar com os outros.

Identificar a angústia da criança

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Conhecendo os outros

O conhecimento dos eneatipos serve para entender melhor a si mesmo e as pessoas ao seu redor. Mostra-nos como cada um trabalha e produz uma mudança de olhar, nos torna mais compassivos e empáticos nas relações com os outros.

De você para você

Terapia Corporal e Eneagrama serve para parar de olhar a si mesmos e aos outros com óculos simplistas, de modo que abandonamos o uso da culpa e das demandas e começamos a nos relacionar como iguais.

O que é Caráter?

Do ponto de vista do Eneagrama, o caráter de cada pessoa é uma estrutura que se desenvolve na infância para evitar ou se adaptar a uma série de situações que são dolorosas ou angustiantes. Esse caráter ou eneatipo finalmente se cristaliza no final da adolescência, quando a pessoa termina seu processo de crescimento psíquico, físico e emocional.

O problema da couraça.

couraC3A7a-reichMas o que desenvolvemos não é apenas uma série de idéias ou crenças mais ou menos precisas sobre si mesmo ou sobre o mundo.

Cada tipo é definido por uma cadeia de reações e bloqueios corporais crônicos que constituem uma couraça física e emocional autêntica, limitante e que permite apenas um único padrão de funcionamento e relação.

Sugador de energia.

Esta couraça nos protegeu durante a infância e ao mesmo tempo reduziu nossa energia disponível para a vida, já que uma grande parte é deslocada como supressor, para conter a angústia de possíveis desastres: falta de amor, abandono, rejeição, falta de atenção… A couraça é responsável por sensações de desprazer em nosso corpo e ela nos dá a impressão de tropeçar sempre na mesma pedra dentro do relacionamento.

Desenvolver o potencial

Quando nos tornamos adultos, temos a possibilidade de superar os padrões limitantes e liberar a energia necessária para continuar nosso crescimento. Pode-se afirmar que, se permanecermos estagnados ou fixados em nossa couraça corporal, deixamos de ter metade da energia para dedicar ao crescimento pessoal.

Da teoria à prática efetiva

Muitas pessoas ouviram falar do Eneagrama ou leram um livro e, por curiosidade, tentam incorporá-lo em sua vida, mas o vêem como um sistema semelhante ao horóscopo. Perguntas do tipo são perguntadas: que número eu sou, que número é meu parceiro ou como posso alterar o número ou o tipo, qual é o melhor?

Essas pessoas buscam um elemento transformador, pois sentem a insatisfação de viver “no copo meio vazio”. A vivência do Eneagrama no corpo propõe uma prática abrangente que amplia a capacidade de se conectar profundamente consigo mesmo e com os outros.

UM MÉTODO PARA TRANSFORMAR-SE

Algumas pessoas que conheceram o Eneagrama  em cursos ou Workshops, tanto teóricas quanto vivencias podem sair com convicções assim “Eu sou um 6 então eu já compreendo o que acontece comigo” ou na dúvida “não sei se eu sou um 2 ou um 4”, mas são ideias que os prendem mais em seu caráter. Na verdade, o objetivo do Eneagrama é a transformação. É uma ferramenta valiosa para saber qual caminho que uso para minhas neuroses. Mas também mostra como “deixar de sê-lo“. Se você se trás o Eneagrama para o corpo, e não apenas para o conhecimento e vontade, você embarca em um caminho de transformação pessoal.

Remova a tapa-olhos

O primeiro passo é entender que o número ou o eneatipo é uma maneira de se desconectar de si mesmo e se tornar um autômato. O segundo, é identificar qual é a couraça corporal do seu Eneatipo e começar a trabalhar para afrouxar, e o terceiro e último passo é ver quais aspectos emocionais devem ser desenvolvidos. O próximo desafio é trabalhar o Eneatipo nos relacionamento: é aí que os mecanismos automáticos são acionados e se perde o contato com a própria essência. Um bom exercício pode ser perceber o que exigimos do outro não-verbalmente. O que queremos da outra pessoa e não de nós ousamos dizer isso em voz alta?

No casal

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Foto por luizclas em Pexels.com

A Fixação no padrão faz com que os casais entrem em dinâmicas doentias. Pode parecer que tudo está indo bem, mas há uma distância física profunda ou uma desconexão emocional em relação às relações sexuais. Nesses casos, é onde a corporalidade do eneatipo mais age, que não é controlável e mostra a verdade de nosso caráter. É no mundo dos relacionamentos e do casal onde a Terapia Corporal e o Eneagrama é mais efetivo, pois amplia a capacidade de intimidade e liberação dos antigos comportamentos automáticos e, portanto, do medo da entrega e do contato real com o outro.

