bebê https://minasi.com.br Alcançando a integralidade através de terapia holística. Transforme sua vida através de aconselhamento personalizado e treinamento motivacional. Fri, 24 Jul 2020 15:21:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://i0.wp.com/minasi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-MeuEuMelhor.webp?fit=32%2C32&ssl=1 bebê https://minasi.com.br 32 32 103183256 Aprendemos pelo afeto materno https://minasi.com.br/desenvolvimento-infantil/ https://minasi.com.br/desenvolvimento-infantil/#respond Fri, 24 Jul 2020 15:21:08 +0000 https://minasi.com.br/?p=2147

René Spitz sugeriu a necessidade de se estudar a criança diretamente, para seu melhor entendimento, o que logicamente implicava no abandono de estudos que faziam a extensão do desenvolvimento adulto. Para ele o recém-nascido não apresenta atividade psíquica. A percepção dos afetos é global e só aos poucos o bebê aprende a descriminar os vários afetos nos outros.

O ser humano nasce totalmente desamparado.

Spitz

O nascimento torna a criança uma entidade física separada, e para tornar-se psicológica e socialmente distinta é necessário algo mais além de tempo. As respostas do bebê inicialmente são gerais. Não existe uma relação direta estímulo x resposta, e qualquer parte de seu corpo pode responder. As respostas são ao acaso, não dirigidas.

O bebê não é comparável ao adulto. Sua fisiologia é diferente, bem como suas sensações, suas reações físico-químicas, sua maneira de vivenciar no ambiente que o cerca. (SPITZ, 1979). Ao recém-nascido faltam a percepção, a consciência e as demais funções psicológicas. Apresenta dois estados diferentes percussores de afeto: quietude e desprazer. Vamos analisar uma situação comum.

A secura da mucosa oral, particularmente sensível nesse momento, constitui um dos principais rompimentos dessa quietude. As glândulas salivares, ainda pouco desenvolvidas, não conseguem recompor a umidade natural oral que a criança se acostumou no ambiente aquoso no qual ficou até seu nascimento.

• Fatores Determinantes
O ser humano nasce totalmente desamparado. Ele é incapaz de sobreviver por si só, dependendo, pois, inteiramente de outra pessoa (SPITZ, 1960).

As trocas e interações com o outro levam às novas experiências e aquisição de novas habilidades. Levam também ao estabelecimento de limites das próprias capacidades, ajudando a criança a desenvolver seus próprios mecanismos de defesa, iniciando-a em seu funcionamento enquanto ser social. A relação mãe-filho encontra-se igualmente na raiz da linguagem e comunicação da criança.

• Estágios do Desenvolvimento:
Spitz descobriu que no processo de estabelecimento das relações objetais a criança passa por três estágios: pré-objetal; objeto precursor, objeto real. O bebê não somente aumenta ou diversifica suas respostas, ele confere ao objeto um novo significado na medida do seu desenvolvimento.

• 1º Estágio – Pré-Objetal
Idade: até 3 meses: Inicia-se com o nascimento e termina em torno do 3º mês. A interação da criança com o ambiente externo é fisiológica; não existe vontade ou qualquer representação psíquica ou consciência. A criança não se distingue do meio, ou seja, não existe um objeto. Ela recebe os estímulos externos, e devido ao seu mecanismo de proteção interna, e nem os percebe.

O rosto humano é o primeiro sinal de memória do bebê

A única região que opera nesse momento é a cavidade oral, a boca. Tanto servindo para alimentação, necessidade fisiológica mais básica, quanto precursora dos futuros cinco sentidos: olfato, paladar, visão, audição e tato. A cavidade oral funciona, assim, como um ponto intermediário entre a percepção interna e externa.

A amamentação é um momento especial para o bebê, pois as experiências da pele, mensagens ao ouvido unem-se à cavidade oral, transformando-o num imenso prazer para mãe-filho.

O rosto humano estabelece-se, assim, como o primeiro sinal de memória do bebê, pois é o que mais a criança vê em uma situação que mobiliza afeto. Nenhum outro objeto é foco de atenção da criança neste período e/ou capaz de provocar a resposta ao sorriso. As emoções primárias, fome, sede, prazer e desprazer, são precursores do afeto. O sorriso surge apenas à figura humana, não acontecendo para objetos.

A criança que sorri mostra-se capaz de experimentar uma emoção positiva, distingui-la e expressá-la. O sorriso aqui indica a maturidade emocional da criança – é significativo dentro da evolução da criança e denota pura recepção. A ausência de sorriso não se liga ao desenvolvimento, mas, sobretudo ao grau de envolvimento emocional da criança.

Em algumas crianças hospitalizadas, Spitz não encontrou o sorriso. Pelo contrário, elas, após observarem o adulto por alguns minutos, viram para o lado, tornando impossível contato emocional. Nada parecia lhes interessar; comum em crianças enclausuradas por muito tempo em camas de hospital, tratamentos longos e difíceis.