UM EXERCÍCIO PARA CADA ENEATIPO

Em uma sessão de Terapia Corporal e Eneagrama , a dinâmica e os exercícios estimulam a transformação que cada pessoa requer com base em seu caráter de base.

1. O perfeccionista
DESCRIÇÃO: procura o amor sendo perfeito. Muito autocrítico, meticuloso e rígido, tenta “ser bom”.
EXERCÍCIO: a pessoa se deita e o terapeuta que o ajuda gentilmente move os membros de maneira improvisada. Os movimentos devem ser suaves, mas desordenados e imprevisíveis. A pessoa deitada deve simplesmente se deixar fazer, com o corpo completamente solto e deixando as articulações livres.
2. O ajudador
DESCRIÇÃO: o amor aos outros é garantido oferecendo ajuda, mesmo que eles esqueçam suas próprias necessidades.
EXERCÍCIO: Como pessoas muito dependente dos outros, elas têm dificuldade em manter seu próprio eixo físico. A proposta consiste em andar com o olhar centrado em um ponto, com a coluna ereta e evitando muito balanço dos ombros e quadris. Mesmo que isso lhes custe, ajuda-os a centrar a atenção.
3. O empreendedor
DESCRIÇÃO: quer ganhar o amor dos outros através das realizações e da imagem.
EXERCÍCIO: são pessoas vigilantes que acham difícil relaxar. O exercício consiste em equilibrar a respiração: inspira-se contando 5 segundos, o ar é retido por mais 5 segundos, é exalado durante 5 segundos e o mesmo tempo é esperado antes de inspirar novamente. Pode ser repetido várias vezes.
4. O romântico
DESCRIÇÃO: ele anseia por amor quando está ausente ou não o tem, mas fica desapontado quando está perto.
EXERCÍCIO: são pessoas que têm dificuldade em manter os pés na terra Portanto, os exercícios com os pés os ajudam. Por exemplo, pise em uma bola de tênis e massageie a planta dos pés com ela enquanto tenta soltar e expandir sua respiração. Em seguida, é verificado se a qualidade do contato com o solo foi alterada.
5. O observador
DESCRIÇÃO: ele se sente desconfortável com a intensa emoção em público e valoriza muito a sua independência.
EXERCÍCIO: a proposta é deitar-se no chão e alongar muito, pouco a pouco, enquanto tomam o máximo de ar, para depois recuar para uma posição fetal, e ir lentamente expirando o ar. 
Isso os oxigena e os ajuda a desdobrar seu corpo além do usual, tomando presença.
6. O soldado
DESCRIÇÃO: leal, mas questiona o amor e a possibilidade de um futuro promissor. Teme a perda.
EXERCÍCIO: muito vigilante e com controle excessivo, faz bem a eles o mesmo exercício do Eneatipo 3, mas na companhia de alguém amigável que lhes gentilmente seguram a cabeça e giram lentamente. É um exercício difícil, mas, finalmente, muito relaxante e excitante para este Eneatipo.
7. O epicurista
DESCRIÇÃO: anseia por uma vida fabulosa. Ele se sente atraído pelo prazer e vive o amor como uma aventura.
EXERCÍCIO: ajuda-os um exercício que combina atenção e respiração. Sentado em postura de meditação, de frente para uma vela, a uma distância de aproximadamente 40 cm, respira-se devagar  por dez minutos, de forma que a chama se mova. Evitar se evadir mentalmente e manter cabeça e coluna alinhadas.
8. O chefe
DESCRIÇÃO: expressa amor através da proteção e poder. É intenso e evita depender do outro.
EXERCÍCIO: essas pessoas acham difícil treinar habilidades motoras sutis e finas. Proponho um exercício com um balão: você deve inflá-lo e movimentar-se pela sala sem tocá-lo com as mãos e sem cair. Se cair, nada acontece, apenas comece de novo. Quando se soltar mais, pode ser feito com música.
9. O mediador
DESCRIÇÃO: É mais fácil para ele saber o que você não quer do que ele quer, já que ele teme o conflito.
EXERCÍCIO: Este Eneatipo se assemelha ao 5 em tudo relacionado ao seu excessivo controle emocional. O exercício básico é o mesmo, mas neste caso recomendo fazê-lo na companhia de alguém que se ponha alguma resistência ou obstáculo aos movimentos corporais de contração e expansão.

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Os efeitos do medo no corpo https://minasi.com.br/os-efeitos-do-medo-no-corpo/ Wed, 27 Jun 2018 20:45:57 +0000 http://minasi.com.br/2018/06/os-efeitos-do-medo-no-corpo/ É verdade que todos conhecemos a emoção do medo. Muitas vezes a conhecemos de muito perto ou outras apenas na mente. Mas o que acontece em nosso corpo que dispara emoções fortes de defesa?

Há evidência direta de que a circulação cerebral, na área motora, aumenta instantaneamente quando o indivíduo tem a intenção de começar a mover-se. Quase que ao mesmo tempo começa a aceleração cardíaca e respiratória.
Quando a ação, em vez de decidida por deliberação, é decidida porque o momento exige, “de emergência”, a preparação é mais ampla: o cérebro, ativado pela situação de alarme, provoca em poucos instantes uma descarga de adrenalina no sangue, e é esta substância que faz a preparação para o encontro: taquicardia, respiração acelerada, pele pálida, hipertonia (preparação) muscular, hiperglicemia e contração do baço (o que injeta mais meio litro de sangue na circulação) são algumas das principais variações biológicas produzidas pela adrenalina. Estas modificações ocorrem quase que instantaneamente nas situações de emergência e é importante assinalar que elas demoram dez, quinze ou vinte minutos para desaparecerem (é o tempo de inativação da adrenalina circulante).

Portanto, quando se leva um susto forte, ou quando se passa por muito medo, não adianta muito querer tranquilizar as pessoas logo depois. O melhor jeito de tranqüilizar pessoas muito agitadas por um susto seria convidá-las a correr desabafadamente durante uns poucos minutos. Assim elas consumiriam a preparação orgânica que se fez nelas, antecipando o ataque ou a fuga.

Se considerarmos todas as variações assinaladas nas funções cardiorrespiratórias, as velocidades e volumes e pressões, veremos como o aparelho cardiorrespiratório é poderoso, sensível, veloz e versátil. É o “aparelho da emoção”.

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Perdão ao meu (amoroso) corpo https://minasi.com.br/perdao-ao-meu-amoroso-corpo/ Fri, 30 Mar 2018 13:36:52 +0000 http://minasi.com.br/?p=1303
semamor

Perdão por ter me escondido de você na minha mente. 
Eu era um cabeça-de-vento extraordinário, 
preferindo a segurança aparente dos meus pensamentos 
ao mundo, muitas vezes selvagem, dos sentimentos. 
Embora eu fosse frequentemente chamado de ‘fora do ar’, 
eu estava realmente ‘fora do meu corpo’, 
vivendo fora das paredes do templo do meu corpo. 
Eu cresci em uma família sem amor, 
e sentir-me em meu corpo, 
significava sentir-me nas memórias horríveis 
retidas em meus músculos e tecidos.
Sobreviver pela minha percepção intelectual, 
permitiu-me pensar o meu caminho 
através de circunstâncias difíceis e me proteger contra a dor. 
Mas meu “cabeção” teve um preço muito alto – 
excessiva análise perpetuou uma paralisia emocional. 
Minha estratégia de enfrentamento se tornou meu modelo 
para a realidade, me alienando de minha vida real. 
Mas eu quero parar de assistir você de longe. 
Eu quero abrir o portão e voltar agora.

workaholic

Perdão por abusar de você com alimentos tóxicos, 
excesso de comida, excesso de trabalho. 
Eu queria drenar e amortecer você, meu corpo, 
para que eu não pudesse te sentir. 
Se eu te animar, eu sentirei minhas emoções mais fortemente 
e minha dor se emergirá.
Se eu anestesiar você, 
minhas memórias permanecerão enterradas. 
Ainda outra técnica de auto-distração. 
Lamento por aqueles atos deslocados de agressão. 
Eu não pude mantê-lo seguro, 
porque eu nunca me sentia seguro. 
Eu tinha que primeiro forjar auto-amor no fogo da vida.