2º Estágio – Precursor do Objeto
Idade: 3 aos 8 meses: O surgimento do tônus muscular leva à sustentação da cabeça e do tronco, e posteriormente, a criança consegue manter-se sentada e com capacidade de pegar e largar objetos voluntariamente.

O bebê de quatro meses pode ser visto tocando a boca, os dedos, até mesmo junto com a mamadeira, observando seus dedos no momento de preensão. Em torno do 6º mês, muitas vezes é visto tocando os próprios pés, interessando-se pelos membros inferiores.

A relação com a mãe é especial, sendo que a criança mostra desconforto quando abandonada pela mãe, o que ainda não acontece quando é privada de algum brinquedo. Surge a reação de medo entre o 4º e 6º mês aproximadamente, dirigido a um objeto, pessoa ou coisa, com a qual a criança teve uma experiência negativa.

É comum a criança chorar ao entrar em consultório médico, mais ainda no consultório odontológico. Mas é passageira, basta que a criança veja a mãe para que a angústia suma. Quando um estranho se aproxima, basta que ele se vire de costas para que o medo da criança seja superado. No entanto, principalmente durante as consultas médicas e odontológicas, quem deve entender primeiro essa questão do medo é a mãe, que servirá de apoio e reforço positivo para a criança.

A manifestação de desconforto passa a ser através do choro, tampar o rosto e virar a cabeça. As relações da criança tornam-se mais complexas, inicia-se a compreensão de ordens, proibições, de gestos sociais como dar adeus e dar a mão.

As crianças e pais imitam-se alternadamente ou ao mesmo tempo. As imitações dos pais são como exemplo: estalar a língua, bater palminhas, falar igual ao bebê. Isso muito contribui para o desenvolvimento da criança. Os pais são os veículos transmissores de cultura para a educação de seus filhos, sendo importantes as imitações que aproximam do nível de entendimento da criança. A relação calorosa interfere positivamente na tentativa da criança de ser como o modelo oferecido.

• 3º Estágio – Objeto Real
Idade: 8 a 12 meses: Tem início quando a criança prefere a mãe, apresentando sinais visíveis de ansiedade diante de um estranho. Criança e mãe comunicam-se cada vez mais de forma direcionada e os gestos da mãe passam a ter significado para a criança e vice-versa. O primeiro desse sinal é o balançar de cabeça indicativa de “não”. A partir do 8º mês, mais ou menos, se a mãe interrompe a atividade da criança dizendo “não” e balançando a cabeça, a criança para a atividade evidenciando o entendimento do sinal.

A partir daí surge a linguagem na vida da criança. No início composta de palavras incompletas, até aproximadamente 18 meses. Em regra sua linguagem expressa suas necessidades e representa um pedido de ajuda. Só mais tarde inicia-se a comunicação com ajuda de símbolos verbais. Quando o bebê pronuncia “mamã”, isto pode significar muitas coisas e até frases, como: “estou com fome”; “quero água”; “tire-me daqui”.

O gesto “não” interfere diretamente nas relações objetais, nas relações da criança com o meio. Inicia-se a chamada fase da teimosia. A mãe que até então funcionava como o ego externo da criança decidindo sobre os passeios, o local de ir, a alimentação, o que pegar, vê-se obrigada a repreender e impedir uma série de atividades. O acontecimento mais marcante dessa fase é que a criança agora sabe usar o “não” para decidir sobre o quer e o que não quer.

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Bebês que são abraçados mais vezes tem sua genética alterada https://minasi.com.br/bebes-que-sao-abracados-mais-vezes-tem-sua-genetica-alterada/ https://minasi.com.br/bebes-que-sao-abracados-mais-vezes-tem-sua-genetica-alterada/#respond Fri, 10 May 2019 13:43:14 +0000 https://minasi.com.br/?p=1720 A quantidade de contato íntimo e reconfortante que as crianças pequenas recebem não apenas as mantém aquecidas, aconchegadas e amadas, mas podem alterar seu DNA quando adultos, tornando mais resistentes.

Um estudo de 2017 diz que pode realmente afetar bebês em nível molecular, e os efeitos podem durar anos.

Com base no estudo, os bebês que têm menos contato físico e ficam mais angustiados em tenra idade, acabam com mudanças nos processos moleculares que afetam a expressão gênica.skin-to-skin-campaign

A equipe da University of British Columbia, no Canadá, enfatiza que ainda é muito cedo para esta pesquisa, e não está claro exatamente o que está causando a mudança.

Mas poderia dar aos cientistas algumas ideias úteis sobre como o toque afeta o epigenoma  – as mudanças bioquímicas que influenciam a expressão gênica no corpo.

Durante o estudo, os pais de 94 bebês foram convidados a manter diários de seus hábitos de tocar e abraçar a partir de cinco semanas após o nascimento, bem como registrando o comportamento dos bebês – dormindo, chorando e assim por diante.

Quatro anos e meio depois, amostras de DNA foram coletadas das crianças para analisar uma modificação bioquímica chamada metilação do DNA .

É um mecanismo epigenético no qual algumas partes do cromossomo são marcadas com pequenas moléculas de carbono e hidrogênio, muitas vezes mudando a forma como os genes funcionam e afetando sua expressão.