Perdão por humilhar você, 
ter repugnância de você, 
tê-lo escondido, 
me sentir constrangido por você. 
Lamento que julguei suas imperfeições aparentes 
como esquisitices em vez de reflexos da Divindade. 
Minha atitude era um reflexo direto do meu auto-ódio, 
a internalização remanescente de um mundo interior 
de humilhação e calúnia. 
Me ensinaram que eu era feio e eu acreditei. 
Caracterizado como a ovelha negra ao longo da minha infância, 
eu tomei essa mensagem para o coração, 
perpetuando frequentemente a vergonha à minha própria custa. 
Como tenho trabalhado para trazer a minha luz 
para fora deste monte de vergonha, 
vejo a maravilha brilhosa que é você. 
Tal majestoso templo, uma oração viva à Divindade. 
Se não honrar o templo, não haverá lugar para a oração.

Perdão por olhar para a minha vida espiritual à parte de você, 
como se Deus fosse uma construção sem corpo 
e não uma experiência sentida. 
Como um bom cabecinha-de-vento, 
eu queria pensar Deus, ao invés de senti-lo. 
E, então, eu olhei para Deus nas passarelas da desconexão, 
confundindo a fuga de si mesmo com a própria iluminação. 
Eu fui por esse caminho por algum tempo, 
aparentemente calmo do lado de fora, 
mas  no fundo, 
um caldeirão borbulhante de sentimentos não resolvidos. 
Na verdade, 
o mais próximo que eu chegasse de uma consciência inclusiva 
eram naqueles momentos em que eu me rendia 
a você completamente, todo manchado e maculado. 
Não é por acaso que estamos aqui em forma física   
Deus está dentro das pessoas. 
Me perdoe por procurar Deus 
fora das paredes do templo (meu corpo).

Perdão por te puxar pra baixo com uma couraça física e emocional: musculatura rígida, raiva congelada, respiração engolida, um coração endurecido.

criancasozinha

Perdão por te puxar pra baixo 
com uma couraça física e emocional: 
musculatura rígida, raiva congelada, respiração engolida, 
um coração endurecido. 
Perfeitamente condicionado 
a um lobo solitário macho guerreiro, 
preferi solidez à fluidez, me encouraçar ao aconchego. 
Um escravo para a sobrevivência, 
fui construído para mover-me ao longo do caminho 
como uma máquina, 
adiando descanso e prazer para um dia que raramente chegava. 
Com a minha couraça intacta, 
nada e ninguém podia me tocar. 
Mas eu estava usando emprestado a energia do meu futuro. 

Eu estava me matando. 

Mesmo agora, eu estou sob nenhuma ilusão 
de que eu vou mudar esse modo de ser facilmente. 
É profundo em mim, no fundo de minhas memórias de superação. 
Mas vou tentar, um livramento de cada vez. 

Eu vou tentar.

sex

Perdão por submetê-lo a ser um objeto, 
separando sexualidade do coração. 
Você foi concebido para a intimidade, 
que é a profundidade completa, unificadora, indistinguível 
EU-Deus. 
Qualquer coisa menos é uma perversão
de sua natureza divina. 
Mas tudo que eu muitas vezes queria 
era superficial e longe do Divino. 
Eu não queria uma ponte entre meu coração e os meus genitais, 
meu coração e o dela. 
Mesmo quando eu passava por minhas fases ‘tantra’,
eu ainda estava abusando de você, 
porque eu estava usando meus genitais como um êxtase, 
buscando mísseis e não uma ponte para o divino. 
Eu estava usando a sexualidade para escapar daquele momento, 
em vez de aprofundar na conexão. 
Me perdoe por eu abusar de você dessa maneira. 
Estou empenhado em trazer a minha sexualidade 
para o meu coração e vice-versa. 
Estou comprometido com a construção 
da rodovia interior coração-genitais.

Sou grato pelas tantas maneiras que você me manteve, 
mesmo quando a minha consciência desperta 
estivesse completamente alienada de você. 
Se eu tivesse sido governado só por meus pensamentos, 
eu estaria morto há muito tempo, 
saltando como eu fazia de uma inebriante 
copa de árvore para outra. 
Mas você nunca me falhou, nunca me esqueceu, 
nunca me perdeu de vista onde eu realmente vivi. 
Você me manteve respirando quando eu agi contra você, 
quando eu envergonhava você, quando eu renegava você. 
Você me amou, me chamando de volta, 
mantendo-me à tona até que eu pudesse me encontrar. 
Tal devoção. 
Conexões profundas.

Sou particularmente grato por ter me carregado 
através dos estágios da vida mais destrutivos. 
Você curou as feridas e ossos quebrados da vida precoce. 
Você me protegia contra a violência com seus punhos e pés. 
Você me tirou da cama quando desanimo
imobilizou o meu espírito. 
Você me tirou do fogo do inferno da minha infância, 
mesmo quando eu o re-criei por toda a vida adulta. 
Você me manteve aquecido, 
quando o frio me congelava o ânimo. 
Você me manteve acordado, 
quando eu queria adormecer para a vida. 
Você suportou décadas de vício de trabalho 
e excesso de compensação, com pouco descanso. 
Meu caro amigo, como posso te honrar melhor?

Obrigado por ser meu termômetro da autenticidade, meu templo da verdade.

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Obrigado por ser meu termômetro da autenticidade, 
meu templo da verdade. 
Quão belo você carregou o meu propósito sagrado, 
até que eu estivesse pronto para por mãos-a-obra. 
Você me lembrou com arrepios verdadeiros 
sempre que eu andava na direção certa. 
Você me conduziu com dores verdadeiras 
sempre que eu me atrevi a andar nos sapatos de outra pessoa. 
O que é tão notável é que você nunca deixou 
de comunicar-se comigo quando eu vivia numa mentira. 
Eu posso não pode ter sido pronto para ouvir, 
mas você nunca abandonou a sua fé em minhas possibilidades. 
Agora eu sei que o meu verdadeiro caminho está codificado 
nos ossos do meu ser. 
Não é um templo que eu visito, 
mas aquele que eu sou.

Estou ansioso para o dia em que a humanidade 
abrace plenamente a sua divindade e 
reconheça a unidade no cerne da criação. 
Uma consciência unificada ainda existe fora 
da nossa consciência habitual, 
mas ela canta a partir de nosso interior, 
uma sinfonia de Deus, 
a música que está nos chamando para casa. 
Onde o corpo, mente e espírito parecem estar fluindo 
em direções diferentes, 
eles em breve serão revelados como ramos inextricáveis 
do mesmo canal d’água. 
No rio da Essência, tudo flui na mesma direção – 
Rumo ao oceano da totalidade.

À medida que nos aproximamos de uma consciência unificada, 
que possamos reconhecer o centro da questão: 
nosso corpo, templo com um coração pulsante. 
A iluminação não é uma viagem da cabeça- 
é uma jornada do coração, 
rajadas de Deus soprando através do portal do coração, 
o amor através da válvula aorta fundindo-se com o amor 
que corre através da veia universal. 
Como se vê, não buscamos uma abertura da mente. 
Um coração novo – a frescor do apreço que flui 
através do coração aberto. 

Se queremos expandir a nossa consciência espiritual,
temos de sacudir a árvore do nosso coração muitas vezes. 
Abrindo o coração desbloqueamos o coração do universo, 
e vemos o que está sempre diante de nós. 
Que possamos estar comprometidos 
com o derrubada das couraças em torno de nosso coração um 
pouco mais, a cada respiração.

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Como os gansos pousando, 
descansando e se preparando para a próxima etapa 
de sua jornada para o sul. 
Eu os vejo fixando-se em um corpo, realmente aqui.
Tempo para se render, cantar com os pássaros. 
Então, quando o seu corpo estiver pronto, eles vão voar novamente, 
subindo nas asas de seu amor. 
Eu os ouço, chamando uns ao outros. 
Entregue-se! 

Um dia, eu não vou te escrever 
como se você fosse independente da minha consciência desperta. 
Um dia, eu vou rezar para você, como você. 
Um dia, eu também vou voar para Deus sem sair do templo. 
Até então, por favor, continue a manter-me seguro.

Axé! Amém! inshalá! Namastê!

Autor: Jeff Brown

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A temperatura de nossas emoções https://minasi.com.br/a-temperatura-de-nossas-emocoes/ https://minasi.com.br/a-temperatura-de-nossas-emocoes/#respond Wed, 07 Feb 2018 14:01:46 +0000 http://minasi.com.br/?p=1068

Emoção é energia. É a linguagem do corpo para nos comunicar o que se passa dentro de nós. Se falamos de energia, podemos falar de temperatura. Essa pesquisa realizada por pesquisadores Filandeses mostra como as emoções em forma energética se dispõe ao longo do corpo quando estamos sob a sua influência. Na linguagem popular, geralmente associamos as cores às emoções: fiquei branco de medo, fiquei roxo de vergonha, etc…

Muitas pessoas sentem emoções em certas partes de alguns órgãos, por exemplo estresse em seu pescoço ou ansiedade em seu estômago, talvez a felicidade em seu peito. Como você pode ver no mapa, “raiva” é uma inebriante emoção, no topo do corpo, enquanto o “amor” e “felicidade” é sentido fortemente em todo ele. Sentimentos como “tristeza” e “depressão”, no entanto, são experimentados como uma desativação relativa de sensações, em comparação com estados normais ou estados de esfriamentos energéticos

É tudo parte do fascinante novoAtlas do Corpo , produzido a partir de pesquisa realizada por cientistas finlandeses , que mostra um mapa de calor de onde em nossos corpos, podem se manifestar diferentes emoções.