Os pesquisadores descobriram diferenças de metilação do DNA entre crianças de “alto contato” e crianças de “baixo contato” em cinco locais de DNA específicos, dois dos quais estavam dentro de genes: um relacionado ao sistema imunológico e outro ao sistema metabólico.

A metilação do DNA também atua como um marcador para o desenvolvimento biológico normal e os processos que o acompanham, e também pode ser influenciada por fatores ambientais externos.

Depois houve a idade epigenética, o envelhecimento biológico do sangue e dos tecidos . Este marcador foi menor do que o esperado nas crianças que não tiveram muito contato quando bebês, e tiveram mais sofrimento em seus primeiros anos, em comparação com a idade real.

“Em crianças, achamos que o envelhecimento epigenético mais lento pode refletir um progresso de desenvolvimento menos favorável”,  disse um dos integrantes da equipe , Michael Kobor.

De fato, descobertas semelhantes foram vistas em um estudo de 2013, que analisou a atenção e o cuidado que os ratos jovens receberam desde a mais tenra idade.

As lacunas entre a idade epigenética e a idade cronológica foram ligadas a problemas de saúde no passado, mas novamente é cedo demais para tirar conclusões desse tipo: os cientistas admitem prontamente que ainda não sabem como isso afetará as crianças mais tarde na vida.

Também estamos falando de menos de 100 bebês no estudo, mas parece que o contato íntimo e os abraços de alguma forma mudam o corpo em um nível genético.

É claro que é bem aceito que o toque humano é bom para nós e para o nosso desenvolvimento de todas as formas, mas este é o primeiro estudo a analisar como isso pode estar mudando a epigenética dos bebês humanos.

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Será o trabalho de estudos posteriores para descobrir por que e para investigar se qualquer mudança a longo prazo na saúde pode aparecer como conseqüência.

“Planejamos acompanhar se a ‘imaturidade biológica’ que vemos nessas crianças tem amplas implicações para sua saúde, especialmente seu desenvolvimento psicológico”, disse uma das pesquisadoras , Sarah Moore.

“Se pesquisas adicionais confirmarem este achado inicial, ressaltará a importância de fornecer contato físico, especialmente para crianças com distúrbios”.

A pesquisa foi publicada em Desenvolvimento e Psicopatologia .

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O contato físico nos primeiros anos da vida https://minasi.com.br/o-contato-fisico-nos-primeiros-anos-da-vida/ Sat, 17 Feb 2018 17:40:23 +0000 http://minasi.com.br/?p=1128 https://youtu.be/jEm4UHue32k

Durante o processo de desenvolvimento durante a infância nos deparamos com alguns mitos que precisam ser banidos de nossa sociedade: “essa criança é manhosa”; “Deixo ele chorando pra aprender”; “Criança chora porque quer fazer chantagem com os pais” e assim por diante…

Este tipo de pensamento estão ancorados no que Wilhelm Reich chamou de “Peste Emocional”, ou seja, a dificuldade de demonstrar e receber afeto que é transmitido de mãe para filho, geração após geração.

Todo bebê, toda criança desde que nasce precisa de contato, de proximidade, principalmente da mãe que durante muito tempo tem uma relação simbiótica. Falando de proximidade, Reich chegou a calcular a distância que uma mãe deveria se apartar de sua cria sem que isso rompesse o Campo Energético criando entre os dois. Até aproximadamento o 3º mês do nascimento esse contato é insubstituível e fundamental.

O desenvolvimento das emoções e de um adulto saudável depende de quanto contato físico o bebê recebeu.

A técnica da borboleta

Eva Reich (filha de Wilhelm Reich) trabalhou muito em sua vida no que se refere ao Massaging-Your-New-Born-Baby-Massage-Your-New-Born-Baby-How-To-Massage-a-Baby-990X659contato da mãe com o bebê e desenvolveu uma técnica para que a própria mãe pudesse tocar o corpo da criança aumentando o Campo Enérgetico entre os dois e dissolvendo quaisquer acumulo energético no corpo infantil.

  1. Local
    Escolha um local intimo, de temperatura agradável para que o bebê possa ficar o mais confortável possível, sem roupas.
  2. Conexão
    A mãe deve fazer conexão com o bebê, através da voz calma, tranquila; através dos olhos  e no contato com as mão.
  3. Movimentos
    Partindo da cabeça e seguindo o sentido cabeça=pés e do centro para as bordas, usando a ponta dos dos dedos tão suavemente que parecesse o pouso de uma borboleta, toque na pele do bebê. O processo pode durar de 5 a 20 minutos, quem vai ditar o ritmo e o encerramento é o bebê, conectada nele, a mãe sente o momento de parar.

Para o bebê, o desenvolvimento emocional, segurança depende das respostas da mãe.

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Uma Jornada Épica https://minasi.com.br/uma-jornada-epica/ Thu, 15 Feb 2018 14:20:34 +0000 http://minasi.com.br/?p=1112

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