Para criar o mapa, os pesquisadores mostraram a mais de 700 voluntários várias palavras, histórias, filmes e imagens associadas com diferentes emoções “básicas” e “complexas”, e pediram-lhes para apontar regiões corporais onde eles sentiram aumentando e diminuindo a atividade em reação .

Seus resultados, relatados nos Anais da Academia Nacional de Ciências , produziram mapas de calor consistentes que foram estatisticamente marcados para cada emoção, e reprodutível entre os voluntários, que eram de finlandeses, suecos e chineses (Taiwan). A conclusão é que as assinaturas emocionais em diferentes partes do corpo são “culturalmente universais” e estão ligadas a sistemas biológicos, em vez de desencadeada por aquilo que as pessoas aprenderam a pensar, com base em frases de linguagem comuns, tais como “ter borboletas no estômago. ” Ou seja, as emoções estão ligadas ao corpo e não à forma como pensamos, independentemente do pensamento, elas ocorrem energeticamente em nossos corpos.

Uma melhor compreensão das sensações corporais associadas com emoções poderia ajudar os profissionais de saúde física e mental a melhor tratar  distúrbios de humor, como depressão e ansiedade, e até mesmo fornecer melhores formas de diagnosticar ou detectar estes problemas.

“Os sentimentos advindos das emoções estão associados com mapas independentes,  sobrepostas às sensações corporais, que poderiam estar no centro das experiências emocionais”, concluem. “A percepção dessas mudanças corporais desencadeada pela emoção, pode desempenhar um papel fundamental na geração de sensação consciente das emoções.”

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Seu corpo fala pela dor https://minasi.com.br/seu-corpo-fala-pela-dor/ Mon, 15 Feb 2016 18:04:35 +0000 http://minasi.com.br/?p=109 Há grande sabedoria nas tradições da medicina chinesa e oriental como um todo, que enxergam o individuo como um ser holístico e não como uma máquina que precisa de ajustes ou lubrificação.

Wilhelm Reich, criador da abordagem Corporal da psicologia, retomou este assunto no início do século 20, saindo de uma ideia somente a partir do conteúdo que o paciente trazia para o ambiente terapeutico e lendo no corpo dele aquilo que nem mesmo ele tinha consciencia. A partir de Reich toda uma riqueza da abordagem corporal foi criada.

O conteúdo abaixo pode  ajudar a ler no corpo algumas coisas que possa estar ignorando em nível psicológico.

A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina. Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa.

Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

Aprenda a decodificar a mensagem do seu corpo e seja mais feliz:

  1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.
    A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.
  2. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?
    Então se posicione! A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.
  3. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a).
    Reflita sobre o amor e a compaixão.
  4. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.
    A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos! Cuidado!
  5. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional.
    Não carregue tanto peso sozinho(a), distribua. Além disso, não acumule problemas, resolva-os.
  6. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.
    Se você não “digeriu” bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.
  7. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.
    Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.
  8. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.
    Seja otimista e reaja.
  9. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?
  10. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.
    Ouse! Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.
  11. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.
    Veja se é necessário mesmo fazer isso. Reflita sobre o assunto.
  12. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.
    Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.
  13. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris.
    Está pensando em novas ideias?
    Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.
  14. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.
    Seja como eles: procure novas experiências na vida – com responsabilidade.
  15. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho.
    O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?
    Sabemos que não é fácil. No entanto, é necessário. Você é mortal, como todos os outros – não perca tempo e viva em amor.
  16. Dor de dente: pense positivo.
    Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido. Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.
  17. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo(a).
    Permita-se ser feliz e não cobre tanto.
    O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?
  18. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.
    Livre-se do tédio!
  19. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa.
    Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você “voar”.
  20. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.
    Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade. Cuidado!

Fonte: Cura pela natureza

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